“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” (Fernando Pessoa)

Simplesmente não poderia expressar melhor o que Friends significou, para mim e para todos que a acompanharam.

Pouco tempo após o Dia dos Namorados, nada melhor do que se lembrar de um dos mais puros e sublimes dos amores: o amor de um(a) amigo(a). E que série tratou melhor do que nenhuma sobre tal tema do que Friends? Portanto, peça seu café no balcão do Central Perk, acomode-se comigo no velho sofá e venha compartilhar lembranças excelentes e inesquecíveis dos 6 melhores amigos da Cidade de Nova York.

Mas por onde começar a contar essa história?

Podíamos ir para o início, no longínquo ano de 1994, em seu 1ª episódio, ou como os fãs conhecem por Aquele Quando Monica Traz Uma Colega de Quarto, onde somos apresentados aos seis personagens principais: Ross, o paleontólogo; Rachel, que se tornou garçonete ( e virou consultora de moda mais tarde); Chandler, um processador de dados (e depois publicitário); Mônica, a chef de cozinha e irmã de Ross; Joey, um ator fracassado; Phoebe, que trabalha em vários empregos, incluindo musicista e massagista. Pois bem…

Peraí! Está tudo errado! Não são por esses personagens que eu sou apaixonado até hoje.

Deixe-me descrevê-los dessa forma: Ross, um nerd bobalhão louco por dinossauros, divorciado três vezes (sendo que uma de suas ex “virou” lésbica) e apaixonado por Rachel; a mulher que invadiu o Central Perk vestida de noiva, porque finalmente percebeu que não queria mais ter a vida que levava, e coincidentemente encontra sua antiga amiga Mônica; a “ex-gorda” no período da adolescência, que além de ser uma louca por limpeza e ser extremamente obsessiva e competitiva, está sempre buscando o amor verdadeiro, até que finalmente o encontrou em Chandler; o piadista da turma que vive sendo questionado sobre sua sexualidade, principalmente por ter uma pai travesti, o que não lhe impediu de ser o amigo inseparável de Joey; um eterno galanteador famoso pela sua cantada preferida “How you doing?'”, além de ser o indivíduo mais estúpido do mundo das séries, não sendo o mais louco da turma por causa de Phoebe; a antiga moradora de rua é completamente “excêntrica” (para ser eufêmico), vive de fazer bicos, sendo o mais engraçado de todos o de cantora e compositora, em que um dos seus maiores sucessos é a música “Smelly Cat”.

Foram longas 10 temporadas (para nós fãs serão sempre “só” 10 temporadas), em que fomos convidados a presenciar uniões e separações, momentos de pura comédia com de fortes emoções, de mentiras irritantes e verdades reconfortantes, tudo na vida desses seis amigos.

Foi um marco, sem dúvida alguma. Para os analistas “frios” foi o seriado mais bem-sucedido da história da televisão mundial. Para os milhões de fãs do mundo inteiro, os nossos modelos eternos de amigos verdadeiros.

As besteiras que se tornaram cômicas, como contar segundos por meio da palavra “mississipi”; ficar sem respirar por quatro minutos; fazer presentes pro Dia dos Namorados; que não se deve confundir as irmãs de seu amigo; que também não se deve beijar a mãe de um amigo em hipótese nenhuma; ou que se você não quer terminar de ler um livro coloque-o na geladeira (By Todo Fã de Friends); são memoráveis e nos fazem rir como idiotas, porque nos remetem aos, ou melhor, “aqueles” episódios.

Friends foi minha droga, meu vício, meu momento mais que especial, em que me encontrava com aqueles que eram meus amigos… quero dizer, SÃO meus amigos. Amizade não termina. Não as verdadeiras. Não as reais. Assim como todos os atores de Friends são amigos até hoje, também me sinto parte dessa amizade mesmo após cinco anos do fim da série.

Na verdade, me arrisco a dizer que esse foi o segredo de Friends. Não foi apenas uma série. Não era uma história brilhante ou bem elaborada. Friends era clichê, simples, “besta”, comum, como todos nós. Friends é especial porque não se limitou a nos apresentar aqueles seis indivíduos, mas porque nos convidou a também fazer parte daquele grupo. A sermos amigos. A sermos especiais para alguém, não por interesse de qualquer tipo ou manipulação, mas por amor ao próximo. Pelo sentimento sincero de amizade.

Sou um saudosista. Sou um “maníaco”. Sou o sétimo integrante daquele grupo de amigos, assim como todo fã. Friends nunca acabou. Não enquanto aqueles que se uniram a Ross, Rachel, Monica, Chandler, Joey e Phoebe naquele sofá no Central Perk lembrarem-se e, acima de tudo, ainda sentirem algo no peito. Porque somos todos integrantes de Friends. Porque somos todos amigos.

A saudade é a memória do coração. (Henrique Maximiliano Coelho Neto)

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