Ainda nem chegamos aos Lives, mas a oitava temporada de The Voice já fez mais que suficiente pra provar o seu valor.

O leitor de longa data Alex comentou comigo pelo Twitter que achou que os Knockouts da oitava temporada do The Voice foram extremamente previsíveis. E é justamente por ele ter razão que o comentário me inspirou a transformar esse assunto no nosso tema central de debate desta semana antes de iniciar a análise de cada Knockout: afinal, até que ponto ser previsível é ruim?

Em uma série roteirizada, não existe nada mais entediante do que a previsibilidade. Afinal, a partir do momento em que eu consigo imaginar corretamente tudo o que vai acontecer no futuro, toda a expectativa vai por água abaixo. Spoilers em séries roteirizadas são ruins exatamente por isso: o fim da surpresa.

Acontece que um reality musical (na verdade, realities em geral) está muito longe disso. Não me entendam mal, spoilers são ainda mais tóxicos no nosso caso, mas o motivo é completamente diferente. Realities servem para que torçamos, para que sejamos cativados e nos apaixonemos pelas personalidades, pela inteligência ou pelos talentos que nos são apresentados. Pra nós, a parte mais importante da experiência é torcer. É ter medo de os seus favoritos não avançarem. É comemorar quando o anúncio do vencedor é aquele mesmo que você queria que passasse.

Artisticamente, uma temporada previsível é um problema. Existem certos ingredientes extremamente necessários para um bom ciclo, e um deles é o famigerado dark horse: aquele personagem por quem você não dava muita coisa (ou pelo menos não apostaria tanto no início quanto passou a apostar no final), mas de repente te surpreende e te arrebata fazendo algo que você jamais imaginaria – o que, no caso do The Voice, resume-se a performances espetaculares – e acabam indo longe. Alguns dos dark horses mais conhecidos do nosso reality são: Amanda Brown, Nicholas David, Will Champlin e nosso caríssimo Chris Jamison. Observação: não confundir dark horse com azarão, que é alguém que vai mais longe do que merecia.

Nesse ponto, a previsibilidade é algo ruim, pois uma temporada previsível não conta com dark horses. Mas ao menos uma cantora mostrou que esse não foi o caso desta semana, ainda que essa cantora não tenha vencido sua batalha. A previsibilidade teve mais a ver com resultados do que com performances.

E nesse ponto, lanço o questionamento: será então que resultados previsíveis são ruins? Depende. Quando são previsíveis porque o iTunes (que é um dos grandes impulsionadores de votos) estraga tudo, sim, é ruim. Mas quando são previsíveis porque você já sabe quem são os melhores e esses melhores são os que, de fato, seguem adiante, ser previsível é a melhor coisa que poderia acontecer! Afinal, queremos boas performances recompensadas, queremos artistas competentes e/ou originais compondo nosso Top 20. Por isso, não, a previsibilidade da primeira semana de Knockouts não foi, nem de longe, um incômodo pra mim.

Outra coisa que não me incomodou nem um pouco foi o Knockout triplo. Não que eu não tenha lamentado a saída de Anthony Riley, que preferiu abandonar o The Voice porque a ansiedade e o nervosismo para se apresentar fez com que ele recorresse às drogas. Segundo reportagens de sites gringos, Riley comunicou o seu problema à produção, e o próprio show o envio por 14 dias a uma rehab, após a qual ele tomou a decisão de deixar a competição. Não há nenhuma confirmação oficial dessa história, mas achei tudo extremamente verossímil e consistente com o fato de o show respeitosamente ter preferido não dar maiores explicações para o sumiço do cantor. Se ele tivesse dado um piti de diva por ter sido pareado com a pessoa errada, como muitos rapidamente julgaram que teria acontecido, a NBC certamente exploraria essa história durante o show. É claro que era algo mais sério.

Mas o lado bom do Knockout triplo foi que, pela primeira vez desde a quinta temporada, não teremos nenhum duelo cortado pela edição na terceira fase do show. Nas temporadas 6 e 7, perdemos Kristen Merlin e Matt McAndrew devido a esses cortes, e é reconfortante estar novamente em uma temporada em que eles não acontecem, pois tradicionalmente (e entenda-se tradicionalmente como “nas duas últimas temporadas, porque nas seasons 3, 4 e 5 era tudo lindo e maravilhoso), 15 dos 16 duelos são exibidos e um deles é cortado. Como a saída de Anthony acabou eliminando naturalmente um Knockout da programação, 15 passou a ser o total, e todos serão exibidos, os 6 últimos no show da próxima segunda.

Portanto, sem mais delongas, vamos aos Knockouts da primeira semana. Digo desde já que adorei quase tudo que vi, e, por isso, foi muito difícil ordenar o ranking abaixo, a começar pelo critério. Decidi, depois de muito matutar, ranquear os Knockouts levando em conta unicamente as performances daqueles que continuarão na competição (ou seja, pelos vencedores, de uma maneira geral). No caso de Knockouts em que houve Steals, considerei as duas performances, mas isso só fez diferença para um dos três Steals da semana, e falarei mais sobre isso na análise correspondente. Os demais não teriam mudado de colocação, com ou sem Steal. Seguem:

9. Team Adam – Blaze Johnson (You Found Me – The Fray) vs Deanna Johnson (Listen To Your Heart – Roxette)

https://www.youtube.com/watch?v=E57nTAU_HAI

https://www.youtube.com/watch?v=3uKIk32mmMI

Cruz-credo! Esse foi o único Knockout do qual não se aproveita quase nada em termos de performances. Blaze foi um horror completo: escolheu mal a música, mostrando que não conhece absolutamente nada sobre a própria voz, e ainda errou profundamente em todos os tipos de notas possíveis. Sem dúvida, foi a performance mais desastrosa da temporada, e merece o selo Erin Martin de (falta de) qualidade. Quase soltei gritos de horror quando Pharrell e Blake tiveram a coragem de sugerir que Adam avançasse com Blaze para os Playoffs. Deanna, por outro lado, não fez lá muito melhor, e também teve problemas sérios de afinação que impediram que ela conseguisse entregar uma performance agradável. Mas com uma escolha musical respeitável e adequada, uma voz que realmente é única e merece ser ouvida e um oponente que foi um desastre ambulante e não teria vencido nem uma performance de Pip cantando tudo em falsete, Deanna conseguiu se safar mesmo assim. Torço para que ela se encontre, porque, como personagem, Deanna me cativa bastante.

Vencedora: Deanna.

Merecia vencer: Deanna.

8. Team Adam – Clinton Washington (Wanted – Hunter Hayes) vs Nathan Hermida (Leave Your Lover – Sam Smith)

https://www.youtube.com/watch?v=Te0uECbCQSA

https://www.youtube.com/watch?v=K4sHULjL2Gc

Adam está mesmo numa temporada complicada. Seus dois Knockouts foram os dois piores da semana com tranquilidade. Clinton, que havia feito um belíssimo trabalho com India, falhou na tentativa de brilhar sozinho. Foi tecnicamente bom, mas nada mais que isso. Uma pena, porque achei sua escolha musical brilhantemente ousada e sua execução consideravelmente melhor que a média dos cantores que optam por essa música. Acontece que Nathan, que eu achava eu não teria chance alguma, acabou se mostrando um dark horse dentro do contexto desse Knockout, e, ainda que não tenha sido lá o rei da afinação, entregou uma performance muito digna, envolvente e extremamente conectada à canção. Toda a aura à sua volta foi tomada pela energia que Nathan impôs durante sua apresentação, e isso é muito mais do que eu esperava dele.

Vencedor: Nathan.

Merecia vencer: Nathan.

7. Team Xtina – Ashley Morgan (Heartbreaker – Pat Benatar) vs Sonic (A Woman’s Worth – Alicia Keys)

https://www.youtube.com/watch?v=fuaBZqrkntE

https://www.youtube.com/watch?v=zcnW0I7msgA

Eu havia depositado muitas esperanças em Ashley, e ver que Xtina fez questão de concentrar seu coaching na presença de palco da cantora foi reconfortante. Certamente as ótimas divas da diva pop conseguiriam fazer com que essa excelente vocalista finalmente mostrasse personalidade, ainda mais em uma música tão forte como “Heartbreaker”. Infelizmente, a edição me enganou profundamente. Ashley continuou mirando e acertando as notas como uma sniper vocal, como de costume. Mas foi tão qualquer coisa naquele palco que era impossível acreditar que havia qualquer envolvimento com a canção. Ashley simplesmente ignorou tudo o que foi dito por Xtina. Só foi lá e cantou. Imaginem o que uma Sarah Potenza ou uma Hannah Kirby, mesmo sem essa precisão vocal de Ashley fariam com essa escolha musical? Ficou até fácil para Sonic, que mostrou uma perfeita interpretação da canção de Alicia Keys (ela está bombando nesta temporada, hein?), conexão total e uma sensualidade extremamente elegante. Sonic precisa urgentemente trabalhar seus agudos, mas fez um belo trabalho e deixou Ashley e toda a sua técnica comendo poeira no ringue.

Vencedora: Sonic.

Merecia vencer: Sonic.

6. Team Pharrell – Hannah Kirby (Higher Love – Steve Winwood) vs Caitlin Caporale (Warrior – Demi Lovato)

https://www.youtube.com/watch?v=zSfL6MmKlHg

https://www.youtube.com/watch?v=nk8A4nPpmDA

As expectativas para esse Knockout estavam altíssimas, mas infelizmente não posso dizer que foram satisfeitas. Não que Hannah e Caitlin não tenham feito um bom trabalho, elas fizeram e eu gostei das performances. Mas ambas tiveram muito mais sucesso no passado do que agora. Hannah falhou bastante vocalmente e me lembrou a Hannah das blinds, pela qual eu não havia dado muita coisa. Mas sua presença de palco é hipnotizante, e ela nos cativa suficiente para relevarmos um pouco os problemas vocais. É bom, porém, que ela não use seu carisma como muleta e comece a se aprimorar vocalmente, porque essa fórmula vai se esgotar bem rápido. Caitlin, por outro lado, está se apoiando demais em sua excelência vocal para seguir em frente, e com uma escolha musical morna como “Warrior”, ela corria um risco real de ter sido eliminada aqui. É até engraçado ver que Pharrell pareou duas cantoras com pontos fracos extremamente opostos. Como This is The Voice, Pharrell fez a escolha correta, mas é importante que Caitlin entenda que precisa fazer alguma coisa para se tornar interessante de se assistir, não só de se ouvir.

Vencedora: Caitlin.

Merecia vencer: Caitlin.

Steal: Hannah (Team Blake).

5. Team Blake – Brian Johnson (Nothing Ever Hurt Like You Do – James Morrison) vs Sarah Potenza (Wasted Love – Matt McAndrew)

https://www.youtube.com/watch?v=SBM4KjohykA

https://www.youtube.com/watch?v=08cG9mnOIf0

Brian até que cantou direitinho, mas entregou uma performance tão genérica que não consigo pensar em nenhuma especificidade para comentar aqui. Principalmente diante do sensacional trabalho de Sarah, que, independentemente do restante da temporada, já merece o prêmio de melhor escolha musical de 2015. Achei simplesmente genial ter selecionado uma música de Matt McAndrew recém-saída do forno. Matt, por sinal, tornou-se o segundo ex-The Voice e o primeiro não vencedor a ter uma canção escolhida para um cover em reality musical. Não é pra qualquer um, assim como não é pra qualquer um o trabalho entregue por Sarah, que tem apoiado suas performances em berros potentes e interessantíssimos, mas aqui pôde mostrar que sabe muito bem ser sutil quando chega a hora – e o timing que ela escolheu para variar entre a delicadeza e a explosão foi simplesmente perfeito. Sarah ganhou com louvores e, como se não bastasse o baixo nível do Team Adam, ainda tivemos que ver o coach optando por um Steal completamente desnecessário. Brian é um bom cantor, mas eu viveria perfeitamente sem esse Steal – provavelmente melhor do que viverei com ele.

Vencedora: Sarah.

Merecia vencer: Sarah.

Steal: Brian (Team Adam).

4. Team Blake – Cody Wickline (‘Til My Last Day – Justin Morre) vs Corey Kent White (Live Like You Were Dying – Tim McGraw)

https://www.youtube.com/watch?v=5vKfsmZ9b40

https://www.youtube.com/watch?v=unDrr8GJJts

Cody Wickline fez uma blind que chamou a minha atenção, mas havia me decepcionado bastante em sua batalha, e esse status permaneceu durante seu Knockout. Boa execução, e uma dicção até melhorzinha, mas nenhum sabor diferente ou interessante. Aí entra um Corey dando 100% de si me sua performance e conseguindo dar significado e sentido melódicos a cada verso da canção. Senti novamente a empolgação que o Corey das blinds havia me dado e o Corey das batalhas falhado miseravelmente em reacender. Com essa recuperação, o cantor recupera meu respeito e retorna às primeiras posições do meu ranking de artistas da temporada. Excelente trabalho!

Vencedor: Corey.

Merecia vencer: Corey.

3. Team Pharrell – Mia Z (Hold On, I’m Coming – Sam & Dave) vs Paul Pfau (I Don’t Need No Doctor – Ray Charles) vs Sawyer Fredericks (Collide – Howie Day)

https://www.youtube.com/watch?v=HSXbdr5_POE

https://www.youtube.com/watch?v=mjWeQNfYfHA

https://www.youtube.com/watch?v=qek5iCHWARg

Vou começar esta análise com um pequeno depoimento. Comecei a assistir ao episódio de segunda numa dessas madrugadas da vida, depois de ter chegado de uma festa. Quando chegou o momento do Knockout triplo, eu já estava esgotado, morrendo de sono. Percebi isso quando comecei a dar umas pescadinhas durante a performance de Mia Z e uma boa cochilada enquanto Paul Pfau cantava. Aí Sawyer chegou. E, mesmo morrendo de sono, simplesmente não foi possível me desligar do que esse garoto fazia, da maneira extremamente convincente como ele vendia seu trabalho e interpretava a letra da canção. Vejam bem, minhas pescadas não são culpa da Mia e meu cochilo não foi culpa do Paul. Eu estava com sono, mesmo, e obviamente entendi que era melhor parar e rever esse Knockout e o restante do episódio no dia seguinte. Mas o fato de Sawyer ter conseguido me prender daquela maneira já me dizia muito do que eu precisava saber sobre esse Knockout. E, de fato, a esta altura, o único motivo porque o garoto não está no topo absoluto da minha lista de preferências é 100% baseado em gosto pessoal: ainda acho a voz um pouco mais anasalada do que eu gostaria. Mas já aprendi não só a respeitá-lo como também a apreciar seu competentíssimo trabalho. Sem um instrumento, Sawyer se tornou ainda mais cativante, pois pôde se abrir um pouco mais, usar mais o palco e não se esconder por trás de nenhuma outra tarefa além de cantar.

Não posso também deixar de falar sobre Mia e sua dinâmica absurda ao longo da performance. Mia está crescendo e amadurecendo diante dos nossos olhos durante sua jornada no The Voice, e isso é lindo demais de ver. Totalmente à vontade durante a performance, ela mostrou que já domina muito melhor a própria voz do que dominada na época de sua blind audition, e não apenas isso: Mia agora consegue usar a dinâmica a seu favor, compreendendo que não pode simplesmente mostrar os truques que conhece, mas sim associá-los à canção que está interpretando e, assim, usar seus truques para adicionar algo especial ao seu significado. Foi exatamente o que ela fez com extrema competência. Paul também cantou muito bem, fez tudo direitinho e não tem motivo absolutamente nenhum para se envergonhar, mas, diante desses dois monstros, não havia o que ser feito.

Vencedores: Sawyer e Mia, nessa ordem.

Mereciam vencer: Sawyer e Mia, nessa ordem.

2. Team Blake – Meghan Linsey [(You Make Me Feel Like) A Natural Woman – Aretha Franklin) vs Travis Ewing (I Don’t Want To Be – Gavin DeGraw)

https://www.youtube.com/watch?v=DQSQ3D-K0PM

https://www.youtube.com/watch?v=v1B8fV8WT24

Meghan perdeu um ou dois pontinhos (e provavelmente o topo deste ranking) pela escolha óbvia e insuportável de uma música que é maravilhosa, mas que já foi interpretada pelo menos umas 50 vezes em realities musicais (Kelly Clarkson abriu essa porteira em 2002 quando cantou a música de maneira absolutamente inacreditável no primeiro Idol). E Meghan não deixou nem um pouco a desejar em relação à primeira queridinha da América dos realities musicais. Performance linda, claramente sentida e entregue por inteiro pela cantora! Os melismas no final me arrepiaram completamente, e eu, por enquanto, elejo Natural Woman como a performance solo da temporada (sim, porque a performance da temporada ainda é Hound Dog). O excelente Travis também deu tudo de si e fez muito bonito, especialmente na supersegurada de nota no final. Mas, depois de ter esquecido seu frescor e sua originalidade lá nas blinds, ele não era páreo para esse monstro chamado Meghan Linsey. Por outro lado, ainda teria sido um Steal bem melhor para o Team Adam do que Brian Johnson, não?

Vencedora: Meghan.

Merecia vencer: Meghan.

1. Team Xtina – Kimberly Nichole (If You Love Somebody Set Them Free – Sting) – vs Koryn Hawthorne (Try – Pink)

https://www.youtube.com/watch?v=RpkwbIO8Etk

https://www.youtube.com/watch?v=MPpoi8mCVZI

Vou começar falando a real: nem Kimberly nem Koryn cantaram mais do que Meghan em seu Knockout, e essa é a pura verdade. Ainda assim, essas duas (e que fique claro que são AMBAS, combinadas) fizeram o melhor Knockout da semana, simplesmente porque são o único par que realmente deram a algum coach uma decisão difícil a ser tomada. Adam foi quem melhor resumiu a questão: todos nós sabíamos que Kimberly iria arrasar como fez, mas o que ninguém imaginava é que Koryn seria capaz de ir lá e concorrer de igual para igual com uma oponente desse calibre. Ainda que tenha escolhido uma música que já está começando a cansar em realities, Koryn tem um timbre único que conferiu uma boa dose de originalidade à sua versão. Além disso, a cantora foi fundo em cada palavrinha, interpretando Try como se aquela fosse a última performance da sua vida. Eu consegui sentir na pele a emoção da cantora, principalmente quando um refrão como “You gotta get up, and try, try, try” se encaixa como uma luva na situação de alguém que enfrenta uma favoritaça como Kimberly, mas mesmo assim sobe ao palco e dá tudo de si. Os “try” levemente melismáticos (acabei de inventar essa palavra) que finalizaram o primeiro refrão, a originalidade da entonação do verso “When you’re out there doing what you’re doing”, a maneira como ela explode no palco após cantar “Tell me that you’re just gettin’ by”, e, claro, a belíssima segurada de nota que transformou a palavra “up” em algo de umas 18 sílabas e que precisava de 10 segundos para ser dito… tudo nessa performance foi absolutamente estonteante, e até a própria Kimberly mostrou uma empolgação gigantesca e foi correndo abraçar a concorrente depois da performance. Falando em Kimberly, amo tudo desde as blinds, ela é dessas. As sainhas, os passinhos estilosos, as expressões faciais, os gestuais com os braços, o olhar de quem se diverte e ama fazer o que faz, tudo isso pra finalizar com a voz inacreditável que não sabe o que é errar e parece nem fazer esforço pra isso. Os rugidos como o do final, particularmente, são um deleite para os meus ouvidos! Assim, não posso dizer que não amei quando Christina contrariou todas as expectativas e decidiu manter Kimberly em seu time. Pior para Koryn, que, mesmo roubada, vai ter que concorrer com Mia, Sawyer, Caitlin e uma quarta pessoa pelos votos do público e o save do coach, ou seja, já é praticamente carta fora do baralho. Algo me diz que Pharrell estava guardando seu Steal para recuperar Kimberly, mas Xtina acabou com sua festa e ele teve que se contentar com Koryn, o que, depois de uma performance dessas, não deveria nem de longe ser prêmio de consolação. Koryn conquistou com louvores seu lugar nos Lives, e provavelmente terá sido o Steal mais merecido da temporada (empatada com a própria Kimberly).

Vencedora: Kimberly.

Merecia vencer: As duas, já disse que não sou obrigado.

Steal: Koryn (Team Pharrell).

É isso, pessoal! Acho que, depois de Knockouts como esses, o máximo que posso fazer é deixar vocês mandarem ver nos comentários. Pra mim, a oitava temporada já superou as duas últimas com uma folga gigantesca (e provavelmente a primeira e a quarta também, mas não com tanta folga, por enquanto). Como faltam apenas 6 batalhas (com 1 steal), ou seja, 7 cantores e 5 eliminações, vou esperar o fim dos Knockous para analisar os times completos na próxima review. Até lá!

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.