Ok, acho que estou pronto.

Spoilers abaixo!

Assim que esse episódio acabou, a ficha finalmente caiu: Lost está a um passo de acabar. Depois do series finale nesse domingo, não teremos mais flashbacks, flashforwards, sobreviventes, outros, problemas paternos, irmãos, aviões… E What They Died For cumpre o seu papel como o último episódio regular da série, reunindo os melhores elementos dela e conseguindo, pela última vez, armar um cenário para Damon e Carlton trabalharem em cima durante o esperado series finale de duas horas e meia, The End.

Na ilha, após o que aconteceu em The Candidate, Jack e Cia têm um único propósito: matar o MIB, o que é de longe a ideia mais sensata que alguém já teve em basicamente todo o seriado. Mas com isso, surgem as óbvias complicações. Como matar um pilar de fumaça? Com o que matar? Ele sequer pode morrer? Logo, a segunda saída mais lógica é ir atrás da pessoa de interesse do momento, Desmond, que como todo mundo suspeitava, não havia sido morto pelo Sayid. Eu acho que um dos aspectos mais sensacionais dessa reta final é o fato da trama girar em torno do brotha, provavelmente o único personagem de toda a história que não me irritou durante um momento sequer. Ele é louco, é o protagonista de The Constant, metade do melhor casal da série e como provado pelas suas atitudes nos flashsideways, legal pra caramba. A maneira como ele está levando todos os sobreviventes a um único lugar – sendo preso rapidamente e contando com a ajuda da Ana Lucia para Michael Scofieldear a situação – é insana, não tem base científica ou até mesmo provas suficientes, mas ainda assim, no fundo do seu coração, cérebro, alma, qualquer coisa que o seja, ele sabe que os passageiros do voo 815 estão destinados a se tornarem os sobreviventes do voo 815, e como ele vai transformá-los nisso é um mistério, provavelmente um dos últimos restantes e um que eu vou adorar descobrir.

De volta pra ilha, nós vemos uma sequencia que poderia se tornar brega, mas não ficou por causa da execução sempre primorosa da trilha sonora e da edição, mostrando os candidatos restantes vendo e encontrando Jacob, que explica a sua escolha e acaba passando bastão pro agora assumido e comprometido homem de fé, Jack Shepard. E finalmente, depois de dois episódios, Richard, Ben e Miles estão de volta, cada um entrando para as duas horas finais de maneiras bem diferentes. Richard está aparentemente morto, mas sabem como é que é em Lost, só acredito quando ver o corpo com alguém do lado checando e dizendo “Yep, morreu”. Miles, como em todo o resto da temporada não ganha muita atenção e sai pela floresta enquanto Ben… Tanto por aquele discurso no fim de Dr. Linus, não é? Essa aliança com o diabo em pessoa pode ser mais um dos truques na manga do personagem que é definido por seus truques na manga, mas não deixa de ser peculiar ele estar sendo tão cooperativo. Ele não me parece alguém que tem, no momento, medo de morrer a ponto de virar pau mandado ou mesmo o desejo de cuidar da ilha, e com a sua vingança finalmente saciada com a morte de Widmore, não me surpreenderia se ele acabasse mudando de lado novamente e terminando a série como um herói.

“We’re going to a concert.”

Outras observações:

– Tenho medo do MIB querer destruir a ilha. Afinal, estamos cansados de saber que Lost não é lá muito boa com efeitos especiais elaborados.

– É lindo ver tudo se completando, todas as pequenas peças caindo no lugar, os personagens se juntando e tendo um propósito… Esse clima é uma das maiores coisas que eu vou lembrar quando Lost acabar.

– Me pergunto se eles vão ter tempo pra mostrar a cirurgia do Locke e o Ben desenvolvendo o seu relacionamento com a Rousseau agora que eles criaram uma espécie de linha de chegada nos flashsideways.

– Já estou de paz com o fato de que não teremos resoluções para tudo, mas espero que algumas pontas soltas na ilha (Miles, Claire) e outras fora dela (Eloise sabendo da realidade paralela, Charlotte) sejam resolvidas, mesmo que superficialmente.

– Como muito especulado, Jack finalmente virou Jacob e é o atual protetor da ilha. A jornada do personagem de homem da ciência a homem da fé fala por si só, mas não deixa de ser interessante o exato momento em que isso ocorre e como o Matthew Fox o interpreta bem. Ansioso pra descobrir um pouco mais sobre essa função no grande final da série.

A review do último episódio não será postada no horário normal por motivos óbvios. É uma ocasião especial, um episódio duplo e etc… Será postada, no máximo, até o pôr do sol do dia 24 (e sim, essa foi uma referência proposital).

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