A mais icônica série de ficção científica retorna para mais um ano de aventuras. E quando ninguém consegue localizar o Doctor, a melhor amiga – ou duas delas – é a melhor solução para o problema. Em um episódio onde não um, mas dois arqui-inimigos reencontram o Doctor, não era nenhuma surpresa o quão interessante e empolgante seria essa premiere.
Is that supposed to frighten me? Snake nest in a dress!”
– 12th Doctor
Muitos acreditam que Doctor Who perdeu sua magia, mas mesmo com altos e baixos a essência da série sempre trouxe algo que nenhuma outra consegue replicar. Logo de início o mistério foi ressaltado no episódio, Davros o criador dos Daleks quando criança em perigo e o sumiço do Doctor no tempo presente souberam criar expectativa para o restante da estória. O Sarf procurando pelo Doctor em todos os cantos do universo em paralelo a Clara e Missy tentando contatá-lo e entender o porque de achar que a sua morte é no dia a seguir.
O trabalho de Clara e Missy em conjunto foi sensacional, extremamente divertido e hilário, uma das melhores dinâmicas que já fizeram na nova versão da série. O solo de guitarra do Doctor na era medieval foi não só surreal, mas muito apropriado para o momento e Missy e Clara se envolvendo na festa foi igualmente incrível. Quando Sarf consegue rastrear o good old Doctor, a promessa de mais um pouco do mistério revelado foi muito bem cumprida.
A plataforma espacial de Davros sendo um twist inimaginável nos últimos anos da série foi realmente interessante, mas a dica sobre gravidade do Doctor e Missy tentando testar a teoria foram uma das melhores cenas; sem dúvida Missy é uma personagem sensacional, essa encarnação do Master é a melhor coisa que inventaram na era Moffat. O diálogo do Doctor com Davros e o contraste da descoberta de Missy sobre Skaro ficou excelente, trazerem de volta o planeta Dalek foi ousado e poderia ter dado muito errado.
E finalmente sobre a questão mais relevante do episódio, não foi tanto um mistério porque o Doctor sempre mostra sua compaixão e misericórdia e isso é uma das coisas mais encantadoras e fantásticas no personagem. Salvar Davros e sentir-se envergonhado por isso é um conflito muito complexo, de um lado ele nunca poderia e nem deveria deixar de ser o maravilhoso Doctor e por outro, Davros causou caos e devastação em muitas vidas e isso é imperdoável. A escolha do Doctor em ajudá-lo não poderia ser diferente, essa característica é muito importante para ser quebrada.
No, wait, hang on a minute. Davros is your archenemy now? I’ll scratch his eyes out”
– Missy
A primeira parte da premiere conseguiu mostrar o que esperar da nova series 9 e foi muito bem-sucedida. Em comparação com o ano anterior, essa foi mais energizante e melhor simplesmente por toda a sua composição, cada detalhe e os personagens envolvidos foram tremendamente bem escolhidos. A conclusão do episódio não deve decepcionar e Doctor Who volta com mais força do que antes.
Allons–y 1: Missy foi o grande destaque no episódio, essa interação com a companion do Doctor foi bem interessante para se imaginar como seria uma encarnação do Time Lord female como essa nova do Master.
Allons–y 2: os Daleks exterminando Missy e Clara foi legal, mas é muito óbvio que o Doctor vai conseguir reverter isso. Esse artifício foi até interessante para criar especulação sobre a saída de Clara ser logo no começo, mas as fotos da Jenna no elenco e promos do próximo episódio não ajudaram muito no truque.





















