Um episódio sobre os grandes acertos desta temporada.
The Big Bang Theory está mostrando que recuperou sua posição de principal comédia da atualidade. Destes dez episódios, talvez este tenha sido o mais fraco e, ainda assim, conseguiu imprimir sua importância de maneira extremamente eficiente, conduzindo as tramas da temporada de uma forma que não víamos há muito tempo. E com isso não quero dizer que o episódio não foi engraçado, ele foi, mas a temporada está tão acima do esperado que nesta semana quase que os acontecimentos puderam passar desapercebidos, sem grande relevância para o momento da série.
Digo este quase justamente pelo principal momento do episódio, quando Sheldon e Amy, finalmente, reatam seu relacionamento. Não que eu quisesse que eles reatassem antes, pelo contrário, até já vinha comentando por aqui o quanto o término estava bem trabalhado, mas sabíamos que, em algum momento, os dois estariam juntos novamente. E isto aconteceu num episódio que as outras tramas não funcionaram tão bem, por isso mesmo acredito que foi um grande acerto.
Como citei acima, não é que o episódio não tenha sido engraçado, pois foi. O problema que vi com os demais personagens foi, como em temporadas passadas, a falta de boas referências ao mundo nerd e à cultura pop. As piadas funcionaram? Sim, com certeza, e funcionariam em qualquer outra sitcom. E é aí que moraria a possível falha do episódio, afinal, se eu gasto minha meia hora assistindo esta série, quero que ela faça sentido dentro de sua “mitologia”, e não apenas seja engraçadinha.
Mas então porque eu falo que foi um grande acerto? Porque, apesar de algumas falhas e sequências sem grande relevância, a série incluiu um grande plot twist no episódio. Se nesta semana o show não nos proporcionou ótimos momentos cômicos como no decorrer da temporada, compensou com um grande encerramento de uma trama, que foi a volta de Shamy. E aqui está o grande acerto, os roteiristas “escolheram” o timing perfeito para desandar os outros núcleos, visto que não tira o foco do evento principal.
Toda a sequência de acontecimentos do episódio (e do restante da temporada) que levou ao seu ápice, com a declaração de Sheldon e Amy feat. o interminável beijo foi extremamente feliz. Fazer com que Sheldon surtasse antes de perceber seu amor por Amy foi uma saída bem bacana, rendendo excelentes situações e, principalmente, fugiu do lugar-comum, da saída fácil de ter os dois juntos logo no início da temporada. Foi uma trama muito bem trabalhada e que deve gerar um amadurecimento ainda maior para os personagens, possibilitando, inclusive, que os dois sejam melhor desenvolvidos daqui pra frente.
Ainda assim, foi bom retomar com a referência do plot da banda de Howie e Raj e espero que também retornem logo com a possibilidade de trabalho para Howard com Elon Musk, para chacoalhar um pouco a relação dele com Bernadette, que está muito parada. Assim como também é hora de Emily emergir com mais importância para Raj e para a série como um todo, já que a atriz se firma como personagem recorrente na série. Mas fico feliz de ver que cada uma destas possibilidades está sendo trabalhada em seu tempo, sem atropelamentos. Numa série de 24 episódios por temporada é preciso mesmo que tudo seja feito com mais calma, para que não haja tanto episódio filler, como vimos há algum tempo atrás.
















