Na reta final da temporada puxaram meu tapete.
Eu não sei nem o que dizer sobre o crossover porque simplesmente ainda não consegui absorvê-lo. É fato que o modo como o crossover – principalmente entre PD e SVU – foi trabalhado foi simplesmente louvável. Não me lembro de ter odiado tanto um personagem como odiei o Dr. Yates, por isso teve um significado diferente para mim. Extremamente sínico, muito bem articulado e completamente repulsivo, o Dr. Yates mexeu com os nervos não só da Inteligência e do SVU, como também os meus.
Confesso que o modo como ele olhava para a Erin e até mesmo como ele olhou para a Nadia quando saía da Inteligência, me deixou nauseada. Não pensei que os produtores teriam tanta audácia de matar uma personagem que vinha crescendo dentro da série e era uma querida entre os fãs da série. Até entendo que ela foi peça fundamental para o desfecho do caso da Benson que durava mais de dez anos, mas como eu disse lá em cima, ainda não consegui absorver muito menos aceitar essa morte.
Foi um golpe duro para a Erin, mas também para Hank e Jay… Fico imaginando como a Platt ficará durante os próximos episódios, afinal como eu já vinha comentando sobre o relacionamento das duas, a cumplicidade e o carinho estavam sempre nas cenas das duas. Até mesmo para a própria Erin que foi a responsável por fazer com que a Nadia decidisse mudar de vida. É uma perda lamentável para o elenco.
Sobre os crossovers entre PD e SVU, eu posso afirmar que assistiria eternamente, pois os elencos das duas conseguiram uma sintonia incrível e nos presenteiam sempre com boas interações. Sobre #Boight, não foi dessa vez que os dois passaram dos drinks e olhares cheios de carinho/desejo/vontade ou seja lá o que os produtores estejam planejando, mas é sempre ótimo ver a Benson acalmando o nosso sargento e vê-lo também tentando agradá-la.
No geral, foi um episódio sólido e redondinho para a série, mas a Nadia vai fazer falta!

Sempre que rola os crossovers eu e o Aurélio comentamos sobre eles e dessa vez aproveitamos para dividir nossos pontos de vista sobre esse crossover e compartilhá-los com vocês.
Observações do Aurélio:
A ousadia que tanto tenho cobrado em CF sobrou nesse episódio duplo entre CPD e SVU.
Adorei ver, mais uma vez, as equipes de Inteligência e SVU trabalhando em conjunto. Acho divertido que os roteiristas gostam de realçar as diferenças entre ambas: Se Voight e a Inteligência trabalham em uma área mais cinzenta, Benson e sua equipe lidam mais nos extremos do preto e branco.
Quem lê as minhas reviews de CF sabe da minha frustração com Dick Wolf e sua equipe por fazer uma série sem profundidade, mas o que assistimos aqui foi o oposto disso, algo muito mais complexo e tenso.
A interpretação de Dallas Roberts como o dr. Greg Yates foi excelente. Misturando gentileza com inteligência e sociopatia, o personagem conseguiu dar um nó em Benson e Voight e suas equipes de uma maneira tão absurda que foi impossível salvar Nadia. Sua audácia foi tão grande que preferiu se defender sozinho no julgamento e por pouco não foi absolvido.
Por mais que eu vá sentir falta de Nadia, acho que o sacrifício foi válido, pois, na minha opinião, tivemos o melhor episódio de CPD. Gosto de ver que nossos heróis são falíveis e que quando isso ocorre o preço pago é alto.
Espero que esse tipo de narrativa se torne regra e não exceção e que possamos ver episódios tão surpreendentes quanto esse com mais frequência na família Chicago.
PS: Sei que não é correto pensar assim, mas a visita de Voight a Yates lavou a minha alma, logo que apenas a condenação não seria suficiente para puni-lo.














