Após muitos episódios sumida, finalmente A Escuridão deu as caras. Nossa querida Amara voltou em “Hell’s Angels” depois de aparecer lá no 10º episódio (além de um monstro usar seu rosto no 13º episódio). Demorou, mas ela voltou. Crowley, Lúcifer e Castiel também deram as caras, fechando um episódio importante e que mudou consideravelmente o rumo da trama.

Como há estávamos especulando, Crowley foi o responsável por buscar novos objetos tocados por Deus e conseguiu a Trombeta de Josué. Não entendi direito quem era o cara que entregou o objeto para o Rei do Inferno, mas acho que isso não importa muito, já que toda a cena foi bem legal e o objeto foi adquirido sem dificuldades. Com essa Mão de Deus em sua posse, claro que Crowley iria negociar com os irmãos. Gostei da dinâmica do trio, alternando entre hostilidade e comicidade. As imposições de Crowley ficaram bastante irracionais e isso não combina muito com o seu jeito estrategista. Ele foi bastante humilhado por Lúcifer, mas isso não justifica muito sua irredutibilidade na negociação com os Winchesters.

Confesso que em um primeiro instante, Rowena ter continuado viva me incomodou um pouco. Forçado, anticlimático, desnecessário e errado. Sua contribuição para a história já estava de bom tamanho. Ela estava vagando sem uma trama consistente e sua morte fechava seu ciclo. Sua volta tira o peso e choque da cena de Lúcifer quebrando seu pescoço, assim como a magia que a salvou não se sustenta como uma justificativa para tal. Porém, isso não chega a incomodar tanto a ponto de afetar o episódio negativamente. É apenas forçado.

Apesar da volta inesperada de Rowena, ela serviu como uma justificativa para o sumiço de Amara da trama. A bruxa estava puxando o saco da Escuridão para ver se conseguia ser poupada da reconstrução do mundo futuramente, ajudando-a com seus ferimentos do ataque dos anjos, visto no 9º episódio. Amara testou seus poderes e, em uma das raras vezes, Supernatural conseguiu me passar uma sensação de perigo mundial, não apenas um perigo local. A onda de energia de Amara foi sentida no Céu e na Terra, por Lúcifer e os anjos e também foi vista nas nuvens formadas. Bom, pelo menos eu senti bastante o tamanho da força de Amara. Botou medo.

Falando no arcanjo, Lúcifer foi para o Céu para tentar algo novo, já que ele não obteve sucesso na obtenção de outra Mão de Deus. Com a ajuda dos anjos, seu objetivo era trancafiar A Escuridão novamente. Porém, se toda a força do Céu conseguiu desestabilizá-la, por que esse mesmo raio de energia não foi usado contra Lúcifer anteriormente, quando ele foi libertado na 5ª temporada? Lembro-me de que os anjos não queriam o Apocalipse, então não seria muito mais fácil se eles mesmos não liquidassem com Lúcifer? Ao meu ver, eles teriam poder para isso. Enfim, apenas um pensamento que me ocorreu e que não tem nenhuma relação com o episódio.

De volta para a trama na Terra, Lúcifer foi invocado e Dean tentou falar com Castiel, que está bastante desinteressado em se livrar de Lúcifer até Amara ser derrotada. Todas as reviravoltas, com Crowley entrando no corpo de Castiel/Lúcifer, o exorcismo, a entrada triunfal de Amara (como eu vibrei nessa cena!!!) e a tentativa falha de Lúcifer matá-la foram muito boas. Toda a tensão naquela sala foi gigantesca. Acho que nunca senti tanta impotência por parte dos heróis quanto nessa cena. Talvez uma das cenas mais esperadas para a finale (confronto entre Lúcifer e Amara) já sendo mostrada neste episódio foi de uma surpresa tremenda. Considero a hipótese elaborada por Sam e Dean plausível também. Talvez Lúcifer não se enquadre nos parâmetros para conseguir derrotar Amara, o que podemos especular por Miguel, talvez a saída mais óbvia. A jaula pode ser acessada, então nada mais fácil do que chamar este arcanjo para a luta.

Com Lúcifer em seu poder, Amara agora espera utilizá-lo como isca para atingir Deus. Fico muito aliviado da série não ter ido pelo caminho óbvio de colocar Lúcifer contra Amara. A história da temporada envolvia majoritariamente A Escuridão. Na primeira parte da mesma, houve um baita trabalho de construção da personagem que foi meio deixada de lado quando Lúcifer voltou. Fiquei bastante receoso que tudo fosse posto por água abaixo com o envolvimento dele na trama. Não fazia sentido esquecer-se dela em prol dele. Espero que daqui em diante, ela volte a ganhar mais foco, já que sua fraqueza foi curada por Rowena.

Outro ponto que não posso desconsiderar, caso o plano de Amara dê certo, é a aparição de Deus. Caso isso aconteça, um ponto forte seria o fim desse mistério que já dura anos, nos revelando se Chuck é Deus realmente ou se ele terá outro rosto. O ponto fraco seria esse mesmo item que apontei como ponto positivo, pois é difícil torcer a favor ou contra essa hipótese, pois também é charmoso Deus nunca ter aparecido. Deixa tudo mais misterioso e instigante a sempre torcer pela aparição dele. Só nos resta especular.

Depois de vários episódios fillers, Supernatural voltou com tudo em um episódio muito bom e que trouxe empolgação para aqueles que, assim como eu, estavam começando a duvidar do potencial da temporada e se irritar com a rejeição da série em trabalhar o arco principal. Com várias reviravoltas interessantes, a série abre caminho para a sua reta final. Lembrem-se de que não haverão novos episódios nas próximas semanas. Supernatural retorna com o episódio “The Chitters” em 27/04/16.

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