
Depois de um episódio piloto acima de qualquer expectativa, era a hora de Hawaii Five-0 mostrar que pode prender o público com a sua fórmula, o arroz-com-feijão básico de toda série do gênero. E, nesse 1×02, Hawaii Five-0 mostrou que o seu arroz-com-feijão é delicioso.
Spoilers Abaixo:
Deliciosa, aliás, é a experiência de ver um episódio de Hawaii Five-0. A série teve apenas dois episódios exibidos, mas já faz parte da minha lista de preferidas, daquelas que não atraso um episódio, que não perco nem mesmo a abertura (que por sinal, é ótima e viciante). E o pior é que Hawaii Five-0 não é inovadora, não é nada extraordinária… Usa e abusa de clichês e de recursos de roteiro que qualquer pessoa que já tenha visto uma série policial na vida conhece muito bem… Mas o bom elenco, a belíssima fotografia e uma produção caprichadíssima fazem da série uma excelente opção de entretenimento. É diversão pura… Diversão com qualidade.
Essa semana tivemos um caso bem estruturado, mesmo passando longe de ser criativo. Conhecemos logo no começo do episódio Roland Lowry, um ex-agente da NSA que criou um programa capaz de invadir qualquer sistema de segurança e, obviamente, a máfia russa ficou de olho no programa… Quer algo que seja mais “arroz-com-feijão” do que isso? A questão aqui, não é a previsibilidade do tema, mas sim os elementos que são adicionados a ele. Que no caso, foi o relacionamento entre Roland e seu filho Evan.
Aliás, vale a pena ressaltar esse lado sentimental de Hawaii Five-0. Todo o episódio piloto da série foi baseado na perda de Steve, após a morte de seu pai. E nesse 1×02, além de termos citações vagas a esse fato, também presenciamos outras relações familiares, que mostraram esse lado sentimental da série. Seja a já citada família formada por Roland e Evan, seja o relacionamento dos primos Chin e Kona, que tiveram suas divergências por uma simples formatura, mas que tinha um grande significado para ela… Isso sem contar, é claro, nas diversas vezes em que Danny fala de sua filha.
E já que o assunto são os relacionamentos pessoais da série, não posso deixar de falar sobre um relacionamento em especial… Não há dupla na TV americana atualmente no ar com química maior do que Steve e Danno. Nem mesmo alguns casais de séries consagradas conseguiram mostrar a química que estes dois mostraram em apenas dois episódios. As discussões dos dois – que muitas vezes se assemelham a brigas de marido e mulher – são divertidíssimas e dão outro tom para a série. É incrível ver que, mesmo tendo várias possibilidades de fazer sucesso, até agora, o grande diferencial de Hawaii Five-0 é exatamente a relação Steve-Danno.
Por fim, quero só citar Daniel Dae Kim e Grace Park. Os dois não têm tanto destaque quanto Alex O’Loughlin e Scott Caan, mas todas as vezes que aparecem não fazem feio. Parece que quando uma série é pra dar certo, tudo vai dar certo… E aqui vemos um exemplo claro disso. Até mesmo o elenco de apoio de Hawaii Five-0 é excelente. E com certeza nenhum dos dois fará feio quando tiver o destaque que merece.
Então, depois de um excelente Piloto, Hawaii Five-0 apresentou um excepcional segundo episódio, mostrando que, sem dúvida, é uma das melhores opções de entretenimento que essa Fall Season nos trouxe… Já posso dizer que estou viciado?
P.S.: O único medo que tinha depois de ver o Piloto da série era saber se só teríamos os casinhos da semana nos outros episódios ou teríamos uma trama maior por trás, e nesse 1×02 parece que tive uma resposta a essa dúvida: o sumiço do corpo de Victor Hesse nos dá a promessa de que teremos um vilão na série, isso sem contar com a investigação de Steve sobre a morte do seu pai e toda a questão envolvendo a corrupção da polícia.
P.S. 2: Não consegui encaixar isso na review, mas também não poderia deixar passar… Foi só eu que achei o moleque que fazia o filho do Roland um bom ator? Claro que não to dizendo que o moleque vai ganhar um Emmy ou nada que o valha, mas para a idade dele, ele até que mandou muito bem no episódio.














