O que esperar diante da frustração?

E como se tivesse sido semana passada que Sawyer Fredericks venceu a oitava temporada, The Voice já está de volta ao batente, e com muita coisa a provar nesta nova temporada! Muitos infelizmente largaram o programa e consideram o Top 6 da temporada passada o series finale do The Voice, simplesmente pelo ultraje de terem eliminado uma das melhores artistas que já pisaram naquele programa, ninguém menos do que Kimberly Nichole. Eu respeito quem tomou essa decisão, mas admiro aqueles que continuam firmes e fortes com o show mesmo depois de tantas decepções, assim como eu, e desejo a todos nós boa sorte nessa temporada, que já não parece ser muito promissora.

O problema principal agora do The Voice é conseguir se redimir. Depois de três temporadas repletas de expectativas frustradas, como recuperar a credibilidade do programa? Muitos fatores contribuíram para o declínio do The Voice nesses últimos 18 meses: público votante, cortes da produção nas fases gravadas, votações completamente confusas, a inserção do Voice Save nos Lives, bancada sem inspiração, enfim. E diante de tantas promessas não cumpridas, como continuar acreditando que a chama irá reacender novamente? Como continuar acreditando que veremos outras primorosas temporadas como as de Tessanne Chin e Cassadee Pope?

Nessa temporada, a bancada sofreu mudanças novamente, e nossa amada(mas também odiada) Xtina deixou a sua cadeira vermelha para que retornasse Gwen Stefani. Confesso que torci muito o nariz pra volta de Gwen, depois de uma participação pra lá de controversa na sétima temporada (vou até repreender aqui pra não dar azar pro resto da temporada), será que ela também aprendeu algumas coisas como Pharrell aprendeu e muito bem aplicou na temporada passada? Ao que ela deixou aparentar quando voltou pra aconselhar o Top 8 passado, parece que alguma coisa ela aprendeu, mas prefiro continuar com a pulga atrás da orelha em relação a ela, pois não duvido nada de que, em breve, ela vai acabar cometendo uma besteira atrás da outra. Pharrell com certeza deve estar com o rei na barriga após sua antecipada vitória na temporada passada, e com um coaching melhorado, acredito que ele pode ajudar bastante alguns candidatos ao longo da temporada. Adam parece revigorado e pronto pra batalhar por mais um título após uma participação fraca com um time trágico que não devia ter durado nem depois do Top 10, e Blake continua ali com seu carisma e ótimo coaching intactos, e dentre os quatro, é o meu preferido dos coaches.

Mas, vamos à estreia! Analisando em um geral, diria que essa foi a estreia mais fraca de todas as temporadas, o que, pra vocês eu não sei, mas pra mim já diz alguma coisa sobre essa nona temporada, se entendem o que estou falando. Morro de medo de essa temporada acabar virando uma season 7 reloaded, mas acredito que a diversidade dos candidatos apresentados nessa temporada pode ser um sopro de ar fresco. Porém, ainda não vi ninguém que verdadeiramente tenha me cativado (uma pessoinha quase chegou lá). Mas acredito que o nível ainda possa melhorar no próximo episódio! Vamos ao ranking das performances:

8) Braiden Sunshine – The Mountains Win Again (Blues Traveler)

Menino Braiden começou bem fraquinho dando umas semitonadas, mas quando a música começou a subir o tom, ele bem se recuperou e começou a demonstrar mais força na música. Ainda é muito inexperiente e precisa ser muito bem trabalhado se quiser ao menos chegar longe na competição, Pharrell e Gwen abraçaram isso e tudo indicava que ele escolheria Pharrell, quem melhor poderia ajudá-lo nesse caso, tendo já levado um jovem de 15 anos ao título(que, na verdade nem precisou muito dele pra isso), mas a fascinação de Gwen com seu sobrenome fez o raio de sol brilhar pra ela(trocadilho infame off) e Braiden é #TeamGwen!

7) Nadjah Nicole – Tightrope (Janelle Monáe)

Nadjah ficou oscilando entre a sexta e a oitava posição no meu ranking, mas como decisão final ela caiu em sétimo, Entretanto, isso não diminui em nada os méritos dela em sua performance. Adorei Nadjah, mostrou uma performance boa, bem executada, com atitude, e será que fui só eu que, quando bati o olho nela, logo me lembrei de Ashley DuBose da quinta temporada? Ainda precisa trabalhar um pouco sua presença de palco e dicção, mas ela tem potencial, e a achei bem ousada ao escolher Blake, pois geralmente muitos do estilo de Nadjah tendem a escolher Adam. Foi até sabio, pois é um diferencial no time do coach country, e para aqueles que ainda tem a memória em dia com o programa, lembram muito bem o que aconteceu com Ashley em sua temporada, não lembram? Estou curioso pra ver como Blake lidará com ela, mas creio que se ele cuidar bem dela, será uma boa parceria. #TeamBlake

6) Mark Hood – Use Me (Bill Withers)

Já quero começar avisando que Mark não foi o primeiro da temporada, se isso já não for óbvio pra todos, claro. Mas para a primeira audição (e obviamente, primeiro 4-chair) da temporada, até que Mark fez uma blind cheia de personalidade. Como Pharrell pontuou, foi bem soulful, clara influência de Usher como o próprio Mark mencionou (aliás, saudades Usher, esperando sua volta na décima temporada com Xtina), com umas notas incríveis de jazz, ótimos passos de dança e cada melisma brilhantemente executado. Foi uma performance deliciosa de se ver e ouvir, aproveitei cada momento, até mesmo a empolgação dele no final com as 4 cadeiras viradas. Mas Mark foi bem confuso, quando chegou dizendo que escolheria Blake mas logo foi seduzido por Pharrell no meio do feedback e escolheu o atual campeão da bancada. O que novamente mostra que Pharrell é mesmo bom na persuasão, já chegou conseguindo um 4-chair pra início de construção de seu time da morte. #TeamPharrell

5) Kota Wade – Bring It On Home To Me (Sam Cooke)

A primeira vista, não acreditei quando vi aquela voz saindo dessa menina. Já é uma voz bem madura, talvez uns 5 anos acima da idade dela, mas o fato é que Kota já chegou preenchendo muito bem a cota rock’n’soul da temporada. Acho que nao foi a música perfeita pra ela, pois queria vê-la em seu estilo mandando um Evanescence da vida e arrebentando, mas ela também foi muito bem mostrando esse lado mais soul em sua voz. Precisa melhorar um pouco o controle nas notas altas e roucas, que eu curti, mas não saíram perfeitas como eu imaginava. Porém ela tem um vibrato bem controlado e sabe sustentar umas boas notas, como mostrou em sua performance. Estou animado pra ver mais de Kota, porém meu medo também fica já que ela escolheu Gwen. #TeamGwen

4) Barrett Baber – Angel Eyes (The Jeff Healey Band)

Barrett foi a primeira blind liberada da temporada, então já sabíamos o que esperar dele. Ele tem uma rouquidão atraente em sua voz e mesmo cometendo um deslize ou outro, fez uma ótima performance vocal. O que eu mais curti nele, porém, não foi especialmente a voz, mas o estilo, que Barrett define como ‘soul country’ e eu adorei essa combinação. Gostaria muito de ver como Blake vai trabalhar isso com ele ao longo da temporada, e acredito que ele já conseguiu um provável front runner em seu time. #TeamBlake

3) Keith Semple – I’ll Be There For You (Bon Jovi)

Não esperava essa voz fina vindo dele, mas Keith chegou surpreendendo muito positivamente, fez uma performance incrível, e somente com sua voz ele cativou todo aquele palco, totalmente livre de erros, e cada nota alta perfeitamente executada. Toda a sua experiência já mostra que ele é um ótimo profissional, mas se Adam o mentorar bem, pode ser que Keith evolua ainda mais na competição e se torne uma futura ameaça. Fiquem de olho nele. #TeamAdam

2) Jordan Smith – Chandelier (Sia/Jean Kelley)

Curti muito essa ideia da produção de fazer a gente ter uma experiência de primeira mão de como se sentir no lugar dos coaches durante as blinds, e realmente confesso que não esperava que esse incrível vocalista, tinha na verdade essa aparência de geek gordinho, hahaha! Mas indo a performance, realmente Jordan fez um trabalho vocal incrível, pra não botar defeito algum, só faltou uma conexão e uma interpretação crível com a letra da música, mas aproveito até pra relembrar como uma certa maravilhosa chamada Jean Kelley fez isso com perfeição e entregou com sua versão a que eu e muitos consideram A performance da sétima temporada! Comparações inevitáveis, claro que Jordan nem chegou perto da versão de Jean, mas fez uma performance pra lá de respeitável assim como Kat Perkins na sexta temporada. E Adam mostra que voltou com o gás todo, quando já consegue seu primeiro 4-chair da temporada. #TeamAdam

1) Siahna Im – Fever (Little Willie John)

Ela falando parece um algodão doce de tão fofinha, e por isso não estava dando nada por ela no início, mas quando ela começa a cantar sai essa voz MUITO além dos anos dela e me deixa com uma cara de ‘masoq?!’ Até agora tô embasbacado com Siahna, pois ela sim fez uma blind surpreendente, cheia de atitude, recheada de um bom jazz com destaque para um falsete que me deixou basicamente igual Gwen na hora de tão incrível. Quando vi Siahna performando não conseguia acreditar que ela tinha 15 anos pois parecia que ela já fazia isso há muito tempo, tamanha a confiança e postura que ela demonstrou no palco. Não entendo porque Adam não virou pois ela de fato merecia 4-chairs. E inteligente como é, escolheu logo Pharrell e acrescenta ainda mais poder ao famoso time da morte. #TeamPharrell

Fazendo uma análise geral dos times, ficamos assim:

4. Team Gwen – Kota Wade, Braiden Sunshine
3. Team Blake – Nadjah Nicole, Barrett Baber
2. Team Adam – Keith Sample, Jordan Smith
1. Team Pharrell – Mark Hood, Siahna Im

Gwen, pra variar, já começa a temporada com o time mais fraco. Acredito que ela ainda pode fazer boas aquisições e Kota pode se tornar uma ótima candidata no futuro, mas ainda não dá pra ter boas expectativas sobre o Team Gwen; Blake começou com duas ótimas aquisições, Nadjah tem potencial e pode evoluir na competição, e Barrett pode vir a se tornar um possível front runner da temporada. Confio no seu bom coaching, então Team Blake está muito bem, Adam começa bem diferente da temporada passada. Tem dois candidatos muito bons, que podem ser sérias ameaças na competição, Jordan e Keith. Agora, Pharrell mais uma vez já começa com um time sensacional, Mark por si só já é ótimo, mas Siahna é que o carro forte do time. Acredito que debaixo da tutela de Pharrell, essa menina pode entregar performances ainda mais marcantes. É esperar pra ver.

Bom, pessoal, não foi a melhor noite de estreia que o programa já teve, mas foi uma boa noite. Acredito que vai melhorar bastante hoje, e termino essa review deixando o sneak peek da maravilhosa da Ellie que já conseguiu ser melhor que todos do primeiro episódio, até depois galera!

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