
Na minha última review previ uma melhora considerável em True Blood a partir dessa semana, principalmente pela vingança de Eric que se aproximava… O que eu disse – e era apenas as minhas melhores expectativas – se concretizou nesse 3×06, com o Vampiro Nórdico roubando completamente a cena, e olha que ele teve concorrentes de peso no quesito “Destaque do Episódio”.
Spoilers Abaixo:
São episódios como esse que mostram que quando os roteiristas de True Blood estão inspirados, eles conseguem fazer algo extraordinário, e também comprovam que True Blood mereceu sua indicação ao Emmy, e merecerá todas que estão por vir. E olha que nada de excepcional aconteceu nesse episódio para que eu me encontre elogiando-o loucamente. Nenhuma reviravolta surpreendente, nenhuma cena assustadora, nenhum segredo revelado. O que vimos nesse episódio foi a simples evolução dos personagens. A partir do momento em que são trabalhados e podemos ver a evolução deles, de maneira sutil e nada forçada, somos presenteados com o melhor que a série pode nos oferecer. Quem imaginaria a algumas semanas que veríamos o que vimos de Eric, Lorena, Tara e Sookie nesse episódio? Não estou falando de mortes chocantes ou cenas bizarras (embora elas tenham acontecido), mas sim de termos a possibilidade de conhecer outro lado das personalidades dessas pessoas que “conhecemos” há anos e simplesmente não imaginávamos que existia.
O que aconteceu nesse episódio em alguns momentos foi tão marcante que terei que abordar muito pouco de outros pontos que, em qualquer outra review, teriam alguns parágrafos de destaque, para que eu possa falar detalhadamente sobre aquilo que vimos de melhor. Mas não pensem que o fato de abordar superficialmente alguns pontos é porque não os achei “dignos” de comentários. Muito pelo contrário. Poderia falar detalhadamente porque estou adorando a dinâmica de Jéssica e Arlene, ou ficar criando mil teorias sobre Crystal, a nova namoradinha de Jason. Poderia – Deveria, na verdade – dar maior atenção à família de Sam, que começou a revelar seus segredos. E chega a ser um pecado que eu não dê maior atenção às cenas de Lafayette e Jesus… Mas fiquei impossibilitado de escrever linhas e mais linhas sobre cada uma dessas tramas simplesmente porque certo Rei me deixou de queixo caído.
Confesso que em alguns momentos o Rei Russel (aka Ronaldo Esper) me irritava imensamente. Quase todas as cenas que o mostrava serviam apenas para deixar claro a vida magnífica que ele tinha em seus aposentos reais. E honestamente, ver os dotes de Talbot como esposa perfeita não me interessavam nem um pouco. Mas, gradativamente, conhecemos um outro lado do Rei. Por trás de todo luxo e ostentação, por trás de toda classe, de toda pompa, existe um vampiro sedento por poder… Um vampiro perigoso e forte, com um plano bem traçado.
Na temporada passada presenciamos o “reinado” de MaryAnn que não passava de um mero e absoluto caos. Agora não… Temos um personagem inteligente, frio, calculista, mexendo com cada personagem como se fosse um peão em seu tabuleiro, pensando em cada jogada que vai fazer e todas as suas conseqüências. Sem sombra de dúvidas que um Vampiro forte e inteligente – com quase três mil anos de idade – fazendo tudo para obter poder e subjugar a raça humana seria um perigo enorme para todos… Entretanto, aquilo que você desconhece é o seu principal ponto fraco… E Russel, do alto de toda a sua sabedoria, desconhece a dor que sente Eric, dor essa que ele transformou em vingança, e por isso, Eric Northman é o calcanhar de Aquiles de Russel. E já podemos sentir uma imensa alegria, afinal, se há alguém capaz de enfrentar Russel em total igualdade, essa pessoa é Eric… E esse duelo será MAGNÍFICO.
Porque então não falar logo dele que foi o grande destaque do episódio? Nas minhas últimas reviews eu vinha criticando o Eric (com brincadeiras, mas não deixavam de ser críticas), o que eu não gostaria de fazer, já que se trata de um de meus personagens favoritos na série. Agora a conversa é outra. Eric assume um lugar central na trama de Temporada e deve permanecer nessa posição durante vários episódios. Há muito tempo já tinha ficado claro que Sophie-Anne não teria força para enfrentar Russel. Ela pode até ter o título de rainha, mas na verdade, não passa de uma garota mimada. A cena das raspadinhas é um grande exemplo disso. Sua aparente despreocupação com a possibilidade de perder a coroa também demonstra sua total irresponsabilidade. Não digo aqui que é uma personagem fraca que não tem como enfrentar Russel, muito pelo contrário. Espero que tenhamos alguma surpresa vinda dela nessa trama toda… Mas o fato aqui é que, com Sophie-Anne fora da jogada, quem impediria os planos de Russel? Durante os primeiros episódios acreditei que seria Bill, mas hoje exclui quase que por completo essa possibilidade. Bill é muito vulnerável, por causa da Sookie. E Eric hoje me deu todas as provas que precisava para reforçar minha idéia de sua função central nessa Temporada.
A incrível a capacidade de Eric de agir sob pressão é o que o diferencia de Bill. Este pode até se fazer de forte, prometer a Russel sua fidelidade e dizer que Sookie não significa nada para ele, mas assim que ele percebe que o perigo que a moça corre é real, ele larga tudo e estraga seu disfarce. A indiferença de Eric ao ver Sookie e Bill capturados é incrível. Quem pensa que ele não sente nada, engana-se. Pam está capturada e sofre risco de vida e, além do mais, já nos ficou claro o que ele sente pela Sookie. Portanto, Eric tem tanto a perder quanto Bill, mas tem maior auto-confiança. Quando ele entrega Bill à morte e dá Sookie de presente para Russel, ele age com tamanha coragem porque tem a certeza de que, se o seu plano der certo, Russel estará morto antes que qualquer coisa aconteça com a telepata.
Fora que Alexander Skarsgard deu um show nesse episódio. Entre sorrisinhos falsos e descontroles momentâneos, ficou claro o seu plano: destruir o reinado de Russel internamente. Uma frase solta aqui, um sorrisinho afetado ali, uma e outra insinuação acolá e pronto… Eric consegue fazer Talbot se descontrolar completamente. Em pouquíssimo tempo esse relacionamento estará destruído, e Eric terá uma importante arma contra Russel – afinal, o quanto Talbot presenciou em mais de 700 anos de relacionamento? – e vai usá-la da melhor maneira possível.
Mas não foi só o Eric que esteve bem no episódio. Sookie continua crescendo cada vez mais como personagem e esteve brilhante nesse episódio. Mais uma vez, elogio o excelente trabalho de Anna Paquin, que foi magnífica na maioria de suas cenas. Destaco seus diálogos com Eric e com o Rei Russel. Além, é claro, de toda a sequência final do episódio, onde a moça foge com Tara e vai tentar salvar Bill.
E já que falei na Tara, porque não dar mais atenção a ela que eu tanto critiquei e que acabou tendo um papel fundamental nesse episódio. Ainda me nego a acreditar que ela tenha realmente matado Franklin, pois isso é de uma ingratidão imensa. Tudo o que o vampiro lhe deu foi amor e carinho, e no meio de tanto romantismo ela o traí para salvar Sookie. E nem percebeu que o moço havia feito a barba para ela, o que é pior… Ingratidão, o teu nome é Tara… Mas verdade seja dita, foi muito bom todo o seu plano de fuga, que colocou o pouco de adrenalina que o episódio necessitava.
E termino esta review falando de um dos momentos mais belos que True Blood já nos ofereceu nesses seus três anos, que foi toda a sequência da “morte” de Bill pelas mãos de Lorena. Se tirarmos todas as bizarrices e todo o sangue, podemos ver um roteiro primoroso. A despedida de Lorena, o momento onde Bill lhe fala algumas verdades e o instante onde ela aceita que o vampiro deveria morrer, porque de nenhuma outra forma ele seria dela, foram momentos BELÍSSIMOS. Senti um arrepio na espinha na hora em que Lorena ordena que Colt e Debbie “terminem o trabalho”, mesmo que aquilo esteja matando um pedaço dela.
Me despeço de vocês, essa semana, com um simples “Até semana que vem!”… O clima mais sério dessa review – sem tantas piadinhas – mostrou que True Blood se levou a sério e nos apresentou um episódio marcante, o suficiente para que eu também lhe desse a devida seriedade, na minha humilde interpretação.
P.S.: Alcide is back! Uhul… Vamos tacar fogo nessa série agora.
P.S. 2: True Blood sempre consegue ser mais bizarra. SEMPRE… Alguém me explica o que foi aquela cena de Tara “chupando” o Franklin?
P.S. 3: E o beijinho mequetrefe de Jesus e Lafayette, hein?
P.S. 4: Eu JURO que quando um ator vai fazer teste para entrar no Elenco de True Blood, o diretor vira pra ele e fala: “Ótimo, agora abaixa as calças”. Qualquer personagem masculino que aparece na série tem que mostrar a bunda… Até o QB que não tem importância nenhuma na trama já saiu mostrando o bumbum por aí… Só pode ser tara do Sr. Alan Ball.













