
Avanços na trama, personagens explorados de maneira exemplar e poesia enchendo nossos olhos. É o que vimos neste episódio.
Spoilers Abaixo:
Kate está se preparando para um evento de cosplay, fantasiada de Princess Valhalla Halkwind, quando um tornado se aproxima. Marshall, como belo nerd que é, percebe o erro no telejornal que anuncia a chegada do tornado e fica indignado.
O clima é de tensão, mas no fim das contas o refúgio é o porão. E tem lugar melhor para desenterrar as sujeiras de uma família do que uma reunião subterrânea? Acredito que não. E acredito também que Tara nunca foi tão aproveitada como neste episódio.
O cenário é simples. Catástrofe lá fora e refúgio no porão da casa do vizinho, lugar que já vem provocando muitas mudanças na vida de Tara e sua família. Adicione à cena os vizinhos gays e Charmaine, irmã problemática e claustrofóbica da protagonista.
Sim, o cenário era perfeito para uma transformação de Tara, mas Diablo Cody, como genialíssima que é, caprichou na dose. Além de Buck, Alice e Gimmy, quem apareceu foi Shoshana, a nova terapeuta. E numa sessão de terapia, as verdades foram ditas.
Onde está a verdadeira Kate? Max está ali porque é mais confortável?
Além disso, segredos também foram expostos, como a falsidade de Charmaine e sua gravidez.
Uma reunião poética e maravilhosa que anuncia o clima do que estar por vir nesta temporada, repleta de segredos e mistérios a serem revelados. Esta pode ser a hora certa para a família Gregson sair do porão, resolver seus problemas e reconstruir suas bases, assim como a cidade destruída com o tornado precisa de reformas.
O crepúsculo se anuncia ao fim do episódio, com uma cena carregada de poesia. Tara, destruída por dentro, caminha por uma rua destruída. Ambas esperando por reparos. Se eles virão? Só o futuro pode dizer.
E o que tenho a dizer é isso. Um episódio perfeito que me privou de críticas e me encheu de poesia.
2×07: Dept. Of Fucked Up Family Services

Não bastava a destruição causada pelo tornado do episódio anterior, muita coisa aconteceu e a vida da família Gregson que continua uma bagunça. É assim que funciona em US of Tara, quando pensamos que nada pode piorar, a coisa esquenta.
Mais uma vez irei agradecer Diablo Cody, porque ela é responsável por todas as incríveis cenas que vêm sendo feitas na série. E esse episódio foi incrível, mesmo eu não sabendo avaliar se o anterior foi melhor. Por via das dúvidas, é melhor agradecer à Diablo pelos dois.
Este foi um típico episódio pós-catástrofe, onde as coisas estão sendo reconstruídas e colocadas em seu lugar. Para piorar, a família Gregson é denunciada ao Serviço Social e em poucas horas o assistente irá fazer uma visitinha para checar a situação.
Max foi bem explorado no episódio, beirando o desespero enquanto Tara e os outros familiares pareciam tranquilos com todo o clima de tensão. Tenho certeza de que este desespero de Max é um ótimo exemplo do quanto ele realmente se importa com a família.
Mas família é o ponto fraco de Marshall, que perdeu as estribeiras com a demente Courtney, mesmo depois de terminar o relacionamento numa cena hilária. Quem imaginaria que Marshall precisaria de alguém para ajudá-lo a terminar a bagunça que a Courtney chama de namoro? Adorei ver o mocinho soltando o verbo e tocando na ferida de seus familiares, assim como Shoshana fez no episódio passado. E, com isso, a bagunça que já era generalizada ficou pior.
Ou tem coisa pior do que Gimmy aparecendo na hora em que não deveria aparecer?
Tem sim. E essa coisa chama-se Kate. Mais uma vez a personagem e sua obsessão sem sentido pela Princess Valhalla Hawkwind (PVH) quebraram o clima tão interessante do episódio. Mas como sempre ignoro estas cenas, dessa vez não foi diferente.
O único fato que não ignorei foi o interesse de Tara pela tal criadora da PVH, Lynda P. Frasier. Pode ser que eu esteja errado, mas algo me diz que ela vai ajudar a protagonista em algumas coisas, por terem a arte em comum. Por enquanto, isso está nublado e veremos se fará algum sentido nos próximos episódios.
Outros dois fatos que não devem ser ignorados são o sumisso de T e a relação de Tara com o vizinho.
Primeiro, nossa adorável e falante T sumiu desde o início desta temporada, dando lugar a Shoshana, o que me fez questionar se Tara só pode suportar quatro personalidades por vez. Mas como não tenho certeza sobre isso, prefiro só citar para nos fazer pensar.
Certeza mesmo é que T sumiu, como Alice bem disse, e virou uma mendiga. Pode? Conseguem imaginar uma mendiga devassa que gosta de mascar chiclete? Eu consigo e dou muitas risadas pensando. Entretanto, além dessa revelação, Alice está muito brava com Max, por ele ter ajudado Tara a tomar os remédios e assim, “assassinar” os alters. Essa insatisfação é que deve ter piorado a situação de Tara e por isso ela anda tão sensível às transformações.
Segundo, o vizinho suicida é importante para a história. #fato
Desde que morreu timidamente no início da temporada e vem provocando muitos desenrolares na trama, o vizinho provoca também minha curiosidade. Até porque Tara acordar no túmulo do cara e descobrir que já pintou um quadro sobre ele, não são detalhes que podem passar despercebidos. Minha teoria é que ele está intimamente ligado com o passado da protagonista e de Charmaine, assim como a casa também está. Espero que eu esteja certo.
Por fim, foi de muitas confusões que a perfeição alcançou este episódio. Mas não aquela perfeição forjada por Max, Charmaine, Kate e Marshall quando Gimmy apareceu. Foi uma perfeição fodida, digna de US of Tara.













