Epic win, epic fail.
O velho e conhecido bromance entre Blake e Adam já se tornou tempero especial no The Voice e continua rendendo ótimos momentos para uma química perfeita entre a bancada. Embora os técnicos tenham características diferentes, admiro como os dois podem se adaptar a velhos e novos companheiros mantendo o entrosamento em um nível de perfeição na edição americana, que funciona como um exemplo para as franquias mundo a fora.
Antes de começar a última review desta temporada, fiquei pensando em como este breve período passou e como essa temporada foi importante. Sim, ela pode não ter o luxo dos melhores candidatos ou o brilho final de algumas que passaram, mas funcionou quase como um divisor de águas na história do The Voice. Enquanto muitos prometeram abandonar a atração (como sempre!), o rebuliço que a final causou no twitter nos mostra que o The Voice continua com toda a força e principalmente, reascendeu a chama da rivalidade após uma 6° temporada morna. Se este ano tivemos o prazer de acompanhar Pharrell e Gwen como técnicos estreantes, muitos estavam duvidando da longevidade dos velhos técnicos, valentes e calejados donos cativos da cadeira vermelha. Não que a vitória de Usher seja insignificante, ela apenas foi ok. Enquanto os novos técnicos despontavam como a “graça” da nova temporada e esperança para engatar uma nova emoção no reality, os veteranos técnicos assumiram o protagonismo na reta e final e mostraram que podem ter sim muita lenha para queimar.
Os dois técnicos chegaram até esta final em situações muito diferentes. Enquanto Gwen e Pharrel já haviam perdido todos os pupilos pelo caminho, Adam chegou com o time completo, cheio de confiança e artistas em ascensão. Blake chegou tímido, fazendo o que sabia melhor com um artista country formado, comendo pelas beiradas até o centro do ego de Adam Levine. Se essa temporada deixou a desejar para muitos em impressão musical, ela será lembrada daqui para frente como a vitória e a derrota mais épica da história do The Voice. Será difícil ser superada.
Como tivemos o prazer de, pela primeira vez, realizar uma dupla cobertura do The Voice aqui no série maníacos, nada mais justo que considerar as palavras e impressões do Tiago na última review deste ano.
Tiago Vaz
“Queridos Voicers, Fighters, McFans e apreciadores do que tem sido o melhor reality musical da década. Queria deixar as minhas deixar minhas últimas impressões sobre a temporada e a Flávia gentilmente liberou um espaço na review final para isso, então evitarei me prolongar demais.
A nova química das cadeiras funcionou bem com a chegada de Gwen e Pharrell, sendo que o Mr. Happy surpreendeu positivamente o telespectador durante as blinds, no entanto, os veteranos Adam e Blake deram um banho de competência na fase mais importante do show. A temporada contou com ótimos candidatos durante todo o percurso, sendo que muitos deles transmitiam um elevado potencial comercial. Embora o fator audiência seja mais importante para a NBC, eu sempre anseio por artistas que conquistem o sucesso comercial e desta vez, foi possível vislumbrar esta imagem em alguns artistas completos. [dream on] Tenho que citar cantores memoráveis dos realities como Kris Allen, Jermaine Paul, Tate Stevens, Leanne Mitchell, Jake Worthington, só para citar alguns nomes de sucesso mundial, que agora tem Ryan Sill e Damien incluídos na lista [/dream on]
Porém, durante a última jornada desse ano para encontrar a voz da América, tivemos alguns momentos ruins como as eliminações de candidatos prontos para os charts ou em nítida evolução, o treinamento falho dos novos coaches em suas desagradáveis escolhas de repertório, lives shows mornos com apresentações chatas e mesmo assim, ovacionadas pelos artistas da cadeira vermelha e a inclusão de uma repescagem que não acrescentou emoção alguma à competição.”
Na primeira noite, cada participante se apresentou 3 vezes. Uma apresentação com uma música escolhida, uma com seu coach e uma com uma música original oferecida especialmente para eles. Lembrando que os 4 clipes oficiais das novas músicas estão disponíveis no youtube.
Vamos aos resultados:
Damien – Soldier
https://www.youtube.com/watch?v=2oPPjunP5mQ
O divo blasé volta ao palco com sua semi-luz e terninho bem passado. A música original de Damien é perfeita para ele e a letra traz exatamente o ar que respira. Não me levem a mal, não canso e dizer que Damien canta muito bem, mas ele deveria adotar o estilo gospel e ser um artista muito bem sucedido no cenário. Simplesmente não aguentaria ouvir um artista nas rádios com o mesmo tipo de trabalho o tempo todo, no entanto, poderia ser realmente muito tocante ouvir suas performances do fundo do coração em uma igreja ou casamento, quem sabe.
Tiago Vaz
“Sem dor no coração, afirmo que adorei a música do Damien. Nem estou acreditando que isso seria possível, mas Soldier é a música ideal para a voz e o estilo de Damien. Tirando o clipe brega na chuva, Damien provou que pode ser mais que um cantor –de funeral– melancólico.”
Craig Wayne Boyd – My Baby’s Got a Smile On Her Face
https://www.youtube.com/watch?v=E62N_WYraIg
Entre todas as músicas novas apresentadas pelos finalistas, essa foi, para mim, a mais gostosa de se ouvir e ficou na minha cabeça um tempo depois da apresentação. Concordo com Blake que a canção se encaixou exatamente em Craig. A postura, a letra, tudo valoriza o artista que foi construído ao longo do programa: talentoso e charmoso. Se Gwen queria estar um pouquinho feliz pelo sucesso de Craig, essa é a sua contribuição. PS: Blake poderia ter um coach como ele para orientá-lo em seu primeiro single. Que cabelo era aquele?
Tiago Vaz
“A música country em sua essência, uma letra genérica, animada e com um refrão –chiclete – marcante. Juro que esperava muito mais da canção original de um provável vencedor, mas depois de ouvir a versão em estúdio até gostei da melodia. O único 2-chairs dessa final e derrotado nas batalhas e KOs é capaz de derrubar o forninho do Adam e a Rapaziada.”
Chris Jamison – Velvet
https://www.youtube.com/watch?v=kG7il6t128o#t=195
Chris pegou mesmo gosto por palcos luxuosos e espelhados. Adam acertou uma vez em transformá-lo em um artista mais pop com uma pegada dance e deu certo. Sim, foi uma ideia visionária investir na imagem swingueira de Chris e foi isso que o tornou um candidato ameaçador entre os mais populares do programa. Essa música me parece algo que Justin Timberlake cantaria ou um Ne-yo da vida, Chris fez muito bem e trouxe a apresentação mais leve da noite para as nossas casas.
Tiago Vaz
“Critiquei muito o cantor durante a temporada e o crescimento do ex-futuro vocalista de boy band me surpreendeu de um jeito que não acontecia desde a Amanda Brown (1-chair) detonando com Dream On. Se ele levasse o prêmio acharia muito justo depois de suas apresentações na final.”
Matt McAndrew – Wasted Love
https://www.youtube.com/watch?v=PJ7sKV98WXQ
Estreando com sua música, Matt era tudo o que esperávamos. Felizmente este também foi um acerto para o estilo e conforto do artista. A música vestiu Matt e transpareceu todas as suas facetas: soul, emoção, voz balanceada, recursos vocais e tudo que Matt demonstrou. Coincidentemente, justamente com sua música, considero esta apresentação de Matt uma de suas melhores até aqui.
Tiago Vaz
“Minha torcida por Matt cresceu durante a temporada, mas depois de The Blower’s Daughter desanimei um pouco com o seu desempenho. Ainda bem que em seu single inédito voltei a ver aquele Matt que merecia o título. Autêntico, equilibrando suavidade e explosão com maestria e ficando no topo do iTunes (como Dia Frampton na S1).”
Sobre as parcerias entre técnicos e pupilos, tivemos:
Chris Jamison & Adam Levine – Lost Without U
https://www.youtube.com/watch?v=8Nl-_ypzuFg
Chris e Adam possuem um estilo tão parecido que não me admira ele ter se tornado o queridinho do coach nas últimas semanas. Se Adam é bem sucedido e sabe o que funciona para ele, Chris foi muito beneficiado com isso. Em algumas partes da música, se você fechar os olhos, quase não consegue diferenciar quem estava cantando. Senti muita química entre os dois nesta apresentação e parece que Adam realmente acertou de novo na escolha, a música ficou perfeita na voz da dupla.
Tiago Vaz
“A maior surpresa dos lives acaba apresentando o melhor dueto dessa final. A junção dos timbres casou perfeitamente na canção de Robin, que permitiu o uso consciente dos falsetes tão agradáveis de Adam e seu underdog.”
Craig Wayne Boyd & Blake Shelton – Boots On
https://www.youtube.com/watch?v=ifEea4BYXZU
O mais interessante sobre esta parceria sem duvidas foi o conforto natural dos dois artistas em suas situações. O que senti sobre Blake nesta apresentação, foi o mesmo que senti sobre ele no inicio do programa: estava totalmente satisfeito com o artista que havia treinado e orgulhoso disso, e estar no palco com Craig seria um real prazer. Blake e Craig se divertiram no palco, nada mais vivo e genuíno poderia sair dali.
Tiago vaz
“Isso é tudo o que o típico americano do Tennessee queria ouvir! A clara sintonia entre dois artistas country que diverte e contagia até àqueles que torcem o nariz para o estilo musical. Ponto para Blake como coach e Craig que soube mostrar a sua experiência no palco.”
Damien & Adam Levine – Don’t Let the Sun Go Down On Me
https://www.youtube.com/watch?v=rG7K5Pd1e3M
Gelo seco no chão era tudo o que eu esperava de Damien (Bjs Ryan Sill). Sinceramente, esta nunca foi a praia de Adam ou Maroon 5, mas deixar seu artista na zona de conforto parecia ser o objetivo de Adam, afinal, tudo se resumiu a Damien nessa performance. Diferentemente dos outros shows, nesta apresentação em especifica Damien era a Sandy e Adam o Junior.
Tiago Vaz
“Dueto bem desencontrado, Adam não conseguiu transmitir a Damien a sua versatilidade vocal e tudo soou como uma versão karaoke bem propícia para as confraternizações de fim de ano da –NBC– empresa.”
Matt McAndrew & Adam Levine – Lost Stars
Adam já deveria estar cansado de tantas apresentações nesta noite, mas essa com certeza entra no grupo dos acertos. Os dois mostraram muita versatilidade nesta apresentação, Matt com seus recursos vocais não tão utilizados anteriormente, se aproximou do estilo de Adam e a melodia encontrou muita sintonia nas duas vozes, embora tenha sentido Matt um pouco descontente com o afastamento do seu estilo natural. Confesso que não fiquei muito animada com apresentação, apesar de reconhecer a qualidade. A postura misteriosa e suave de Matt é o que acho mais engraçado e estranho ao mesmo tempo. Em certos momentos, ele parece totalmente desligado da canção, mas consegue encontrar em sua voz uma razão para a música.
Tiago Vaz
“Um dueto tão água com açúcar que não me incomodou, mas que tive que assistir novamente de tão –chato– esquecível que foi. Tanta música boa do Marrom Cinco e Adam me escolhe essa música de sesta sabática que não criou o momento que Matt merecia nessa final.”
Após as novidades da noite, os participantes fizeram suas tradicionais apresentações covers:
Craig Wayne Boyd – In Pictures
https://www.youtube.com/watch?v=JkvuyW52xos
Craig entrou em um processo de damienização nesta performance, mas pelos motivos certos. Pela primeira vez ele sobe ao palco do The Voice sem o compromisso de tocar seu violão ou mostrar seu potencial de astro de Nashville (Vem aí na quarta temporada? rs). Craig simplesmente sentou em seu banquinho solitário e cantou sua alma pelo os últimos apelos do programa e sim, deu certo. Craig foi convincente, dramático e maduro em sua apresentação. Mostrou sua faceta na hora correta e ganhou um pouco mais do respeito de publico ao mostrar que também pode ser profundo, além de performático.
Tiago Vaz
“Blake sabe como vencer tendo o candidato e o momento certo para atingir o emocional do telespectador. Ficou longe dos melhores vocais de Craig, mas foi puro e singelo a ponto de fazer minha mãe chorar e os meus olhos suarem.”
Damien – A Song For You
https://www.youtube.com/watch?v=JcC8VBjsjCs
Damien resumiu toda sua participação nesta apresentação: Sofrimento sem fim. A música escolhida é linda, tocante, marcante e tudo que pode ser, mas como Damien já fazia isso toda semana, foi apenas mais uma canção sofrida e olhos acompanhando o timecode do vídeo. “A emoção que Damien consegue transmitir” é o argumento que Adam insistiu para trazê-lo até aqui, porém este artificio pode funcionar como o remédio ou o veneno, e na dosagem que Damien aplica, é quase intoxicante. Quando um recurso é usado como diferencial, pode ser realmente um ponto forte, quando é explorado demais, é banal.
Tiago Vaz
“Não consigo mais criticar Damien, pois cada vez que vejo o quanto ele é ovacionado pelo público e pelos coaches começo a me preocupar se estou com algum grave problema de audição. Em plena final, o cantor estragou mais uma música.”
Chris Jamison – Cry Me a River
https://www.youtube.com/watch?v=c2_Hh91SlIM
Quando vi que Chris cantaria Justin Timberlake nesta noite, senti que era o que estava esperando dele há muito tempo. Claro que Chris não tem o visual de luxo de Justin ou as coreografias super trabalhadas (ainda, quem sabe…), mas sempre achei que os dois tinham algo em comum. Seja o visual trabalhado no sex appel, ou aquela voz mansinha, Chris foi muito feliz em interpretar um dos grandes sucessos de corno de Justin (it’s Britney, bitch!). A canção começou com uma perfeição tão harmoniosa que se tornou deliciosa de ouvir. Chris convenceu, apesar de achar que ele exagerou no final da musica com alguns gritos, realmente não precisava subir o tom da voz daquele jeito, mas como era Chris, tinha que ter.
Tiago Vaz
“Assumo que Cry Me a River é uma das músicas que mais toca no meu playlist. Dito isso, Chris não deixou a desejar na performance e fez o que podia pra merecer o título. Se esforçou, evoluiu no palco e vocalmente e teve humildade durante sua jornada.”
Matt MacAndrew – Somewhere Over the Rainbow
https://www.youtube.com/watch?v=MSPYdejJL24
Com muito pesar devo admitir que me decepcionei com a escolha musical. Não que a canção não seja bonita ou grande o suficiente, mas já estamos bem cansados desta que se tornou um clichê ambulante em realitys musicais. Sobre a apresentação de Matt, esperava uma escolha mais original, e já que foi essa musica, esta foi a introdução mais lenta para todas as versões que acompanhei. Me chamem de conservadora, mas um clássico como esse prefiro que fique intocável e a interpretação de Matt não foi a das melhores.
Tiago Vaz
“O problema de quando nossas expectativas estão no infinito –e além– é que a queda é muito dolorosa. Matt tinha em suas mãos o pimp spot e a vitória, mas deixou a desejar nessa interpretação. Adam –que se acha o Mágico de Oz– escolheu a canção errada para McPotter.”
No último e derradeiro episodio desta temporada, a noite prometia emoções e o twitter bombou com a transmissão simultânea da Sony no Brasil. Essa final carregava não só o destino tão aguardado de cada um dos seus participantes, mas um significado pessoal para cada coach. Gwen que gostaria de ver Bake vencer e se sentir orgulhosa por seu crédito na jornada. Blake que treinava um artista em que ele enxergava sua própria trajetória, Pharrell pela experiência de uma nova temporada mais regular e Adam com a expectativa de vencer o The Voice da forma mais épica já vista.
Como já era de imaginar, muita enrolação era prevista. Apresentações de artistas aleatórios, prêmios automobilísticos para os artistas, conselhos de ex participantes, vídeos longos e até mesmo uma menção de honra ao técnico mais derrotado da temporada com mais uma indicação ao Grammy foram pauta de procrastinação do episódio. A esta altura do campeonato, o iTunes já estava dominado e a expectativa era a mais alta possível.
Entre as apresentações da noite, tivemos artistas fazendo shows especiais, como:
– Bruno Mars Feat. Mark Ronson cantando “Uptown Funk” (dona florinda dourada lacrou a internet com seu visual bizarro).
– Ed Sheeran cantando “Thinking Out Loud” (filler da noite)
– Meghan Trainor cantando “Lips Are Movin” (invasão cover da Kety Perry no palco alucinado)
– Hozier cantando “Take Me to Church” (Para lembrar que Matt arrasou mais que o original)
Além dos shows especiais, também assistimos os finalistas em uma performance com um artista convidado:
Jessie J and Chris Jamison: “Masterpiece”
https://www.youtube.com/watch?v=HtWTKPqRgQs
Jessie J, uma das grandes vocalistas da atualidade, se junta à sensação das ultimas fases do The Voice em um dueto animado.
Matt McAndrew and Fall Out Boy: “Centuries”
https://www.youtube.com/watch?v=tnGzigbBkDo
Essa apresentação veio para me lembrar o quanto sempre achei que Matt funcionaria muito bem com uma banda, de repente até mais que um artista solo.
Lynyrd Skynyrd and Craig Wayne Boyd: “Sweet Home Alabama”
https://www.youtube.com/watch?v=hrdwyrP-PZA
Duvido vocês falarem “Lynyrd Skynyrd” três vezes rápido sem errar. By the way, a música é ótima.
Jennifer Hudson and Damien: “It’s Your World”
https://www.youtube.com/watch?v=Jfbs9pbvpUY
Diva e divo porpurinados com entrada dramática do astro.
Os finalistas também se apresentaram com participantes eliminados a sua escolha em números super produzidos, além dos técnicos em um exclusivo show natalino:
Coaches: “Have Yourself a Merry Little Christmas”
https://www.youtube.com/watch?v=XWPIZXpHMBo
Gwen Jessica Rabbit Stefani divando com seu vestido vermelho, Pharrell com morte cerebral até sua parte, Blake e Adam padrinhos de casamento. Mas ah, a mensagem foi bonita.
Sem mais delongas após um sono incontrolável que nos invadia as 2h, Damien foi anunciado como 4° colocado entre os finalistas e não escondeu sua decepção. Logo após, Chris, o participante que cresceu nas ultimas semanas foi anunciado como terceiro e logo se estampou na cara de Adam Levine um semblante de preocupação, enquanto Blake sorria marotamente. Infelizmente o programa teve a elegância de não filmar a cara de Adam quando Craig Wayne Boyd foi anunciado como o vencedor da sétima temporada do The Voice, mas Blake socava o ar e comemorava sua vitória com um grito de desabafo.
Ironicamente, quando Adam estava com tudo para empatar o numero de temporadas vencidas, Blake vence com seu único remanescente contra um time impressionantemente completo de Adam Levine, tendo agora o dobro de vitórias do arqui-amigo. Preferencias de técnicos a parte, Adam foi um excelente coach nesta temporada, apelou de todas as formas possíveis e isso não é errado, pelo contrário, fez tudo o que podia por seus artistas e os levou até a final quando alguns pareciam que poderiam ficar pelo caminho. Por outro lado, Blake usou toda sua experiência e carisma. Descartou dividir votos com seus outros artistas do mesmo estilo para investir em um que poderia ser o potencial vencedor: Craig. O participante já tinha o talento, ganhou o visual que precisava com Gwen e voltou para o time original mais forte. Já é conhecido que o country arrasta um exercito muito forte pelos EUA e não é a primeira vez que um artista do estilo vence um reality sobre outro que parecia mais popular (Bjs Carlie Rose Sonenclair). Nesta final, não posso dizer que esta vitória é injusta, pelo contrário, Craig a merecia como seus concorrentes. Matt morreu na praia a menos de um metro da areia, e embora muitos se lamentem, como eu, perdeu para um grande artista. Chris saiu do The Voice com a imagem lá em cima. Para um artista muito questionado, ele mostrou o porquê venceu polêmicas batalhas e chegou até ali, ninguém duvida de seu potencial agora. Damien, perdoe nossas zuações ao longo desta cobertura, mas sabemos que é um ótimo cantor e que seu mercado fica mais rico com sua revelação.
Analisando o ciclo final por Tiago Vaz:
“Os 4 cavaleiros do Apocalipse – [Dream On Finale]
Cavaleiro da Morte
Damien, montado em seu cavalo baio trazia consigo o choro que dura uma noite e se perpetua até engolir todas as suas vítimas com direito a Wildcard.
Cavaleiro da Justiça
Chris, o cavaleiro do cavalo negro, traz uma balança em suas mãos, símbolo da justiça. De um lado a sua derrocada nas fases iniciais e do outro, a sua grande evolução nos lives mostrando a razão de ser escolhido nos bottoms.
Cavaleiro da Guerra
Matt, em seu cavalo vermelho carrega uma espada, mostrando que iria até o fim da guerra, vencendo as batalhas a cada semana deixando muitos feridos pelo caminho (saudades Ethan, Rebekah? e Taylor Phelan!).
Cavaleiro da Conquista
Eis um cavalo branco, o seu cavaleiro Craig empunhava um arco dado por Blake. E foi-lhe dada a coroa, e ele cavalgava como vencedor determinado a vencer.
O melhor country do The Voice venceu merecidamente, não vejo a vitória de Craig como injusta. Matt teve uma jornada interessante nessa temporada, uma prova disso foi ver 10 de suas canções no Top 200 do iTunes. Mas Chris, seu companheiro de equipe, crescia a cada semana no programa e teve um desempenho excepcional nas semis e nas finais, creio que isso tirou de Matt alguns votos importantes enquanto o pupilo de Blake permanecia intocável. Em uma temporada que nos decepcionou algumas vezes, é curioso ver que os 3 finalistas seriam dignos do título, cada um com seus méritos. Por isso, afirmo que amei acompanhar o sétimo ciclo e agradeço a cada leitor do SM por aguentar meus devaneios –insuportáveis– infindáveis, por colocar o seu ponto de vista, criticar e comentar a cada semana. E que venha a oitava temporada com a volta do reviewer oficial.”
Agradecendo a todos os fieis e comprometidos leitores do Serie Maníacos, foi mais que um prazer cobrir esta etapa do nosso Reality favorito com o meu tão querido Tiago Vaz. A nova temporada, que reestreia já em Fevereiro, traz de volta Miss Christina Aguilera e Guto Cristino (Xtina&Xtino). Como já anunciado, Gwen Stefani volta como coach na nona temporada e quem sabe não temos mais uma chance para esta bancada? Sobre a derrota épica de Adam, uma imagem pode falar por todos nós:























