House continua evoluindo e correndo muitos riscos. Mas, aparentemente, tais riscos foram calculados, pois ver essa evolução do personagem está se mostrando mais prazeroso do que o imaginado.

Spoilers Abaixo:

Seguindo uma já esperada linha de desenvolvimento, chegamos naquele ponto onde o relacionamento passa da curtição inicial para um estágio um pouco além. Para muitos, o namoro dos dois não chegaria nem no segundo episódio, mas o fim que vimos nessa semana deu sinais de que House está disposto a cair de cabeça, inclusive com relação à filha de Cuddy.

Foi um momento bem ‘ouunn’ a Rachel mordendo a bengala do médico, mas quem não se deixa levar por essas coisas tenta ver um pouco mais além. Sei que quase toda semana eu encontro um simbolismo diferente em alguma parte do episódio, e nessa semana, a menina mordendo a bengala chamou minha atenção. Não, seus depravados, não nesse sentido. O que ficou marcado aqui foi a evidência de que a criança vai acabar atacando a própria essência de House (essa sua “base de apoio”), que terá que ser revista e alterada graças a esse novo papel que o médico vai exercer.

Sobre isso, o medo que os dois estavam sobre o futuro da relação é perfeitamente justificável. De fato, seria até estranho que não questionassem em nenhum momento o tamanho da loucura em que estavam se metendo. De qualquer forma, depois dos acontecimentos do episódio, ficou bem claro que a transformação de House está se dando na questão do seu amadurecimento. Ele sempre foi – e sempre será – aquele personagem capaz de ver tudo com seu olhar particular frio e metódico. O que muda é que agora ele sabe quando precisa parar de ser idiota e cair na real.

Sobre a questão da paciente, é interessante como no fim os caminhos de House e do marido se cruzam em um momento bem peculiar. Não que essa situação de cônjuge em dúvidas sobre o que fazer seja lá muito original na série – aliás, muito pouco do episódio foi de fato original. Mas a sequência de eventos para culminar na situação de House dando conselhos amorosos pra alguém… foi uma coisa extremamente simples, mas me deixou com um sorrisinho bobo. É, nossa criança está crescendo. 😛

Pegando carona na questão da paciente, assim que a nova doutora foi apresentada como psiquiatra já ficou claro que o problema médico da semana seria algo mental. Mas confesso que, depois de ver a Kelly apanhando e errando tanto, achei que ela ia acabar acertando no final. Uma pena que não foi assim.

Não vou aqui tentar definir quanto que a personagem tem de potencial ou não, ou tentar apontar com quem ela mais se parece na série. Assim como o episódio mostrou repetidamente (vide a situação hilária da foto da mãe do Chase, por exemplo), qualquer tentativa de defini-la comparando-a a uma outra personagem vai ser um tiro na água. Melhor é dar tempo ao tempo – até porque, nem sabemos se ela vai continuar muito tempo pra contar história. Só resta torcer para que esse episódio não tenha sido uma completa perda de tempo tentando entender uma personagem nova. Que pelo menos ela cubra o buraco da 13 por um tempo, até essa vaga ser devidamente preenchida,

Vale a citação, ainda, do tapa na cara que Foreman levou no que diz respeito à sua condição de “superior” dentro da equipe. Não que tenha sido algo muito importante pro andamento do episódio, mas é fato que essa situação precisava ser esclarecida.

E, claro, palmas para a massagista.

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