Love by Grace.
A Fall Season é um período complicado para os reviewers. Temos uma grande dose de diversão, mas também um ritmo de trabalho bastante intenso. Sobretudo quando mais de duas séries fazem parte da cobertura. Eu cubro sete. Por causa disso, algumas vão ficando mais atrasadas que outras e esse é o caso de The Good Wife, que acaba sempre indo pro ar no final da semana. Mas, porque estou dizendo tudo isso? Porque isso me dá bastante tempo para perceber quais foram os pontos mais discutidos entre os espectadores.
Essa semana, indiscutivelmente, a estrela dos comentários foi Grace e eu me peguei raciocinando porquê de repente essa personagem começou a chamar a atenção dos fãs do show. É claro que ela teve bons momentos durante as temporadas. Mas, sempre foi inegável que ela e Zach eram figuras alegóricas que serviam ao propósito do impacto moral. Ou seja, sempre que Alicia ou Peter se comprometiam publicamente, precisavam pensar em como isso afetaria os dois filhos. A coisa mudou um pouco com relação a Grace depois que os roteiristas começaram a usá-la como um contraponto crédulo ao ceticismo de Alicia. Ainda assim, a presença de Grace sempre foi discreta. Isso até agora, quando acabou virando secretária da mãe.
Restraint foi um episódio estrelado por Grace, mesmo que Grace não fosse o foco dele. Em vários tweets e comentários de Facebook, a coisa toda a respeito dela era unânime. Não me entendam mal, eu também adoro Grace e acho que tudo que vimos a respeito dela foi sensacional. A forma como ela armou um escritório virtual dentro do próprio quarto, a forma como buscou construções verbais que passassem segurança, a ambição que surpreendentemente a aproxima de Alicia mais do que a própria Alicia imaginava… Mas, perceber que de tudo ela foi o mais catártico, soa como mais um recibo para a fraqueza dramatúrgica desse ano.
Ainda bem – e enfim – Diane conseguiu um caso de peso. Cary continua perdido e não deixa de ser muito irônico que ele agora seja o parceiro inseparável da antiga chefe. Ver a advogada batendo de frente com o juiz (antes que perdesse todos os clientes) foi de arrepiar. Mostrou não só como Diane é forte, mas como a série pode e consegue nos provocar. O caso era interessante, criticava veladamente as censuras veladas de um discurso e levou Diane a lutar pelo direito do outro de poder falar a respeito do que quiser. Ela era a favor, o cliente contra e aos poucos ela foi notando como ter uma opinião podia gerar uma reação em cadeia impressionante.
Obviamente que assim que Diane perceber que Alicia pegou todos os seus clientes perdidos, deve voltar a relembrar suas impressões de que está sempre sendo perseguida pelas ganas de superação da colega. Ás vezes queria muito que Diane tivesse uma grande discussão com Alicia, onde despejasse nela tudo que realmente pensa, de modo voraz e sem polidez. Suspeito que junto com a inevitável admiração, para Diane, há uma certa ideia de que Alicia gostaria de vencê-la a todo custo, o que não é verdade, já que desde o início dessa temporada, foram os acasos que jogaram a Sra. Florrick no caminho da Lockhart & Agos. Acredito, também, que ter Jason no meio disso tudo vai aumentar a tensão.
A questão é que embora ainda seja bem escrita e inteligente, quando cavucamos nas relevâncias dramatúrgicas de The Good Wife não dá pra encontrar muita coisa. Até agora os Kings não conseguiram dar uma identidade para esse ano e estão apenas repetindo as mesmas tensões de quando Alicia e Cary abriram uma firma juntos. Lá havia mais raiva latente, mas o processo de dificuldades, trocas de clientes, não ter um escritório, encontrar um novo investigador… Tudo absolutamente igualzinho. E como não podiam fazer o mesmo com o mesmo personagem, inventaram Lucca, jogando Cary, de novo, num abismo de irrelevância. Penso se talvez não teria sido melhor manter Alicia trabalhando nas audiências públicas. Aquilo sim, era novo e desafiador. Aquilo sim, fazia com que a personagem encontrasse um ritmo diferente, obrigações diferentes, impulsos diferentes… Claro que entendo que para uma mulher como Alicia o status de uma firma é importante, mas acho que sua bancarrota durou muito pouco tempo. De fato, colocando o futuro em perspectiva, qual poderia ser o destino final dessa personagem? Manter uma nova firma sem nenhuma interferência do passado, finalmente? Entregar-se ao papel de primeira dama? Viver como freelancer? Para onde vamos seguir se os criadores do show parecem num constante exercício de jogar a protagonista num redemoinho de possibilidades, apenas para que elas levem aos mesmos caminhos?
Objection Number One: Todo episódio tem um detalhe de humor sofisticado e o dessa semana foi o público indo e voltando do tribunal.
Objection Number Two: Kelly Bishop numa participação pequena, mas linda. Espero que ela volte. E tivemos Emily e Logan dividindo a mesma cena. Os fãs de Gilmore Girls piram.
Objection Number Three: Alicia dizendo que também ama Marissa <3.
















