Então vamos nos preparar, pois é agora que começa a Terceira Temporada de True Blood. E é bom você esquecer seus medos e se preparar para o desconhecido que nos espera no Mississipi… A viagem será longa, portanto é bom levar pouca bagagem. E, ah, não se esqueça de ter como em sua companhia um lobisomem amigo.

Spoilers Abaixo:

Alan Ball já tinha adiantado que a Temporada começaria mesmo quando Sookie viajasse com Alcide para socorrer Bill, portanto, podemos considerar esse 3×03 como o real ponto de partida da Temporada. E, para nossa sorte, tivemos um excelente ponto de partida. As tramas que restaram da Temporada passada foram enterradas junto com Eggs, e só o que nos resta agora é olhar adiante. E sinto que essa viagem ao Mississipi ou será algo extraordinário ou extremamente frustrante. Para nossa sorte, a série de Allan Ball nunca foi frustrante antes… E nem dá indícios de que será um dia.

Quem acompanha minhas reviews sabe como eu costumo comentar as diversas tramas do episódio separada e detalhadamente, e mesmo havendo uma reclamação aqui e outra ali, eu infelizmente não posso mudar minha forma de escrever, simplesmente porque a própria série me exige isso. Sookie, Eric, Tara, Bill, Arlenne e Sam tiveram tramas paralelas que quase não se cruzaram, o que torna impossível comentar tudo na ordem dos acontecimentos do episódio, já que essas tramas são mescladas nele. Mas vou parar de gastar linhas com isso… Vamos aos comentários.

Que tal começar pela Tara? Filha, eu andei judiando de você nas últimas reviews, nem percebi que você tava sofrendo e coisa e tal, mas olha, pela primeira vez hoje eu não imaginei você morrendo de diversas formas enquanto você aparecia em cena… E acredite, isso é um grande avanço. Sinta-se feliz também porque você a única personagem com quem “converso” nas minhas reviews.

Que diferença o Franklin não faz, hein? O fato de a personagem ser cercada de mistério está ajudando a limpar a barra da Tara. Mesmo porque, devemos conhecer mais sobre o vampiro a partir “dos olhos” de Tara, e ela é ótima em nos apresentar novos personagens. Foi assim com MaryAnn na Temporada passada, está sendo assim com Franklin. E olha que com a MaryAnn ela não fazia um sexo tão maluco a ponto de revirar os olhos. A noitada com Franklin foi tão boa que Tara virou um anjo depois disso, nos rendendo belos momentos, como o perdão à Sookie no velório do Eggs e a conversinha marota com Jason no bar.

Jason, aliás, continua demais. Dificilmente eu não passo mal de rir em qualquer de suas cenas. Ótima sacada dos produtores de colocarem-no em situações onde possam explorar seu lado cômico, porque esta é a melhor faceta da personagem. E mesmo não tendo cenas dele com Andy, tivemos infinitas oportunidades de nos divertirmos com ele e seu desejo de tornar-se policial. Nem mesmo o teste que ele fez com o Hoyt – que mostrou que ele não sabia nada – o desanimou e o fez desistir dessa promissora carreira. Mas, infelizmente, depois daquele sonho onde ele ficou sem calças na hora do exame, ele se deu por vencido. Uma pena. Mas eu ainda tenho fé de que, em pouco tempo, o veremos fardado em Bon Temps. Mesmo porque o Bud deu um piti e abandonou o cargo de Xeriff, e olha, não lhe tiro a razão… Com uma cidade como Bon Temps, não tem como aquele velhinho ter uma vida pacífica.

Quem também vai perder sua vidinha pacata em breve é Sam. Ir procurar a família começa a se mostrar a pior decisão que o metamorfo já tomou na vida. Principalmente depois da parentada aparecer lá no Merlotte’s e comer e beber de graça. Mais beber do que comer, deve se destacar. E se o prejuízo na conta já não era grande, Tommy ainda foi roubar o irmão de madrugada. É como eu digo Sam, dê um real, mas não dê intimidade.

Falando em um real, é bom que o Lafayette pague logo o Eric, porque uma Ferrari por um dólar é um negócio de ouro. Quem vai sair no prejuízo é o Eric. Aliás, o coitado só se deu mal nesse episódio. Começamos com o tiro a lá Matrix de Sookie acertando ele, para logo em seguida ter seu sangue bebido por um lobisomem e, depois disso tudo, nem mesmo ser chamado para passar a noite com Sookie, aquela ingrata. Isso porque o pobre coitado nem sabe que enquanto ele estava fora a Pam se divertia com Yvetta. Quem foi que mandou o Eric se apaixonar? Começou a se transformar em um banana. E se desgraça pouca é bobagem, é bom ele pagar pelo dano que causou no tapete de Sookie.

Mas claro que o tapete de Sookie nem chega perto da tapeçaria estragada pelos desejos incendiários de Bill, um presente do Lord Glyndyfrdwy para o Rei Russel em 1387. Mas o dano causado na tapeçaria valeu muito a pena, pois graças a ele pudemos ver o melhor flashback de Bill Compton. Voltamos ao ano de 1868 e presenciamos o retorno de Bill a sua casa e família. Ou pelo menos o que restou dela, já que seu filho Thomas jazia em um caixão na sala. E se a situação já não era suficientemente triste, eis que aparece Lorenna para tripudiar do sofrimento de Bill e sua mulher Caroline.

Era essencial vermos esse momento da vida de Bill para que pudéssemos entender como a situação que presenciamos se assemelha com a atual. No passado ele teve que “perder” sua mulher para que Lorenna não lhe fizesse um mal maior. Agora, mesmo estando superior à sua maker, ele está nas mãos de um rei, o que coloca a vida de Sookie em risco. É por isso, portanto, que ele abre mão de sua lealdade à Sophie-Anne e passa a seguir o Rei Russel. Somente para salvar Sookie.

Mal sabe ele que o jeito enxerido da moça não ia deixar as coisas por isso mesmo. Sookie estava certa de que salvaria o amado, ainda mais depois de saber onde ele pode estar. Nem mesmo Eric foi capaz de convencê-la do contrário, e para evitar um dano maior, enviou-lhe um “guarda-costas”. Fomos finalmente apresentados a Alcide Herveaux, um lobisomem que deve favores à Eric (ou melhor, seu pai deve) e por isso aceita o trabalho de acompanhar Sookie em sua caça por um noivo, quer dizer, pelo seu noivo. E essa viagem, meus caros amigos, apenas começou… Não vejo a hora de conhecer Debbie e saber um pouco mais sobre Cooter.

Então é isso, termino aqui mais uma review…

É claro que não! Não poderia deixar de comentar a cena mais fantástica do episódio, que como todos devem imaginar, é o Sexo Selvagem versão O Exorcista de Bill e Lorenna. Foi tudo muito espetacular ali. Primeiramente, a canalhice de Bill dizendo que não vai transar com ela e arrancando-lhe as roupas, depois ainda temos aquela virada de 360º no pescoço da vampira. E para terminar – a cereja nesse Sunday – terminamos com um sorriso de felicidade de Lorenna. Sim, UM SORRISO. Quer dizer, a Temporada poderia terminar aqui que eu estaria feliz. Obrigado, Allan Ball.

Tá, é mentirinha Allan. Não precisa acabar agora não… Eu quero MUITO MAIS de True Blood, começando pela semana que vem. Nos vemos lá.

@Thihtao

P.S.: Não comentei sobre a gravidez da Arlenne só porque a review já estava enorme. Mas adoraria ler o que vocês têm a dizer nos comentários.

P.S. 2: Não falei também sobre o defunto, mas tenho uma justificativa. A trama foi absorvida pelo Franklin, que é um mistério ambulante. E não vou ficar especulando muito sobre ele. Não por enquanto.

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