Escolhas e prioridades traçadas em nossas vidas refletem nossa maturidade e nosso jeito de ver o mundo.

O episódio da semana nos trouxe uma ótima vilã, Olicity, Raylicity só que único que se comportou como cúpido no episódio foi o Diggle. Vamos a análise.

Gostei bastante da atriz que fez a Cupid, só achei meio Stupid a forma com que Oliver lidou com ela. A tal síndrome que direciona o comportamento da personagem foi um detalhe interessante e até justifica a personalidade meio “Harley Quinn” da moça. O sarcasmo presente nas frases e forma de lidar com as situações criadas por ela me cativara bastante. Achei plausível que a situação psicológica dela tenha deturpado todo seu senso de moral e a fixação pelo Arqueiro tenha nascido quando ela foi salva por ele durante a invasão de Starling pelos Miracurados. O fato de terem a enviado para a ARGUS dá brecha para que ela retorne para a série e isso até me anima. Acredito que a personagem pode ser mais bem aproveitada do que foi no episódio.

Parece que os roteiristas decidiram ver a Felicity tirar o atraso das duas temporadas anteriores e colocaram-na beijando todo mundo durante essa mid season. A moça já pegou o Oliver, o Barry e agora o chefe. Sem querer parecer machista, veja bem a inconstância nos relacionamentos e galinhagem do Oliver na primeira temporada também me incomodava, só que quantidade de pretendentes para a Hacker do Team Arrow já passou da conta. Se a Srta. Smoak estivesse decidida a curtir a vida, no máximo eu faria piada com o caso. Só que vê-la sendo jogada de um cara para outro desse jeito, chega a ser desrespeitoso com a personagem. Dá impressão que todos querem Felicity e ela está disponível para todos. Ela merece mais do que ficar presa entre um quadrângulo amoroso que não desata.

Não shippo nenhum relacionamento na série e acho essa pegada malhação, do cara que ama a mulher que está com outro cara, coisa de série Teen e não tem nada a ver com série de herói. Onde está o comprometimento com a causa? Onde está a maturidade dos personagens? Na boa, aquela cena do Oliver chegando no escritório e vendo o Ray beijando a Srta. Smoak é tão clichê que chega a gritar na nossa cara. Espero que não fiquem nessa por muito tempo porque descaracteriza e empobrece o show. Chamar a atenção para plots desse tipo significa que a série não tem nada melhor para nos mostrar. Entendo que é mais um dos conflitos do personagem principal só que o papinho do “não posso ficar com ninguém” perde o valor quando se da pit no quartel-general.

O detalhe produtivo desse episódio foi a apresentação do traje Átomo. A compra das minas feita por Ray Palmer e a revelação durante a conversa por telefone que seu verdadeiro interesse estava nos fragmentos de uma estrela anã, nos leva para os quadrinhos. A estrela anã é justamente o que lhe confere poderes no mundo da nona arte. Ainda acredito na teoria que o futuro “herói” recrutou Felicity pela a proximidade dela com o Arqueiro. Se o cara é realmente um filantropo, então Starling City terá mais um vigilante logo, logo.

O episódio quebrou a linha da narrativa da temporada quando não abordou a morte da Sara – apenas uma menção feita pelo Diggle, vazia a meu ver já que Felicity havia dito que nenhum arqueiro teria atirado aquelas flechas – e nem os treinos de Laurel. Eu fiquei com gosto de episódio Filler na boca e só salvo o desenvolvimento do Ray Palmer e a introdução do Capitão Bumerangue, já que o vilão será o responsável pelo crossover com Fash. A vilã, apesar de bem caricata, não foi tão aproveitada e o desenvolvimento de vários plots simultâneos (Ray e Felicity, Cúpido e Oliver, DJs do Verdant, Diggle preocupado, Oliver com ciúmes e Roy incomodado com a morte do policial) sobrecarregaram o ccapítulo da semana e pouco acrescentou ao desenvolvimento da história. Já está na hora do show mostrar a que veio e esquentar um pouco as coisas, porque essa temporada ainda não empolgou.

ps1: Mais alguém ficou com uma pulga atrás da Orelha com o novo DJ do Verdant? Pois é. Não sabemos se o garoto quer algo a mais do que dinheiro e namorar a chefe, por enquanto. Esse pequeno destaque nunca não é nada.

ps2: Pela primeira vez gostei dos flashbacks em Hong Kong. A situação onde Oliver e Tatsu presumem que Maseo tinha morrido e o futuro Arqueiro apanhando de um membro da gangue local foi ridícula. Mas a demonstração da perícia com a espada da futura Katana foi incrível. A futura adversária da Thea manda muito bem.

ps3: Obrigatoriamente os aspirantes a heróis ou vigilantes em atuação precisam fazer o exercício de barras em escada em Arrow.

ps4: Felicity Smoak: “Eu tenho um tipo”. Tudo bem, eu ri.

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