Med mostra que é capaz de conquistar seu espaço sem grandes problemas.
Antes de começar a review, queria dizer aos leitores que as reviews serão divididas entre mim e o Aurelio, já que fazemos as reviews de CPD e CF. Então ao final das reviews sempre terá o ponto de vista do outro, portanto não estranhem e fiquem a vontade para comentar o episódio 😉
Após sutis apresentações de alguns personagens em CF, Chicago Med chegou deixando claro que trabalho é o que não irá faltar em seus episódios. Já era de se esperar um piloto pra lá de forte em sua estreia devido ao 19º episódio de CF “I am the Apocalypse” e devo dizer que não deixou a desejar, afinal quem iria esperar um descarrilamento de trem para nos dar boas-vindas? Com tantas séries médicas já enraizadas e queridas para os fãs dessa categoria, Med chega mostrando que é capaz de conquistar seu espaço sem grandes problemas.
Acho que a grande sacada envolvendo as séries de Chicago é que apesar de ser uma estreia já temos alguns personagens conhecidos e isso me deixou confortável na hora que estava assistindo, porque familiaridade é sempre bom, e mesmo com os personagens que não apareceram nas pequenas participações fiquei bastante satisfeita na humanização deles, mas senti falta de um antagonista nesse primeiro episódio.
O Dr. Rhodes teve um grande destaque dentro do piloto e devo dizer que fui com a cara do sujeito, assim como as enfermeiras também foram. A facilidade que ele tem em exaltar os ânimos femininos é diretamente proporcional ao desprezo que ele gera nos homens. A rixa já criada entre ele e o Will ainda deve render e já vou dizendo que prefiro o Connor porque o Will é muito irritante, infantil e que não gosta quando tem seu “território invadido”.
A emoção foi bem trabalhada em cada um dos casos trabalhados paralelamente e isso foi um ponto positivo porque os pacientes também tiveram seus destaques ao longo do episódio. A ligação emocional entre o Charles e o Jamie que precisava de novos pulmões, Mariana que perdeu o noivo Jorge e com isso possibilitou o transplante para o garoto, a Gina que por pouco não morreu por um egoísmo dos pais do bebê e a garotinha Rachel que precisou ser reavivada pela Sarah − estudante de medicina do 4º ano. Foram casos que se não tinham ligações diretas como foi o caso de Mariana e Jamie, tinham ligações entre os médicos, como foi o caso da Dra. Natalie que se sentiu sensibilizada tanto no caso da Gina quanto no caso da garotinha.
O segundo spin-off de CF, além de contar com bons e já tão conhecidos atores promete grandes emoções a nós telespectadores. OneChicago é igual coração de mãe, sempre cabe mais uma hahaha.
PS: adorei o fato do Brasil ser representado pela Yaya e pela April “Sexton” Suassuna.
PS2: gente, como não amar o Herrmann? <3 hahaha melhor pessoa de CF
Observações do Aurélio:
Eu sempre acho complicado avaliar um piloto de série, uma vez que é uma tarefa árdua para os produtores e roteiristas apresentarem os seus personagens, trama e indicar um caminho que desejam seguir em pouco mais de quarenta minutos. Dessa forma, a estreia de CM se mostrou acelerada demais e a ânsia de nos apresentar todos os personagens juntamente com um acidente grave acabou fazendo que a experiência como um todo tenha sido um pouco superficial.
O meu maior destaque vai para Oliver Platt como o chefe da psiquiatria, Dr. Charles, e a sua interação com Jamie, seu paciente em estado terminal. A maneira humana que os roteiristas trabalharam toda a situação, evoluindo de um quadro terminal para um transplante foi orgânica e bem realizada.
Não gostei da competição instantânea criada entre Will, personagem que já conhecemos de CF e CPD, com o novo médico, Dr. Rhodes. A interação pareceu forçada e clichê, surgindo de um motivo fútil. Espero que isso não seja algo duradouro, pois será irritante se continuar.
Se liga na promo de “iNO”, o próximo episódio, que terá participação de CPD e CF:
https://youtu.be/GWx4JMGSa44














