
Como eu tinha medo desse episódio de Chuck. O nível alcançado na “Fake Season Finale” apresentada dia 05/4/2010 me fez imaginar uma queda imensa na qualidade da série, porque era impossível manter o mesmo nível. Mas o impossível, aconteceu.
Spoilers Abaixo:
Em alguns momentos, nas minhas reviews anteriores, deixei claro que tinha algumas preocupações em relação ao futuro da série. Sempre senti que, à medida que todos descobriam sobre Chuck, algumas portas eram fechadas e, com isso, a série estava se aproximando do seu fim. Depois do excelente 13º episódio, então, eu tinha certeza que o fim estava próximo. Não havia como deixarem Chuck e Sarah juntos, como um casal, e tudo continuar da mesma forma de antes. E realmente não tinha. Era necessária uma mudança brusca no formato da série, já consagrado por 3 Temporadas. E nesse 14º episódio, Chuck assumiu os riscos de mudar o seu formato, e acertou em cheio.
Nada muito exagerado, mas que caiu feito uma luva para a série. Chuck e Sarah agora adotam o papel de “Casal Espião” como em Sr. e Sra. Smith, roubando o foco da ação e assumindo o centro da parte “espião” da série. Casey, para não perder sua função, assume papel secundário na equipe, e ao seu lado foi introduzido Morgan, e ficam mais responsáveis pela comédia do que pela ação. Excelente forma de aproveitar esses 4 personagens. Dessa maneira, a série mantém todos os elementos que a fizeram tornar-se um sucesso e garante que seus personagens se adaptem às novidades.
Esse mérito também cabe aos atores. Já havia destacado em outras situações a grande química entre Zachary Levi e Yvonne Strahovski, mas eles conseguiram se superar ainda mais neste episódio, sendo perfeitos em todas as cenas, sejam as mais românticas ou as de luta, que foram muito bem coreografadas, vale-se destacar. E também devo elogiar o Joshua Gomez que, ao que parece, vai se tornar o “Novo Chuck” da equipe, uma vez que seu amigo já é um espião completo, sobrando para ele a vaga de nerd que deve ficar no carro.
Mas vamos ao episódio. Depois de finalmente ficarem juntos, Chuck e Sarah não se desgrudam mais, e colocam em prática o plano de fuga que havia sido abandonado em Praga. Obviamente que o Governo dos EUA não deixaria que dois agentes da CIA sumissem do mapa e logo a General mandou Casey no rastro deles. E graças a ajuda de Morgan, que teve papel fundamental em todo o episódio, eles chegaram ao trem em que estavam Chuck e Sarah.
No trem, o casal mostrou que não é tão fácil assim abandonar a vida de espião, e entre olhares e fugidinhas do quarto, os dois estavam “trabalhando” numa nova missão. Juan Diego Arnaldo, um terrorista famoso na Europa estava a bordo com um caderninho cheio de números e nomes. A única coisa que atrapalhava na missão era o fato de um estar trabalhando pelas costas do outro. Chuck imaginava que Sarah queria que ele largasse a vida de espião para ficar com ela, Sarah, por outro lado, achava que era Chuck quem queria largar tudo para o alto. E esse disse-não-disse do casal determinou a falha de seus planos.
A grande falha que me refiro é que Juan Arnaldo era, de fato, um terrorista, mas já tinha aceitado um acordo, e estava no trem acompanhado de dois agentes da Interpol.Ao apagar os agentes, o casal só conseguiu facilitar o trabalho dos verdadeiros terroristas, que queriam Juan morto. E claro, o clímax do episódio é quando Chuck e Sarah têm que corrigir seus erros e “limpar a bagunça” que fizeram.
Enquanto Chuck e Sarah lutavam algemados com duas dúzias de terroristas, em Burbank, rolava a festa de despedida de Ellie e Devon, que estão de malas prontas para a África. Chuck perdeu a festa da irmã, o que a deixou muito triste, com direito a discurso bêbado na festa ao som de Jeffster. No final tudo acaba bem. O relacionamento de Chuck e Ellie, que eu já disse ser um dos melhores da TV, resiste a esses pequenos problemas, e Ellie pode ir embora em paz sabendo que o irmão caçula está feliz com Sarah. Mas, tenho a certeza de que Ellie não vai embora, e isso deve ser uma trama de destaque nessa segunda parte da Temporada.
P.S.: O melhor é a oportunidade de vermos o Intersect 2.0 em ação com mais freqüência, uma vez que, ao lado de Sarah, Chuck mostrou que o “computador” funciona perfeitamente. Teve vários flashes nesse episódio, principalmente nos momentos mais necessários.
P.S. 2: Concordo com a General em gênero, número e grau: Já era tempo.













