Não é suficiente ter dom, sonhar e querer, é preciso fazer acontecer”
O reality que revolucionou a terça feira do twitter brasileiro está de volta! Depois de quase seis meses de espera o MasterChef Brasil voltou e já voltou com o que ele sempre nos proporcionou na sua primeira temporada: chefes afiados, entretenimento puro e candidatos sem noção. Porém percebe-se que a produção nesse seu segundo ano está bem mais caprichada, com uma cozinha muito parecida com o da versão americana. Ponto positivo, pois vemos a tentativa dos produtores fazerem algo melhor e mais bacana que foi feito anteriormente (em termos de orçamento). Com uma prévia de 15 minutos (na verdade a Band só esperou a novela terminar para começar o programa de verdade), com Mohamad e a apresentadora que não consigo me recordar o nome, presenciamos uma chuva de spoilers um pouquinho de como será a segunda temporada e os melhores momentos de um dos participantes mais inesquecíveis da temporada passada, como esquecer da sexy carrot? Esperto é Mohamad que capitalizou em cima disso e agora está vendendo a camisa da sua maior presepada no programa como algo cool.
Foram mais de 10 mil inscrições, com várias peneiras até sobrarem os 75 candidatos que tiveram a chance de cozinhar para a melhor banca de reality atualmente, os aspirantes a chefe precisavam trazer o prato parcialmente pronto e finalizar na frente de Jacquin, Paola e Fogaça, mesmo método da temporada passada. A grande diferença é que eles resolveram cortar a peneirona, outro ponto positivo, pois só é tempo de tela gasto com um monte de gente que nem nos importamos. Por ter sido vários candidatos tentando a tão sonhada vaga no MasterChef, falar de cada um ou até mesmo só dos que passaram vai tornar a review enorme e cansativa, então nesse primeiro momento será um resumão, indicando quem se destacou para o bem e para o mal.
Jacquin foi enfático com um dos participantes e disse que não é suficiente ter dom, sonhar e querer, é preciso fazer acontecer. E foi exatamente o que muitos ali tentaram fazer, além da boa comida apresentada, buscaram contar um pouco das suas vidas e como é esse sonho de se tornar o próximo MasterChef Brasil. O sonho de uma pessoa é algo que por muitas vezes foge da gente, mas quando ele está próximo, é preciso agarrar com unhas e dentes a oportunidade e tentar aproveitá-la da melhor forma possível. Alguns participantes tentaram um prato mais tradicional e bem executado, Fernando apostou em um bombom de alcatra e conseguiu agradar os jurados; já Pedro (perdemos nosso provável boy magia da temporada) tentou fazer cordeiro com risoto e conseguiu o prêmio de pior prato da noite. Outros tentaram fugir do comum, como Larissa que tentou fazer polvo e tinha tudo para dar errado, mas ainda bem que deu tudo certo; já Clara tenta apresentar um hambúrguer enorme e falha miseravelmente no sabor e na execução. Há ainda os outros que pareciam estar lá só para causarem, como Murilo que para chamar a atenção levou seu próprio coelho de estimação para a bancada, mas conseguiu fazer um bom prato e conseguiu o avental; ou Fábio, um descendente de japonês que tentou fazer moqueca com jaca (??), mas que sua cozinha preferida é a italiana. Enfim, personagens exóticos e interessantes foi o que não faltou nesse primeiro momento e com quase todos os candidatos selecionados, para semana que vem ficam os últimos e logo em seguida a próxima prova (sdds prova da cebola). Não há como montar um ranking porque nem completo está, mas a partir de semana que vem com menos candidatos, já conseguiremos ter uma dimensão maior de como eles são e se será interessante ou não acompanhá-los.
O que fez a primeira temporada ser um sucesso foi a dinâmica dos três chefes, eles são espontâneos, engraçados, inteligentes, entendem de cozinha além da química que eles mostram ter. E o retorno foi mais que satisfeito nesse quesito, vimos pratos bons, normais e ruins, todos tiveram feedbacks válidos, além de várias patadas que nós amamos assistir. Além disso, a produção entendeu que além de cozinha, o reality também pode trabalhar outras coisas e adicionando uma candidata com deficiência na mão e outra muito nova só eleva a qualidade do show em questão de personagens. Muitos pratos foram feitos com um técnica maior se comparado ao mesmo do ano anterior, lembrando que para se inscrever no MasterChef é necessário que a pessoa nunca tenha trabalhado em cozinha profissional na vida ou seja formada em gastronomia, ou seja, todos ali são aspirantes e sabem muito pouco se comparado a outros programas de cozinha que aceitam participantes mais profissionais.
A Band entendeu que o twitter nas noites de terça quem comanda é o MasterChef e utilizá-lo mais uma vez com tweets no meio do programa e o contador que girava mais rápido que cachorro atrás do seu próprio rabo só mostra a força do programa para os internautas. Coisa que a maioria dos programas brasileiros simplesmente ignora e se o canal conseguir trabalhar bem mais uma vez com essa plataforma, calará a boca de muitos que acham que a TV e a internet não podem jogar no mesmo time. Com a estreia de duas horas que pareceu uma, a edição mostra que continua afiada e ágil (tirando os spoilers gratuitos dos próximos episódios). O entretenimento que é o que de melhor um programa pode nos proporcionar, Masterchef nos entrega lindamente e espero que o nível não caia e essa segunda temporada só comprove que a primeira não foi um golpe de sorte. Precisamos de mais programas brasileiros bons de se assistir e acompanhar.
P.s.*: Ana Paula Padrão podia ser uma das juradas só para ganhar alguns quilinhos né?! Só eu a achei magérrima?
P.s.**: Melhor diálogo
“Clara: Você é doida?
Paola: Eu não!
Clara: Ops, desculpa é que lá em Minas a gente fala assim.”






















