Alguém além de Adam Levine ainda gosta do #VoiceSave ?
Em reality shows, existem certos recursos e twists que são um verdadeiro sucesso de público e crítica e realmente chegam para ficar, transformando o formato e rendendo a ele uma considerável sobrevida como consequência. Aconteceu, por exemplo, com o paredão triplo do BBB, com o Hidden Immunity Idol de Survivor e, para falar em realities musicais, com o Judges’ Save do American Idol e o Steal do próprio The Voice. É o tipo de novidade que se torna necessária para mudar a dinâmica do jogo quando a vigente começa a cansar o espectador.
Não são raros, porém, os twists que são introduzidos para melhorar a maneira como o público enxerga o reality, mas acabam saindo pela culatra e atrapalhando mais do que ajudam. Na quinta temporada do Aprendiz brasileiro, o líder da equipe vencedora se tornava conselheiro de Roberto Justus, opinando sobre quem deveria ser o demitido do time adversário. A temporada foi ótima, mas esse twist específico não fazia muito sentido e só adicionou desconforto ao programa. Nunca mais apareceu.
E já está na hora de a produção do The Voice perceber que o #VoiceSave deveria ter o mesmo destino. Não vou mentir, eu fui um dos grandes entusiastas da novidade na quinta temporada. Era uma maneira perfeita de impedir injustiças como a eliminação que tirou Judith Hill e Sarah Simmons da competição na quarta temporada, sem direito a recurso ou apelação. E, em um primeiro momento, tudo estava indo muito bem. Salvamos Kat Robichaud, Caroline Pennel e Matthew Schuler de eliminações pra lá de precoces e, ainda que James Wolpert tenha sido injustamente salvo no lugar de Matthew para o Top 5, isso não chegou a ser um grande incômodo na época. Na ocasião, um detalhe – que hoje é bastante evidente – havia passado despercebido: nenhum integrante do Team Adam foi eliminado naquela temporada enquanto o #VoiceSave estava em vigor. Na sexta temporada, o #VoiceSave ainda estava funcionando decentemente. Salvamos Tess Boyer na primeira oportunidade, e Kat Perkins duas vezes. Merecidos, todos os casos. E o Team Adam continuou intacto enquanto não concorria contra si mesmo.
Tudo começou a desandar quando Christina Grimmie foi beneficiada por um #VoiceSave adicionado à temporada na última hora, o que gerou sérias e bem embasadas suspeitas de intenções escusas da produção do programa. Daí em diante, foi só ladeira abaixo, quando, na sétima temporada, o terrível Ryan Sill, queridinho de Gwen Stefani, era constantemente salvo – até, claro, concorrer com um integrante do Team Adam e ser, discussões de méritos à parte, eliminado sem dó pelo público Maroonzete. E, mais uma vez, o Team Adam permaneceu intacto até o fim das segundas chances.
E estaria intacto também na atual oitava temporada, não fosse por um detalhe: desta vez, o time de Adam Levine é ruim demais para ser ignorado pelo bottom. E o coach segue perdendo concorrentes semana após semana, não porque o público não se desespera para salvar seu concorrente favorito deste game show, Adam Levine, mas sim porque sempre há dois concorrentes desse time disputando a vaga do Save entre si. As Maroozete pira!
A crítica e o público já mostraram há duas temporadas que já ficou óbvio que, intencionalmente ou não (e o “não” parece estar cada vez menos cogitado à medida que o tempo passa e mais Saves ocorrem), a existência desse twist só beneficia ao próprio Team Adam, o que, ao invés de aumentar a sensação de justiça dos resultados – que seria a proposta inicial do #VoiceSave – apenas a retira completamente da brincadeira cada vez que candidatos superiores aos de Adam Levine são sacrificados pelo bem desse coach.
Como se não bastasse o fato de existir uma clara preferência de coach do público usuário do Twitter (essencialmente adolescente), a produção ainda faz questão de estabelecer regras que garantam que o pimp spot será sempre de alguém de Adam – ou de TODOS de Adam, caso haja mais de um. Ao menos essa última parte poderia ser facilmente contornada caso a ordem parasse de ser determinada pela posição das cadeiras dos coaches e passasse a ser, por exemplo, por ordem alfabética dos nomes dos candidatos do bottom. Bem fácil, não? E, justamente por ser bem fácil, acaba ficando suspeita essa insistência no erro. Produção, amiga, não tem como te defender!
Tudo isso posto, não podemos nos esquecer do mais importante: talento. O show do Top 10 continua nos provando que estamos diante de uma excelente temporada nesse aspecto, mas o problema é que também ficamos mal acostumados. Ao meu ver, foi uma semana morna se comparada ao que já vimos este ano. Claro, ainda tivemos um nível que deixa a season 7 inteira, e boa parte da season 6, a ver navios, mas quando até em uma semana morna temos duas performances absolutamente brilhantes, a coisa está boa mesmo.
Uma ótima ideia (que não é novidade no show) é trazer produtores de renome para aconselhar nossos cantores. É um ponto de vista bastante diferenciado, que acrescenta muito para o programa em termos não apenas de vocais, mas também de arranjos e de produção. Blake trouxe Scott Hendricks, que trabalhou com Faith Hill, Trace Adkins e o próprio Blake. Adam convidou Dave Stewart, nome por trás de fenômenos como Katy Perry, Stevie Nicks, Mick Jagger e nossa Gwen Stefani. Christina Aguilera levou a tiracolo o espetacular Mark Ronson, que já produziu hits de Amy Winehouse, Bruno Mars e da própria Xtina.
Já o Team Pharrell foi um caso à parte. Claro, Ryan Tedder é um excelente produtor, mas vamos combinar que o próprio Pharrell Williams já é um produtor muito mais experiente e bem sucedido, e Tedder acaba desaparecendo nesse contexto. Até por isso talvez tenha sido interessante que justamente o Team Pharrell tenha contado também com um conhecido vocalista para que a balança entre os dois parecesse mais equilibrada. Na pior das hipóteses, isso serviu perfeitamente para Tedder continuar marcando presença e urubuzando a vaga de Adam Levine nas cadeiras vermelhas, coisa que ele adora fazer (e nós vamos adorar ver, se for o caso). Além disso, o cara produziu canções para Adele, Ariana Grande e Ellie Goulding, então ele certamente sabe o que está fazendo.
Eis, portanto, nosso ranking do Top 10:
10. Hannah Kirby – Shout (Tears for Fears)
Ai Hannah, eu até te amo, mas não dá mais. O começo da apresentação foi bem estranho: quando Hannah cantava, entrava na personagem, e quando ficava calada, dava um sorrisão que não combinava com as expressões faciais que fazia quando abria a boca. Ficou uma sensação de dupla personalidade muito bizarra. Isso acabou passando logo, mas o problema é que o título da música combinou demais com o estilo da performance. Hannah é uma cantora que grita por estilo, mas isso precisa ter limite, ficou um “gritar por gritar” totalmente sem domínio técnico e não funcionou. Quando ela não estava gritando, os graves ficaram fracos demais e alguns trechos foram quase inaudíveis. Juro que tenho apego a Hannah, mas sua não eliminação nesse Top 10 a tornará alguém que efetivamente estará fazendo hora extra no programa.
9. Deanna Johnson – Somebody to Love (Jefferson Airplane)
Vou contar um segredo pra vocês: no fundo, eu não consigo não torcer por Deanna. Sua longa trajetória de underdog desde a season 5 me atrai muito, e eu sempre vou para o episódio de segunda querendo muito vê-la arrasando. Por isso, é sempre muito frustrante quando ela entrega uma performance terrível como essa, desafinada até não poder mais. O derradeiro “Love”, particularmente, foi de doer! Foi bacana vê-la mais solta no palco, mais segura e sem medo de interagir com a plateia, mas esse tempo que Deanna passou sem cantar claramente não foi bom pra ela. Ela tem um baita brilho, sim, mas tecnicamente vem deixando muito a desejar, e e é importante sermos justos nesse sentido. O fato de Joey Cook ter arrasado com a mesma música na semana anterior também não ajudou Deanna nem um pouco. Se bem que… quem ainda assiste American Idol, né?
8. Joshua Davis – Hold Back The River (James Bay)
É… Adam Levine está mesmo fora de forma. Essa não foi uma escolha nem um pouco interessante para Joshua. Para ser sincero, eu gostei de vê-lo com um pouco mais de energia do que o normal, o que acabou acontecendo por causa das notas mais altas que precisou atingir, que era uma das intenções de Adam na escolha da música. O problema é que “Hold Back The River” conseguiu expor em quase toda a totalidade de sua duração as maiores fraquezas de Joshua, que é um cantor extremamente limitado. Os graves, que deram o tom da canção até mais da metade, ficaram desafinados e inaudíveis. Os agudos foram um pouco menos desagradáveis, mas ainda extremamente mal executados. Não deu para o Joshua esta semana, e o problema é muito maior do que escolha musical errada. O problema é estarmos diante de um cantor que claramente não tem cacife para seguir adiante na competição após o Top 8.
7. Corey Kent White – Unwound (George Strait)
Eu já elogiei muito Corey Kent White aqui, mas não sei o que está acontecendo com ele nesses lives, não sei para onde foi o brilho da sua blind, que agora mais me parece um golpe de sorte do que qualquer outra coisa. Muito desafino, muitas notas erradas, pronúncia muito ruim. Mas gostei da song choice e ainda acho que Corey consegue vender muito bem suas performances porque tem uma presença bacana e um timbre mais que decente. Por isso, ainda não acho que ele tenha merecido bottom 3, mas isso certamente mudará na próxima semana se ele não subir o nível.
6. Rob Taylor – A Song For You (Donny Hathaway)
Demorou um pouco, mas já faz um tempinho que Rob Taylor ganhou meu total respeito e admiração como artista e, principalmente, como vocalista. Isso não mudou nem um pouco com “A Song For You”, uma canção que é difícil de cantar com alma e que só consegue ser interpretada minimamente bem por artistas de verdade. Por isso, devo dizer mais uma vez que Rob fez um bom trabalho e entregou uma performance de respeito mais uma vez. Só acho que Christina poderia tê-lo desencorajado de cantar essa música. Primeiro porque é uma escolha muito óbvia pra ele, que conseguiu se superar na competição justamente com as escolhas da coach, originais e fora de sua zona de conforto. Essa vibe old-school pode não fazer bem para um artista que já está lutando muito para conquistar o respeito que merece do público, e a apresentação desta semana não ajudou nada nesse sentido.
5. India Carney – Run To You (Whitney Houston)
Como prometido no Twitter, chegou o momento crucial de falarmos sobre India Carney. Em primeiro lugar, é importante dizer que ela arrasou como se não houvesse amanhã cantando essa música, e que, entre todos os participantes desta temporada, provavelmente só Kimberly e Meghan têm cacife para fazer algo semelhante. O problema de India Carney tem muito pouco a ver com suas performances em si. Depois das semanas temáticas “Linda Perry” e “Jacquie Lee” para seu time, Xtina desta vez decidiu ir com o tema “música dos outros que eu já regravei”. E acontece que, quando a pequena Xtina era ovacionada cantando “Run to You” para conquistar gravadoras e conseguir seu suado primeiro contrato, esse tipo de música era extremamente bem cotado no mercado. E o que a coach precisa compreender se quiser fazer India Carney acontecer é justamente isso. É necessária uma completa reforma estilística em India, é importante que ela nos convença de que não é uma cantora datada como tem aparentado, é preciso que acreditemos que ela teria lugar no mercado atual para que possa ter ao menos a chance de se esforçar e flopar como todo ex-The Voice flopa. Nós já sabemos que ela é incrível vocalmente e que ela tem, sim, uma boa capacidade de interpretação e uma presença marcante. E, se isso lhe garante emprego eterno como backing vocal, o fato é que, para se tornar uma cantora independente, nada adiantará se India não conseguir se adaptar e se reinventar de alguma maneira. O tempo está acabando.
4. Sawyer Fredericks – Iris (Goo Goo Dolls)
Vamos tirar logo o elefante da sala: a magia de Sawyer Fredericks já acabou há algum tempo. Mas, ainda assim, ele tem uma fanbase bastante sólida que simplesmente sai correndo para baixar tudo o que ele grava no iTunes e garantir sua permanência na competição. “Iris” foi uma boa performance, mas passa muito longe de ter sido espetacular ou mesmo de ter nos dado algum tipo de originalidade que fosse além do timbre único do cantor. “Pow, Guto, mas ele foi ótimo, vc está dizendo isso só pelo prazer de gongar o Sawyer!” Talvez um pouco, em nível inconsciente, mas não é esse o objetivo. Ele foi ótimo, sim, porque Sawyer realmente tem uma voz incrível que é muito rara de se ver e, somando este fato à sua imensa sabedoria para escolhas de músicas, ele nunca faz menos do que “bom”. Mas é necessário ser crítico neste momento da competição, um momento em que absolutamente qualquer coisa que o cara cante acaba indo para o Top 10 do iTunes, ganhando o ridículo fator 10 multiplicando os votos e ainda convertendo inúmeros votos acumulados para já chegar inalcançável à final. Sawyer é bom. Mas não é material para Top 10 automáticos assim, longe disso. Tristemente, cantores que pegam Top 10 toda semana raramente o são. É muito mais confiável ver Kimberly, Meghan ou, no caso desta semana, Koryn no Top 10 em momentos específicos em que elas realmente brilharam. São Top 10 conquistados por suas performances, pela qualidade do trabalho. O que Sawyer tem neste momento é um Top 10 por inércia, e não é esse o tipo de vencedor que eu gostaria de ver em um reality.
3. Meghan Linsey – Home (Marc Broussard)
Pô, tanta “Home” legal pra Meghan cantar (a do Michael Bublé, a do Phillip Phillips ou até a do próprio Blake) e ela pega logo essa. Apesar de o VT ter vendido tanto a escolha musical como dela própria, é muito difícil acreditar que não haja influência de Blake, que declaradamente a ama e já a selecionara em sua primeira tentativa de ser coach em um reality, no “Clash of the Choirs”, da própria NBC (go #TeamShelton!). Meghan é sempre ótima e não foi diferente aqui, mas, desta vez, me soou um pouco mais acrobática só por ser acrobática e se apresentando mais no piloto automático do que realmente conectada à canção.
2. Kimberly Nichole – Something’s Got a Hold On Me (Etta James)
Eu sempre imaginei que Kimberly corria um sério risco de ficar estilisticamente sem graça seu suas sainhas. Agora, meu medo acabou. Mesmo sem sua marca visual registrada, a cantora esteve mais diva do que nunca cantando deitada naquela poltrona como se aquilo fosse um domingo qualquer e quebrando tudo em um clássico dificílimo de ser dominado! E quando levantou? Mais diva ainda! Já estamos carecas de saber que Kimberly é a melhor artista dessa competição e uma série candidata a melhor artista que já passou pelo The Voice, e só alguém desse calibre para dar um sabor tão novo para uma escolha tão clássica. Simplesmente maravilhosa! Só não sei se fiquei com mais pena dela, que ganhou o death spot da noite, ou da concorrência, que ia precisar se apresentar depois de um show desses.
1. Koryn Hawthorne – Make It Rain (Ed Sheeran)
MÃE DO CÉU!!! O que foi isso??? Quando a gente pensa que uma candidata já evoluiu tanto que não tem mais para onde crescer, ela vai lá e SUPERA KIMBERLY NICHOLE!!!! Escolha musical absolutamente impecável, com toda uma produção à volta de Koryn que criou o clima perfeito para que pudéssemos curtir o que a cantora tem de melhor: sua presença, sua intensidade e, claro, sua voz. E que voz! Eu já embarquei no vagão Koryn há algum tempo, mas ainda assim não havia percebido que há tantas nuances em seus vocais. A seus graves já tradicionalmente maravilhosos somaram-se notas altas incríveis e um falsete de arrepiar! Reparem a partir de 2 minutos de vídeo, em que ela passa 50 segundos cantando SÓ o verso “make it rain!” repetidamente e consegue transformar cada uma das repetições em uma experiência totalmente nova! É de embasbacar qualquer ser humano! Não sei se alguém tinha alguma dúvida de que Koryn Hawthorne era o dark horse oficial da oitava temporada, mas agora não dá mais tempo de questionar o fato de que essa moça é uma ameaça seriíssima, e qualquer possibilidade de eliminação pré-Top 5 é absurda! Particularmente, já a quero na final e sei que isso não vai mudar mais, mas vamos dar um passo de cada vez.
De uma maneira geral, o Top 10 pode ser considerado uma das semanas mais mornas do programa. E, se em uma das semanas mais mornas, temos Koryn e Kimberly sendo absolutamente incríveis, com a primeira nos arrepiando da cabeça aos pés, desculpem, mas não dá pra levar a sério alguém que diga que a oitava temporada está qualquer coisa menor do que maravilhosa. E não fiquei nem um pouco preocupado com o resultado de terça. Esta semana, Koryn e Kimberly passando é o que importa. E é claro que elas iam passar.
RESULTS SHOW
O show de terça não nos deu grandes surpresas em nenhum sentido. Começamos com uma boa apresentação do Team Pharrell e uma até que aceitável do Team Adam.
Team Pharrell – I Don’t Want To Be (Gavin DeGraw)
Team Adam – The Joker (Steve Miller Band)
No bottom 3, exatamente os três nomes que imaginávamos depois de ver os charts do iTunes: Deanna, Joshua e Rob, que nem de longe merecia ter caído nesse bottom, mas ainda assim não foi surpresa. Aqui, preciso ressaltar o belíssimo discuso de Xtina para seu pupilo, que realmente teve de lidar com muita rejeição (boa parte dela bastante descabida) pela internet afora. Sabemos como comentários de internet podem ser cruéis, e isso parece ter sido um baita golpe em Rob. Felizmente, ele estava com a coach certa, alguém mais do que acostumada a lidar com o ódio e o preconceito das pessoas e que soube dizer as palavras certas a alguém que precisava delas em um momento como esse.
As Last Chance Performances foram um pouco decepcionantes. Particularmente, não acho que nenhum dos três se destacou, e o ranking abaixo poderia ser ordenado quase aleatoriamente, visto que a diferença de nível entre eles foi mínima.
3. Rob Taylor – (Sittin’ on) The Dock of The Bay (Otis Redding)
Rob está em último muito mais pela péssima escolha de música do que por qualquer outra coisa, visto que ele canta melhor que ambos os concorrentes e não foi diferente aqui. O problema é que, além de essa ser uma péssima música de Last Chance (que é hora de mostrar garra, de realmente implorar para ser salvo), é uma péssima música para Rob em geral, visto que não permite que o cantor mostre seu principal ponto forte, que é a extensão vocal.
2. Joshua Davis – I Won’t Back Down (Tom Petty)
Boa escolha musical para Joshua, mas essa foi uma das performances mais genéricas e sem graça de um Last Chance que já vi na vida.
1. Deanna Johnson – Help Me Make It Through The Night (Kris Kristofferson)
Deanna continua não conseguindo entregar grandes vocais, mas consegue nos envolver de uma maneira que os outros dois não são capazes de fazer enquanto cantam, e, além de ter feito a escolha perfeita de música para implorar por sua vida, também escolheu uma boa música para nos lembrar de que estamos diante de um timbre belíssimo.
No fim das contas, nem o melhor corpo de trabalho de Rob (que é quem eu salvaria sem pensar duas vezes), nem o melhor desempenho de Deanna na Last Chance foram suficientes, e, como esperado, o WGWG brother de Adam Levine foi salvo. Essa é a triste realidade do #VoiceSave, que tem se tornado a salvação de cantores medíocres e já está fazendo hora extra nesse show.
Felizmente, ainda temos um belo grupo de cantores na competição, e ainda fico muito feliz quando me lembro de quem estava fora desse bottom. Segue, portanto, meu ranking dos candidatos que permanecem na competição. Obrigado por acessarem a review, e até a próxima semana!
12 – Brian Johnson
11 – Mia Z
10 – Deanna Johnson
9 – Rob Taylor
8 – Hannah Kirby [7;8]
7 – Joshua Davis [11; 9]
6 – Corey Kent White [3; 5]
5 – India Carney [6; 6]
4 – Sawyer Fredericks [5; 4]
3 – Meghan Linsey [4; 2]
2 – Koryn Hawthorne [8; 3]
1 – Kimberly Nichole [1; 1]















