Uma presença mais que especial.

Durante as festas de final de ano um amigo, motivado pela empolgação trazida por “Star Wars: O Despertar da Força”, perguntou se valia a pena assistir Rebels. Antes que eu pudesse responder, ele já foi avisando que havia assistido alguns episódios de Clone Wars, mas que desistiu, pois não suportava o clima “TV Senado” dos prequels. A minha resposta foi simples e direta: Rebels está para a trilogia original assim como Clone Wars está para os prequels. Nada melhor para justificar o meu argumento que a presença da princesa Leia em um ótimo episódio de retorno do hiato de Natal.

Confesso que gostei muito da premissa da história, já que a ideia de termos Leia trazendo novas naves para substituir as que a Rebelião havia perdido nos episódios anteriores demonstrou uma grande atenção aos detalhes. Outro ponto positivo foi ver como o plano de Leia levava em consideração o fato que não bastavam as naves serem roubadas, tal ação tinha que parecer convincente para que não houvesse suspeita do suporte do governo de Alderaan à Rebelião, algo que achei muito bem pensado.

O maior destaque do episódio, como não poderia deixar de ser, foi a presença da princesa Leia. Dave Filoni e sua equipe conseguiram retratar a personagem de forma perfeita. A personalidade forte e o jeito aristocrático que conhecemos da trilogia clássica estavam presentes e eu adorei ver como a personagem se encaixou na trama de Rebels de forma orgânica.

O ponto negativo desse episódio é algo que eu já havia notado em episódios anteriores: a falta de sensação de ameaça por parte do Império. Se por um lado vemos Kanan e Ezra crescerem em sua parceria, e cada um se desenvolver como Jedi, do outro vemos stormtroopers que parecem incapazes de acertar um tipo perto do alvo. Eu sei que a falta de mira dos soldados do Império já faz parte do cânone de Star Wars, mas em algumas cenas os tiros passam tão longe que é impossível achar que os rebeldes estão sendo ameaçados e isso diminui a força da história.

Assim, é bom ver que apesar do constante problema da falta de uma ameaça Imperial real, Rebels voltou do mid-season finale com um bom episódio tendo na presença da princesa Leia um sinal de que as tramas da série ficarão cada vez mais amarradas aos filmes. Espero poder vê-la novamente em Rebels, e como já disse Lor San Tekka em o “Despertar da Força”: “Para mim ela sempre será realeza”.

Observações finais:  

1 – É preciso destacar o desempenho de Julie Dolan como a jovem princesa Leia Organa. Foi inteligente a decisão dos produtores em não trazer Carrie Fisher para dublar a personagem, já que, por mais que ela seja a Leia dos filmes, o seu tom de voz não é mais tão jovial como a personagem de Rebels precisa ser.

2 – A participação de Zeb foi pequena, mas muito boa. Vê-lo nocautear Kanan e Ezra para dar veracidade ao “sequestro” de Leia foi muito divertido.

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