Na dúvida, exploda tudo.

Entramos nos três últimos episódios da 12ª temporada de NCIS e a promessa é de um arco fechado e alguma tensão. Mesmo sendo um episódio com um andamento mais lento, Troll nos mostrou assuntos interessantes, como o ódio dissipado pela internet e a deep web, desenvolvimento de personagens e o retorno de uma figura conhecida que há muito não dava as caras.

Dorneget retornou para dar uma mãozinha à equipe em hackear computadores e, de quebra, trouxe muitas referências nerds e momentos inusitados em que nos demos conta em como o adorável personagem fez falta. Em um episódio que andou a lentos passos, rever o ex-probie foi um motivador, especialmente por vê-lo muito mais seguro que antes.

Também tivemos um pouco mais de Jake e um pequeno conflito em seu casamento com Ellie. O conflito foi bem colocado para mostrar as dinâmicas do casal e as mudanças que ocorreram desde que Bishop entrou para o NCIS, tanto pela questão das rivalidades entre as agências norte americanas como pelas mudanças naturais na migração da moça. Também tivemos uma quebra na aparente perfeição na relação, tornando-a mais real e, de quebra, mencionando um pouco do que Ellie tem vivido depois de ter matado alguém pela primeira vez.

Na parte procedural tivemos um episódio lento, porém com uma escrita melhor do que temos visto nesta temporada. Embora esperasse um pouco mais da exposição e utilização da deep web, gostei do posicionamento da série em mostrar que o erro não está nas profundezas da internet e sim no uso que se faz dessa ferramenta. Também tivemos uma abordagem interessante de como se recrutam pessoas (jovens em especial) para grupos de caráter terrorista. Ameaças domésticas que estão muito perto.

Isso nos leva diretamente à sequência final que, como era de se esperar, levou a um gancho para o próximo episódio. Um diálogo interessante entre Gibbs e o garoto Brad, uma tentativa de dissuadir o jovem na utilização do artefato explosivo caseiro que carregava consigo.

Claro que é necessário que a gente espere as consequências da explosão final para o próximo episódio, porém me parece desnecessário que se apele necessariamente para uma morte do garoto para desenvolvimento emocional dos personagens – não podemos esquecer que, nessa temporada, eles fizeram isso sem a ajuda dos procedurais. É como um apelo para o choque óbvio, somado à cena barulhenta da explosão, quando poderíamos, por exemplo, ter um pouco mais da exposição dos motivos que fizeram esse menino construir uma bomba.

Segue a expectativa para que os próximos dois episódios possam entregar roteiros mais redondos e menos apelativos para fechar essa temporada. Não precisamos de explosões e mortes por todo lado, e sim boas histórias.

Notas gerais: 

– Falando em previsibilidade, também pairou sobre o episódio temor sobre a vida de Jake e Dorneget. Então dedos cruzados por eles;

– Deep web é um assunto muito interessante, mesmo que recorrente em séries criminais. Espero que seja melhor explorado nos próximos dois episódios;

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