A popularização da internet e do computador em casas residenciais na década de 90: um estudo de caso.

Uma das características mais marcantes de “Fresh Off The Boat” é a arte de se tirar sarro de si mesma. Adicionando o fato de ser uma série de época, e já estarmos avançado tempo o suficiente para saber o que deu certo e o que não, ela tem esse poder de fazer a ingenuidade dos seus personagens em humor. Com o fato de lidarmos com os anos 90, o início da chegado dos primeiros computadores em grande escala as casas americanas não poderia faltar. Além do mais, retratar o filho mais novo Evan como o nerd asiático que já sabe nascendo tudo sobre computadores e os pais, de uma geração anterior, totalmente adversos a essa tecnologia deitou e rolou nos estereótipos, que em “Fresh Off The Boat”, é regra!

Os focos em “Phil’s Phaves” foram Eddie e Allison; e no outro lado o Cattleman’s Ranch, Louis, Jessica e Phillip, sendo um prazer em revê-lo. Ele pode ser um chato ao cubo, mas não tem como não rir dele. É um quase mini-Sheldon, mas sem as neuroses ainda. A série está cada vez melhor, fazendo os telespectadores se sentirem confortáveis com os personagens e ao mesmo tempo nos está nos fazendo criar uma ligação de afeto com eles, todavia, ainda parece que falta uns 15% ainda para a série ficar perfeita. Um destes pontos é que ao decorrer dos episódios, parece faltar um roteirista para fechá-los com chave de ouro. Amarrar as pontas, em outras palavras. Parece que falta um acabamento final, mas todo o alicerce já está ali, pronto.

Com o retorno de Phillip, tivemos as melhores cenas. Ele já ter “sacado” o poder que a internet tem sobre a reputação de estabelecimentos comerciais e as piadas sobre as mídias online serem “nada” em relação às mídias impressas foram geniais. Palmas ainda para a fala de Jessica, ao comentar sobre o “bom-gosto” de Phillip ao escolher aquele lay-out totalmente brega nos dias atuais, mas extremamente legal nos anos 90 (para quem se lembra disto, foi um deleite esta piada). A storyline de Eddie com Reba e Allison foi ok, mas confesso que foi bem executada. Senti falta de Honey e o seu humor, mas fica para uma próxima vez.

Já em “Michael Chang Fever”, o foco foi bem voltado para os filhos: Evan, Eddie e Emery. Apesar de ter sido um pouco cansativo a storyline envolvendo Emery e o tênis, a de Evan foi bem desenvolvida e na medida certa. Ótimas cenas com um Evan viciado em apostas, e em tazos! (mais uma nostalgia da década de 90), e a avó ser a mestre das apostas. Ficou nota 10. Já por outro lado, os roteiristas puxaram até a raiz a história do tênis. Tiveram cenas muito sem graça, apesar de terem balanceado com outras divertidas. Palmas por terem mantido a personalidade doce e prestativa de Emery, associando-o com a profissão de comissário de voo. Tenho minhas dúvidas se o sindicato da profissão não irá mandar uma nota de repúdio para a série por Jessica a considerar uma profissão, digamos, inferior para um chinês Huang.

Com “Phil’s Phaves”, a série registrou 1.3 na demo e 4.64 milhões de telespectadores. No mesmo horário, NCIS liderou com 2.3, seguido por “The Flash”, com 1.5. “New Girl” marcou 1.2 seguido por “Hollywood Game Night”, com 0.9. Em “Michael Chang Fever”, o pódio ficou o mesmo, apenas com pequenas mudanças na demo. NCIS liderou com 2.4, seguido por “The Flash” com 1.4, “Fresh Off The Boat” empatou no terceiro lugar com “New Girl”, 1.2 (FOTB registrou 4.59 milhões de telespectadores) e “Hollywood Game Night” encerrou o horário com 1.1.

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