Banshee mostra que não está para brincadeira ao tirar seu alívio cômico.
Repetindo o ritmo acelerado e sem enrolações, Banshee entregou outro episódio com tudo que prometeu e ainda avançou mais em seus arcos. No final do último capítulo, foi confirmado que Job estava vivo e esse episódio avançou todo esse plot. Confesso que não esperava que esse seu resgate seria tão rápido, em apenas 1 episódio, foi mostrado tudo que ele passou durante o salto temporal da série, as brigas de Hood e Carrie tentando resgatá-lo e sua tão enfim, liberdade. Por sinal, essas cenas da invasão na base militar foram bem corridas, eu esperava muito mais delas, mas não foram decepcionantes e cumpriu sua cota de cena de luta por episódio.
Com Job agora em liberdade, deu início a outro arco que achei bem acertado a série trabalhar, o seu trauma. Banshee pode ser a mais mentirosa e absurda possível, mas não podemos pensar que Job sairia de toda aquela tortura sendo o mesmo de antes. Efeitos psicológicos vão fazer parte de sua vida e isso não podia ser ignorado. Por isso, por mais que muita gente sinta falta de suas tiradas e “shades“, ponto para os roteiristas que resolveram tirar toda parte cômica de um personagem para ser coerente com a sua construção.
Indo para a cidade de Banshee, Proctor ganhou um arco que pode ser considerado filler, mas foi uma forma de explorar a sua perda de Rebecca. Se no episódio anterior, mostrou ele revoltado e agressivo com uma pessoa que havia dormido com a Rebecca, dessa vez, a violência foi em uma menina a qual ele enxergou sua sobrinha. Ele a tentou criar como forma de substituí-la e preencher esse vazio deixado por ela, mas isso não é possível. De toda forma, agora que o sequestro de Job foi resolvido, os próximos episódios devem ser focados no assassinato de Rebecca e por isso, vejo Proctor mais relacionado com o restante da série em vez de arcos pararelos e secundários.
Bunker também teve seu destaque e foram deles os flashbacks da semana. Não sei até que ponto eles eram necessário, mas nos mostrou como ele começou a se relacionar com sua cunhada. Acredito que esse arco dos nazistas já está bem introduzido e por isso, já podem começar a guerra! Essa é a trama a qual estou mais ansioso, e agora que foi mostrado a quem Calvin segue ordens, isso é uma grande promessa de cenas incríveis.
A última cena mostrou o serial killer da cidade fazendo mais uma vítima e por isso, irei atualizar minha teoria. Os dois suspeitos que citei foram Clay e Nina, e continuo achando isso, mas agora acredito que são cúmplices. Na minha opinião, existe esse serial killer na cidade, que vai ser alguém totalmente avulso (ou até mesmo algum nazista), mas não foi ele que matou Rebecca. Clay queria uma forma de se livrar de Rebecca, procurou Nina e como ela trabalha na Delegacia, tinha acesso ao caso das duas mortes feitas por ele. Assim, os dois mataram a Rebecca simulando os crimes desse serial para tirarem as suspeitas sobre eles. O que acham?
















