O último confronto de uma emocionante jornada épica.
Épico! Nenhuma palavra define melhor esse Series Finale de Korra a não ser épico. A animação chega ao seu derradeiro final de modo emocionante, apresentando um nível técnico impecável e a redenção de alguns personagens e o brilhantismo de outros, mostrando que nada foi colocado por acaso na trama, mostrando que tudo estava planejado. Vamos por partes.
“Day of the Colossus” começa exatamente de onde o episódio anterior termina, mostrando o ataque do meca-traje gigante de Kuvira à Cidade da Republica, e mesmo servindo como ponte para o final propriamente dito foi o primeiro passo da emocionante despedida da série. O que ficou muito bacana de se ver cada personagem teve uma função no decorrer da batalha, ninguém ficou jogado pra escanteio e teve seu momento de brilhar um pouco na tela. A concepção visual do meca-traje também ficou interessante de acompanhar, até então não tinha feito muito mais do que caminhar, e a batalha lembrou bastante os tokusatsu japoneses que fizeram sucesso aqui no Brasil. Até Meelo teve o momento de aparecer, sem ser um mini-chato de galocha que ele foi grande parte da temporada.
Legal também ver Pema e Wu ajudando a população a fugir do ataque de Kuvira. Wu finalmente atingindo um patamar de líder, mesmo que para isso recorra a métodos nada sérios. Acho que só as toupeiras texugos pra aguentar aquela cantoria mesmo. No mais foi um belo trabalho de equipe pra derrotar, ou pelo menos tentar, o gigante de platina que destruía a cidade, e foi de encher os olhos, as dobras, os ataques do Team Korra, o raio partindo prédios como se fossem papel, a “dobra” de prédio, foi tudo de um nível absurdo. E aqui vemos que tudo tem um planejamento ao colocar Hiroshi, o pai da Asami, lá no inicio/meio da trama, pois ele que ajudaria a equipe (com uma forcinha do Baatar Jr.) a conseguir destuir o robô, mesmo que em custa de sua vida.

E em “The Last Stand” a epicidade atinge o nível máximo. A ação mesmo dividida em grupos nunca perde o nível. É chover no molhado dizer que as coreografias das lutas de Korra são fluidas. Porém nesse finale elas atingiram uma fluidez absurda. A luta entre Korra e Kuvira foi de embasbacar qualquer fã da série. Toda aquela dobra de metal liquido, as acrobacias aéreas, a luta no núcleo do meca-traje gigante com Bolin e Mako, principalmente a parte do ataque elétrico, foi tudo de uma beleza impar, atingida talvez no finale da temporada passada.
E o nascimento do novo portal espiritual foi encerrar fechando com chave de ouro. Mesmo derrotada, Kuvira não é tão facilmente persuadida, é necessário levar metade da cidade junto com ela. E após a grande explosão, no mundo espiritual é que conseguimos ver o grande paralelo nessa temporada. O equilíbrio. Korra e Kuvira (K & K) de certo modo eram lados de uma mesma moeda, o que fica exemplificado na sequência no mundo espiritual e no seguinte diálogo:
“- Acho que eu vejo muito de mim em você.
– Não somos nada parecidas.
– Sim, nós somos. Nós duas somos ferozes e determinadas a ter sucesso, às vezes sem pensar direito.”
E nesse pequeno momento toda a temporada pode ser resumida. O equilíbrio entre fazer o certo e o errado está na direção tomada. Ambas tentaram ajudar seu povo, ambas lutaram feroz e determinadamente para isso, porém uma delas atingiu o que queria usando de métodos reprováveis. Nunca um vilão foi tão bem humanizado assim numa animação. Afinal todos nós estamos propensos a cometer erros devidos as nossas escolhas. E assim Kuvira se entrega, para pagar pelos erros, tomando consciência dos próprios demônios interiores.
E após uma batalha emocionante, nada mais emocionante ainda do que o casamento de Varrick e Zhu Li. Varrick foi de vilão a alivio cômico e finalmente conquistou um lugar cativo no hall dos personagens queridos da animação. O que falar do pedido de casamento que começa com ele comparando Zhu Li com um cavalo-avestruz? Mesmo assim foi tocante o pedido de casamento e a festa propriamente dita, não sem antes um pouco de estrelismo por parte de Varrick é claro! Também temos de citar o momento tocante de amizade entre Mako e Korra ali no finalzinho.

Mas o que deixou muita gente de queixo caído foi a confirmação do ship “Korrasami”. Não me lembro de nenhuma animação voltada ao publico infantil/adolescente ao mostrar um casal não heterossexual (tudo bem que não foi tão explicitamente assim, mas o final tá ai pra comprovar!). Não somente uma personagem feminina forte, como duas! E quebrando tabus ao criar um casal com ambas! É uma decisão corajosa dos roteiristas de terminar desse modo e mostra que não somente de questões politicas e filosóficas a série se mantêm.
Após esse final só fica uma pergunta no ar: Sério que tem de acabar?! Junto com a primeira série (Avatar: The Last Airbender) nenhuma animação marcou tanto como The Legend of Korra. É triste se despedir de algo que é tão bom e que vai fazer muita falta, o final foi agridoce ao nos deixar uma esperança de retorno (que eu espero com todo afinco que retorne!), mas a jornada valeu até aqui. Seja Aang ou Korra, os Avatares sempre terão um cantinho especial na minha watchlist e de muitas outras pessoas, e espero rever tudo desde o começo com a próxima geração por vir, porque definitivamente essa animação deve ser mostrada pros filhos, netos, sobrinhos…. Até logo Korra!
Em tempo 1: O Thiago Pereira não pode escrever o texto sobre essa finale, então eu fiquei responsável por essa tarefa. Espero que tenham gostado do texto =);
Em tempo 2: Creepy Meelo respirando na janela do robô…. Hide yo wifes, hide yo kids..kkkkk;
Em tempo 3: Todo personagem que dobra fogo tem de ter uma cicatriz? Primeiro Zuko, agora Mako!
Em tempo 4: Torcendo para que se resolverem fazer um filme, não deixem fazer aquela porcaria que fizeram com The Last Airbender. Um filme Avatar tem de ter todas essas batalhas e epicidade que a animação tem! Raava permita!















