“Eu sou a censura”.
Esse episódio nos pegou de surpresa logo no início ao mostrar o lançamento de Minha Cunhada é de Morte, como se todos os problemas que nos foram apresentados nos dez episódios anteriores estivessem resolvidos. Mas logo pudemos ver que muito tinha acontecido para que o filme pudesse ganhar a luz do dia.
Uma das principais reclamações do início da série foi justamente a utilização em massa de flashbacks, que travavam bastante o andamento da trama. No entanto, vimos que no caso de O Lançamento, o uso desse recurso acabou tendo um efeito oposto. Eles conseguiram apresentar coisas que poderiam durar muitos episódios para serem fechadas, dinamizando essa reta final da temporada.
No avanço de três meses vimos dois plots principais tomarem corpo: um foi a denúncia do General e o outro foi a tomada da Magnífica. São duas storylines que se comunicam e se separam ao mesmo tempo.
Para cada uma dessas storylines podemos perceber que se posiciona uma pessoa que está responsável pelas decisões fundamentais. De um lado, Vicente, e do outro, Dora. Até então eles se relacionavam por uma atração, nomeada por Dora como “paixão de cinema”. Agora eles se veem caminhos que se separam. Pelo menos nesse momento não vejo esses dois se unindo romanticamente mais uma vez.
Vicente saiu do loop de loucura no qual se encontrava e achou algum ponto para voltar à sanidade. A gravidez de Isabel e a verdade sobre Ângela foram como uma âncora da viagem que o rapaz estava fazendo, e ele se viu na necessidade de tomar decisões mais sóbrias e racionais. Seu instinto ainda é o de proteger o filme a (quase) todo custo, mas ficando atento à ameaça do General. E sem perder de vista a necessidade de denunciar a verdade sobre ele.
Ele e Isabel colocaram suas mentes juntas e conseguiram chegar em saídas sensacionais. Isabel fez com que Vicente se encorajasse a manipular de perto a investigação que o General fazia sobre a Boca do Lixo e prováveis atividades subversivas. Já Vicente conseguiu aproveitar de sua posição para utilizar o dinheiro dos militares na finalização do filme. Foi uma ótima junção de inteligências.
Já a parceria entre Dora e Manolo foi selada definitivamente para tomar a Magnífica. Essa continua sendo uma relação que me agrada em demasia. São personagens que parecem se complementar e suas histórias andam numa direção que me comove muito.
Até por isso o pequeno temor diante da dúvida plantada no final do episódio (ao menos na minha mente). Estaria Dora enganando Manolo e Larsen para pegar a Magnífica para si ou ela está ao lado de Manolo?
O Lançamento mostrou que os criadores de Magnífica aprenderam bem a lição de como se utiliza flashbacks de modo adequado e dinâmico. Além disso, amplia cada vez mais o espectro de seus personagens e as relações entre eles.














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