Gig Harbor Killer está de volta!

Em casos como o do Gig Harbor Killer que são trabalhados ao longo da temporada apenas com episódios chave nos trazendo mais informações, vemos um estilo específico de narrativa. Assim como em um episódio com caso da semana, também vemos a trama se desenvolver através de pistas que os CSI’s encontram, no entanto, com casos que se estendem ao longo da temporada a narrativa é mais extensa, mais pistas devem ser encontradas para se chegar a resolução final do caso. Ou seja, o trabalho do roteiro para deixar o espectador interessado é muito maior já que precisa cumprir o objetivo de deixá-lo interessado não apenas durante aqueles quarenta minutos e sim que o interesse perdure durante episódios que não vão abordar o assunto para mais tarde nos trazer mais uma etapa de pistas do caso. E eu já posso dizer que estou devidamente interessada e gostando bastante do que CSI nos mostrou do Gig Harbor Killer até aqui.

Desde o início do episódio estávamos recebendo uma série de novas pistas, novos elementos que são necessários para manter a história interessante e prender a atenção do espectador. Porém, se pararmos para pensar, tirando a revelação final, não recebemos nenhuma outra informação que mudou completamente o rumo do caso. Os CSI’s ainda estão combatendo o mesmo problema: conseguir provar a culpa de Paul. Mas, até o momento não foi possível cumprir com esse objetivo e nem parece que os CSI’s estão mais perto de conseguir.

Considero o episódio ruim por causa disso? Não, muito pelo contrário, acho
que o roteiro fez um ótimo trabalho ao exibir um episódio que ao mesmo tempo em que permitiu que o caso evoluísse e a investigação fosse se tornando mais forte conseguiu o fazer sem grandes reviravoltas, o que significa que a vida útil deste arco pode continuar sendo explorada por muito tempo porque mesmo descobrindo novas evidências a investigação não está mais próxima de sua conclusão do que estava antes.

The Twin Paradox foi um episódio de transição, que nos trouxe novas e importantes descobertas, que mesmo sem mostrar grandes revelações com certeza está criando bases para novas descobertas no futuro.

Nos primeiros momentos do episódio vimos um flashback com novas informações sobre a primeira vez que DB e Finlay investigaram o Gig Harbo Killer e já neste início vimos informações importantes. Principalmente sobre Dan, que parecia um tanto quanto obcecado por Jules há bastante tempo e, como já sabemos, mais para frente a decisão de não escutar Keri valeu a pena e o personagem conseguiu a atenção que queria. Mas, além dessa obsessão de Dan tivemos mais um elemento importante neste primeiro flashback.

Quando Finlay entrega sua arma pela primeira vez e explica para a policial que o tiro foi legítimo, a CSI comenta que possuía um mandato de busca, informação que rapidamente é desconsiderada, dando a entender que Jules provavelmente tinha um caso com o juiz. E, além disso, logo depois ouvimos Keri dizer para Dan que Finlay provavelmente tinha uma queda por Russel. Desde que entrou em CSI é possível perceber que a sexualidade de Jules é tratada de maneira bem diferente da das outras personagens. Não que Sara e Morgan sejam mostradas como puritanas, mas até o momento vimos muito mais parceiros de Finlay do que das outras duas. Mesmo que da parte de Sara isso possa ser em respeito à Grissom, não é possível negar que a sexualidade de Finlay é tratada de forma diferente, mais explícita. No que isso vai afetar o caso do Gig Harbor Killer até o momento não é possível afirmar, mas essas pequenas dicas do roteiro nunca são jogadas à toa e espero ver um pouco mais sobre isso.

Mas, vamos parar de divagações e falar mais sobre as novas pistas que vimos aqui.
No início do episódio os CSI’s encontram a seguinte frase na parede: “Pessoas mentem, sigam a evidência”. Porém, já no final do episódio vemos Finlay dizer a Russel que eles também não podem seguir as evidências. Que impasse maior para uma equipe de CSI’s poderia existir senão essa informação de que não é possível seguir a evidência? E por que vemos esse dilema sendo tratado aqui? Porque o Gig Harbor Killer foi e continua sendo capaz de fazer com que as evidências sejam interpretadas como ele deseja. Vimos o jogo entre o assassino, tratado como mente de crime, e os CSI’s que precisam descobrir como provar sua culpa.

Desde as câmeras deixadas como novo elemento da cena do crime com a constelação de virgem e a foto encontrada na cabeça da boneca que ocupava o lugar do caixão que deveria ser de Paul, tudo caminhava muito bem com o seu plano. Porém, vimos que o assassino não se desespera quando algo não sai como o esperado e rapidamente consegue modificar o plano para confundir os CSI’s. Quando Keri consegue fugir, o Gig Harbor Killer coloca outra peça do seu jogo em ação. Sabendo que seu esconderijo seria encontrado, ele deixa uma mulher presa no antigo hotel. Nunca imaginei que aquela personagem seria a dona do DNA masculino encontrado em vítimas anteriores do Gig Harbor Killer. E, além de ter sido um ótimo elemento para a trama dos assassinatos, ainda serviu para que a cena do flashback de Finlay se repetisse e vimos mais uma vez a CSI entregando sua arma.

Porém, apesar deste episódio ter sido focado em Finlay ele não nos deixou esquecer que DB também é um personagem chave para tudo o que está acontecendo. E para isso recebemos a presença da nova protagonista de CSI Cyber, a agente Ryan. No início não estava entendendo muito bem o objetivo de sua presença já que a vimos apenas confirmar o que já sabíamos. Porém, quando a própria personagem afirma isso foi possível compreender melhor. Primeiramente, sua presença foi utilizada como um recurso do roteiro para colocar DB e sua filha no centro da trama novamente e fazer com que os espectadores se lembrassem do que havia acontecido com Maya. Mas, mais importante do que isso, ela é um personagem que está vendo a investigação do lado de fora e pode analisá-la mais friamente. E foi exatamente o que aconteceu quando ela fala para Russel utilizar sua filha como isca para o Gig Harbor Killer, dando a entender que este será o plano utilizado pelos CSI’s para captura-lo. Mas, espero que ela apareça de novo para ajudar nesse caso e nos permitir conhece-la um pouco mais.

Agora, vamos a Dan, o elemento final deste episódio. Assim que o personagem chega no hospital e vemos a expressão de desespero no rosto de Keri já era possível ficar com a pulga atrás da orelha e começar a pensar o que ele poderia ter feito de errado e se ele estava envolvido no caso. Além do rosto de Keri, ainda temos Finlay observando a cena de longe com a mesma cara que todos estávamos fazendo, suspeitando também de Dan. Porém, não imaginei que rapidamente teríamos essa resposta e Dan seria colocado lado a lado com Paul. Será que foi essa uma maneira de o personagem conseguir as evidências que precisava para prender Paul? Será que é ele seu novo parceiro ou apenas um peão no jogo de Paul? Inúmeras perguntas surgem destes pequenos segundos finais do episódio, e neste momento só podemos especular já que não tivemos maiores informações sobre o encontro dos dois. O jeito é esperar mais pelo que virá a seguir!

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