Será que assistir uma série (quase) perfeita cansa? Sei que por enquanto, não.

Spoilers Abaixo:

Semana passada, finalmente pude criticar algo na série, que foi a falta de uma contribuição a trama da temporada. Neste episódio, ao contrário daquele, vimos que Neal está chegando perto de descobrir o que de fato aconteceu no jatinho onde Kate estava. Enfatizo o “perto”.

Imagino que se o mesmo tivesse sido feito no episódio anterior teríamos ali uma história que por si só foi boa, mas que também nos daria, fazendo referência a história de “João e Maria”, uma migalha de pão. E foi isso mesmo que tivemos nesta semana: uma mera migalha de pão.

Antes de adentramos na análise da história da semana, há mais uma consideração a ser feita: não sei se vocês notaram, mas nesta temporada todo episódio acaba revelando um pouco mais sobre o passado de Neal Caffrey. Seja um pequeno detalhe sobre sua adolescência, ou sobre sua formação ou sobre até mesmo alguma pessoa conectada a ele, como foi justamente o caso que vimos neste episódio.

Nesta semana, Caffrey e Peter uniram-se a investigadora de seguros Sara Ellis, uma mulher que testemunhou contra Neal em um dos seus julgamentos, motivo este que deveria deixá-lo incomodado em trabalhar com ela. Digo “deveria”, porque não sei se é uma falha do Matt Bommer, o ator que interpreta Caffrey, mas ele simplesmente não conseguiu antagonizar com a atriz, mesmo que seu esforço tenha sido válido. Talvez todo aquele charme do seu personagem, em momentos como este, termina por atrapalhar um pouco. De qualquer jeito, gostei da química dos dois personagens e seria interessante se algum momento mais a frente ela retornasse. Que dizer, ela terá que ao menos ser citada novamente, já que Caffrey não conseguiu pegar o pacote que continha a gravação da caixa preta do avião.

O trio começou a investigar um empresário chamado Edgar Halbridge, que supostamente teria sido o mandante de um roubo de títulos de créditos japoneses (ou “samurais”, segundo a terminologia que aprendemos com Neal) no valor de mais de 100 milhões de dólares. A equipe do FBI descobriu que certo Sr. Black iria se encontrar com Edgar para tratar de negócios. Posto isso, o FBI solicitou que a polícia do Canadá mantivesse o homem detido enquanto Neal se passava por ele e descobria onde estavam os títulos.

A primeira reviravolta do episódio surge quando Caffrey descobre que Sr. Black foi contratado para assassinar Sara, e que ele teria que fazer o serviço fingindo ser o tal. Claro que Caffrey e Sara, após uma leve animosidade vinda da parte dela, falseiam o serviço, dando a entender que ele havia sido feito, para assim não estragar o disfarce dele. Um detalhe curioso sobre essa cena é que me lembro claramente que Neal não gosta de armas, o que não o impede aparentemente de conhecer sobre armas.

Com Sara “morta”, a equipe resolve averiguar o porquê de Edgar querer despachá-la para o além, descobrindo certa preocupação da parte dele com um edifício em especial. Acreditando se tratar do local onde os títulos estariam escondidos, Caffrey, ainda no papel de Sr. Black, resolve subornar Egdar contando-lhe que sabia sobre o prédio e a importância do mesmo. E como todo “patinho”, o homem resolveu retirar o que tanto lhe preocupava do prédio. E aqui entra a segunda reviravolta do episódio: o FBI descobre não só um corpo enterrado no terreno, como que aquele era o verdadeiro Edgar Halbridge. A partir disso, Peter e Sara identificaram um antigo chamado Steve Price, que teria matado e assumido a identidade de Edgar.

Tendo em mãos este fato, Peter revelou ao falso Edgar que Sara estava viva e que ela estava trabalhando com Sr. Black, cujo nome verdadeiro seria Steve Price. E, novamente, o “patinho” do Edgar resolve fugir da cidade agora que sua verdadeira identidade estava próxima de ser revelada. Como não poderia deixar de ser, ele assume seu nome verdadeiro e pega os títulos que estavam guardados em um banco. Neste momento, o FBI o prende, fechando mais um caso. Que dizer, quase.

Caffrey tentando pegar a fita de áudio do avião, que havia sido enviado para Sara, resolve dar uma carona até o apartamento da moça. O que seria um furto simples se complica quando a terceira reviravolta surge em cena: o verdadeiro Sr. Black aparece no local para finalizar o trabalho. Felizmente, Peter e o FBI chegaram ao prédio rapidamente o prendendo também. Mais um detalhe: em dois episódios seguidos, Peter mostrou o porquê ele foi o cara que conseguiu capturar Caffrey. A mente dele é muito mais afiada do que sua aparência nos faz pensar.

Perdoem-me o longo resumo, mas creio ter sido necessário para provar um ponto: White Collar é sem dúvida uma série de altíssimo nível. Suas histórias são sempre, no mínimo, boas e seus personagens possuem uma ótima interação. Definitivamente esta superioridade, a fez se tornar uma das minhas séries favoritas. Fico na torcida (algo raro da minha parte) para que esta tendência continue por um bom tempo.

P.S: Já virou uma regra nas minhas reviews. Pelo menos enquanto a Elizabeth não retornar de vez, terei que apontar por mais algum tempo como os efeitos especiais da série continuam a decepcionar. Neste episódio, o problema foi novamente o fundo verde atrás da atriz que estava claramente deslocado em relação a ela. E é justamente por isso que eu usei aquele “quase” lá no início.

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