Nada como um dia após o outro, ou melhor, nada como um episódio após o outro. Depois de uma pequena deslizada na semana passada, Chuck retorna com um excelente episódio e com múltiplos arcos, um retorno e uma grande participação especial, os caminhos que vão guiar essa brilhante temporada à sua Finale já começam a serem traçados.

Spoilers Abaixo:

Um dente é capaz para enlouquecer Chuck e mandá-lo para um manicômio nesse sensacional episódio. Não é pra tanto, mas é o que a General está achando. E essa foi uma jogada interessante dos produtores. Não lembro quando foi a última vez – e nem mesmo se isso aconteceu ALGUMA vez – que a fórmula da série foi deixada de lado. Tá, teve cena de luta e o Chuck salvando o dia no fim das contas, mas tudo serviu apenas como pano de fundo do período de insanidade de nosso protagonista, que sentiu-se isolado quando aqueles em que mais confia lhe viraram as costas.

Outra coisa interessante foi deixar o romance de Chuck e Sarah em paralelo com a própria história do espião. Explico: um destaque exagerado no romance dos dois iria desgastar o casal, que acabaria durando muito menos do que nós esperamos. Mas os sonhos de Chuck trouxeram à tona uma questão que, mesmo envolvendo seu romance e, principalmente, Sarah, podem dar sobrevida à série sem que se foque unicamente em: e como o romance dos dois vai sobreviver a isso?

O mais interessante de toda essa trama trabalhando os sonhos de Chuck é que ela aborda em um tema um pouco tenso, principalmente para uma série leve como esta. Está bom que Chuck não é a série mais realista do mundo, mas sempre me perguntei se a quantidade de informações na cabeça de Chuck e a freqüência com que ele as usava não lhe causariam algum mal. Um computador normal, quando usado ao limite, trava, queima, ou coisa pior. O que não pode acontecer com o delicado cérebro humano? Acho que veremos isso em foco até o fim da Temporada, e até mesmo nas próximas Temporadas, porque é algo realmente grande de se trabalhar. Ainda mais porque é quase certo que veremos Stephen Bartowski de volta até o Season Finale, então poderemos entender ainda mais sobre o Intersect, e é o que eu espero.

O drama do “Eu Te Amo” foi bonitinho e conseguiu agradar até a mim, que tenho o sentimental de uma pedra. Não foi grudento, chato e nem piegas, como poderia ter sido em tantas outras séries. Ponto, é claro, para o humor refinadíssimo da série, que consegue manter Chuck e Sarah engraçados, mesmo juntos, vendo TV, e zoando a própria série, que é exibida às Segundas nos EUA.

A história envolvendo Ellie e Devon deu uma reviravolta, mas nada que mude muito o que a gente já sabe. Obviamente, Justin não é um agente da CIA, mas vai se utilizar disso para convencer Ellie a colocá-lo em contato com seu pai. Tentando aumentar meu ângulo de visão, arrisco dizer que toda essa trama (que também deve durar até o fim da Temporada) serve “apenas” para fazer Ellie descobrir o segredo de Chuck. O que é bom, em partes. Continuo achando que vai ficar inviável quando todos souberem, mas do jeito que estão as coisas, com Ellie completamente desligada da trama principal, também não dá pra continuar.

Tivemos ainda a participação especial de Christopher Lloyd e o retorno de Anna Wu. Nenhum dos dois teve muita utilidade no episódio, para ser sincero. Esperava muito mais dessa participação do Christopher e fiquei meio frustrado com o seu personagem. Teria sido melhor que lhe dessem um personagem como o Merlin, porque a seriedade forçada e ranzinza do Dr. Dreyfus não me agradou em nada. Quanto à Anna, a única explicação para essa sua participação é que decidiram colocar um ponto final na sua história com Morgan, coisa que ficou faltando quando a série voltou já com a ausência da personagem. E para esse papel que lhe cabia, sua participação foi perfeita. Seja com Morgan ou com “Jeffster”, Anna teve o seu destaque, mesmo com poucas cenas, ao nos lembrar de uma época longínqua em que Chuck era um desastrado com um supercomputador no cérebro, e a Buy More tinha a exclusiva função de nos divertir.

Quanto aos elementos de sempre, acho que nem preciso comentar. Comédia estava em alta, me fazendo rir a ponto de passar mal e preocupar a minha família durante o episódio, principalmente nas cenas do hospício. A trilha sonora também estava impecável, e a evolução do roteiro estava no mesmo patamar que Chuck conseguiu chegar e não sair mais.

Com a finalidade de nos abrir diversas portas e mostrar quais caminhos a série seguirá até o Final de sua Temporada, Chuck nos apresenta mais um excelente episódio, que só me deixa com uma expectativa maior ainda em relação aos três episódios que ainda nos resta.

P.S.: Os mais atentos perceberam uma mudança na minha maneira de fazer a review, que não seguiu a ordem cronológica dos acontecimentos e nem narrou os momentos mais importantes do episódio de maneira “engraçadinha”. O Motivo é simples: tinha muita opinião que queria dividir com você, e para que a review não ficasse imensa, tive que mudar um pouco. Mas semana que vem, voltamos ao normal. Ou não.

P.S. 2: Josh e Chris, POR FAVOR, coloquem o Merlin como fixo na série. Obrigado!

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E, ahhh, enquanto terminava essa review saiu o anúncio de que a NBC RENOVOU Chuck para uma 4ª Temporada. Com encomenda inicial de 13 episódios! #ChuckMe

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