O que seria dos bons episódios, não fossem os ruins?

Spoilers Abaixo:

A temporada começou muito bem e talvez até por isso a queda tenha sido tão grande.

Este episódio me lembrou bastante a premiere da 2a temporada, onde Charlie se reúne com seu grupo de auto-ajuda formado por Sean Penn, Elvis Costello, Harry Dean Stanton e Bobby Cooper. Todo o episódio era focado no tal grupo discutindo mulheres e problemas masculinos, mas a semelhança para por aí. Seis anos atrás esta dinâmica funcionou muito bem, mas desta vez a introdução de vários personagens não teve o mesmo resultado. Não estou culpando apenas os personagens Herb e Gordon, que individualmente tem lá certa graça, mas vimos que não conseguem se sustentar por um episódio inteiro.

Um episódio chato. Talvez por se passar quase todo ele num cenário escuro e digamos, decadente, talvez pela falta de originalidade mesmo: ou alguém tinha dúvidas que o ex-marido de Lyndsey só apareceu para reconquistá-la e deixar Alan novamente chupando o dedo?

O sucesso das sitcoms está numa fórmula simples mas que sempre dá certo: diálogos afiados (de preferência com uma piada a cada três falas) e personagens interessantes, que nos cativem a acompanhar suas estórias semanalmente. Os cenários e a fotografia deveriam ficar em segundo plano. Qualquer mudança nesta fórmula pode ser considerada um risco. O fato do episódio (quase que todo ele) se passar num ambiente não-familiar para o público (e tão escuro), na minha opinião contribui bastante para esta queda de qualidade. Ou talvez eu nem tivesse reparado nisso se o roteiro fosse minimamente bom.

Dificil até destacar alguma cena legal fora o “Hookers, hookers, hookers” de Charlie procurando os telefones das prostitutas no seu Iphone, e a imagem ‘gay’ de Alan chegando de roupão e toalha na cabeça.

Melhor diálogo do episódio:

Berta quando percebe que Alan voltou a morar na casa de Charlie:

Alan: “Ei, Berta, aposto que está surpresa em me ver de volta.”

Berta: “É tudo culpa minha. Eu me deixei acreditar.”

Até onde eu sei, este foi o último episódio de Courtney Thorne-Smith em TAHM, pelo menos por enquanto. Uma passagem digna, que merece ser destacada também.

Como Jó (o da Bíblia né, ou você conhece-se algum outro?) temos que ter paciência e fé, esperando que o próximo episódio volte ao bom nível dos três primeiros desta temporada.

PS – Ah, e o Charlie finalmente saiu da seca.

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