A flor mais delicada dos sete reinos.

Madalena. Se nos quatro primeiros episódios da trama estava meio apagada, nesses dois ela mostrou a que veio e dominou a trama direta e indiretamente. A megalomania já começa a correr solta em “No One But You”, com todo aquele clima da bruxa má da branca de neve, com espelhos que respondem perguntas e de quebra mostram o extenso guarda-roupa da rainha, no mais perfeito clima espelho, espelho meu. E Madalena é tão sutil e delicada quanto uma pedrada na janela, tivemos uma amostra maciça de todo o seu tato e finesse com os súditos e empregados do castelo. E ela gosta de Galavant no final das contas… “I Love You” prova o real sentimento dela pelo herói, ou seja, não passa de um corpinho bonito (boy toy nas palavras do mesmo) e a fusão imagética de um casal atraente de fazer inveja a tudo e todos. Além de eliminar o rei e ficar com o castelo e o reino só pra ela.

E por falar nos empregados… O chef também teve seu momento de brilhar sob o holofote musical nessa semana. “Share My Life With You” demonstra a paixão do cozinheiro pela camareira da rainha. E apesar de tratar de miséria, expectativa de vida baixa, filho natimortos e peste negra, a musica é leve e divertida (por incrível que pareça!), e é legal ver Darren Evans cantando com todo aquele jeito desajeitado de ser. E finalmente, depois da verdade dita sobre o plano, e de uma rodada de confissões na masmorra real, Galavant e Isabella declaram o que sentem pelo outro em “Love Is Strange” que descreve todas as bizarrices que ocorrem em casais na ficção e na vida real. E todo aquele background de celas abertas e ninguém ter percebido que poderiam sair a qualquer hora só torna tudo mais engraçado.

E como citei na review passada, três participações especiais apareceram nessa dupla de episódios: “Weird” Al Yankovic, como o monge confessor do monastério de Valencia, no qual em vez de fazer voto de silêncio, fazem voto de canto (impagáveis os momentos de corte pra impedir a cantoria); Ricky Gervais como o mago Xanax, “substituto” de Merlin e como o nome já sugere possível fornecedor de poções de cunho alucinógeno ou “recreativo” (“A Day In Richard’s Life” teve referências de Mary Poppins a Harry Potter) o que poderíamos chamar de “ecstasy medieval”; e por fim Rutger Hauer como Kingsley o irmão mais velho do Rei Richard e “badass” do reino, e que a convite de Madalena veio pra depor e infernizar a vida do rei mais insano da telinha. E por falar nisso, o flashback alucinógeno de Richard rendeu o momento em que ele conheceu Gareth e a primeira de muitas humilhações que viriam em sua vida.

Mantendo o ritmo coeso entre comédia e musical, Galavant caminha para seu (possível e infelizmente) final, prometendo um conflito interessante pra quem vai dominar o reino, tudo isso em meio a tiradas espertas e a insanidade que já virou marca da série. Até a próxima semana com os dois últimos capítulos da jornada e que espero eu que não sejam os últimos da jornada da série!

Dicas do Rei Richard 1: Começando desde já a campanha #SaveGalavant, para renovarem a série para mais uma temporada!

Dicas do Rei Richard 2: Mais referências a Game of Thrones: Sabemos que são sete reinos e Madalena se denomina Quebradora de Correntes (Breaker of Chains). Tá querendo ser Khaleesi…

Dicas do Rei Richard 3: E o modo poético de dizer as horas do pessoal? Não era mais pratico dizer que era as 9:00h? Kkkk

Dicas do Rei Richard 4: Sid dando a ideia do zíper e Gareth a de relógio…

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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.