1, 2… Louise vai te pegar… 3, 4… É melhor trancar as portas…

Muitos de vocês provavelmente não viram o meu anúncio no Twitter, então anunciarei aqui também: gostei muito de absolutamente tudo do crocantíssimo Ambush e quase pari uma criança ao ver Queen Vicky caída na sarjeta, mas nada, nada mesmo, foi capaz de roubar tanto a cena como Louise, minha nova queridinha de Revenge.

Ao longo dos últimos episódios, vimos diversas facetas de Louise, e eu gostaria, enquanto conversamos sobre Ambush, de passar com vocês por cada uma delas. Vamos lá?

Louise bem relacionada

Louise é rycah, é poderosa, é invejada. Ela sabe disso e usa todos os contatos que puder para se dar bem na alta sociedade dos Hamptons, seja com laços familiares (como o primo que ela usou como desculpa para criar sua armadilha para Margô), seja com suborno, mesmo. É uma maravilhosa!

Louise carente

Com a mãe dos infernos que teve, quem pode culpar Louise por apenas querer um pouco de amor invasivo e sufocante? Pobrezinha! Aliás, os roteiristas de Revenge são altamente freudianos, adoram culpar a mãe dos personagens pela podridão de suas almas, repararam?

Louise Sexy Hot

Louise tem um corpo e tanto e sabe muito bem como usá-lo. O que dizer sobre essa pose na saída da piscina para provocar Daniel? Dispensa comentários, certo?

Louise autora de best-sellers de autoajuda

Quem compraria “Você pode ter o que ninguém mais pode” no dia do lançamento e passaria HORAS na fila da sessão de autógrafos? Se você respondeu “eu”, nos encontraremos lá! No momento em que Nolan estava no fundo do poço, deprimido, triste e fazendo o coração de todos os Revengers derreter de dó (menos quando se dedicava à sua ótima nova paixão por “iatismo”), Louise chegou e decidiu ser a amiga que o bilionário nunca teve. Com suas sábias palavras (que, de um jeito muito mais fofo, disseram basicamente “Nolan, nós somos RYCAHS, deixa de onda e vai torrar sua grana, que você melhora rapidinho!”), a maluca mais querida de Revenge foi para o nosso nerd a amiga que a egocêntrica Ems nunca teve e nem terá a capacidade de ser. E a ela serei eternamente grato por ter suprido essa necessidade no coração de Nolan, mesmo por um breve momento. Mas essa ainda não é a minha Louise preferida. Revengers, abram alas para…

Louise psicopata assassina vingativa

Eita mulher maravilhosa!!! Porque não basta reproduzir os estilos do assassino e da mais famosa vítima do filme “Psicose”, isso precisa ser feito da maneira mais didática possível pelo roteiro e pela atuação, com direito a alucinação da mãe, uma carinha de psicopata pra deixar qualquer Revenger apaixonado e, claro, a inevitável tentativa de homicídio em direção a Margô, que é e tem realmente tudo o que Louise não consegue ser e ter. Eu avisei, Margô, eu avisei! E já pode querer Louise no elenco fixo e ver suas loucuras psicóticas em absolutamente todos os episódios de Revenge até o fim da série? Obrigado! Ah, e se você não entendeu a referência da frase de abertura desta review, é só clicar aqui e focar o trecho entre 0:57 e 1:30 do vídeo.

Apesar dos pesares, eu diria que Margô deve muito à rival. Se não fosse pela emboscada em que caiu nesse episódio, a francesa certamente não teria tido condições de nos mostrar sua sagacidade imensa ao concluir direitinho absolutamente tudo o que aconteceu, da tentativa de assassinato até o fato de que Bananiel foi o Bananiel de sempre, não deu conta de dizer “não” à maluquete oferecida e depois se embananou todo tentando esconder o fato. E isso nos leva ao excelente uso de uma das cenas mais clássicas de qualquer novelão:

O DRINQUE NA CARA!!! Olha, não vou mentir, Karine Vanasse não tem lá muitas oportunidades de mostrar que faz um bom trabalho, mas ao menos já pode incluir “exímia atiradora de drinques na cara de cafajestes” em seu currículo! Puro glamour a execução da cena, não é qualquer uma que consegue fazer algo assim sem perder a pose de intelectual sofisticada!

Já pode, aliás, dizer que quase chorei de saudades de Amandinha ao ver aquelas fotos? Curioso como todas as fotos eram de Amanda pós-Hamptons, ou seja, David só se preocupou em investigar a menina quando ela estava bem. Na fase drogada e prostituída no fundo do poço, ele não quis nem saber dela. E as reminiscências de Vicky Nazaré Grayson, como não amar? O engraçado é que a credibilidade das coisas que Vicky diz a David tende a zero, mas DESTA VEZ ela disse a mais absoluta verdade. O difícil é explicar o que realmente aconteceu na época: “Eu puxei um papelzinho da mão dela e ela caiu pra trás!” É, Vicky, eu sinto o seu drama. Quem acreditaria numa situação dessas?

Ainda assim, quando é para mentir e manipular, a Rainha reina majestosa e absoluta! Comprar a ex-coleguinha periguete de Amandinha era um passo tão óbvio que me surpreende o fato de ninguém ter previsto ou imaginado que a vilã faria algo assim.

Quem também mandou muito bem foi Ems, presa no elevador com Bananiel, que ingeriu uma dose extra megapower de bananice para reagir à notícia de que Emily era Amanda. “Você é Amanda e destruiu a minha vida em nome da sua vingança, mas será que você poderia, por gentileza, não fazer mais mal a mim? Por favor por favorzinho!” Incrível! Revenge existe mesmo para testar todos os limites da nossa ingenuidade, porque eu esperava muito mais, mesmo de um cara que passa toda a vida sendo manipulado por mulheres. Nada mais justo do que ele servir de escada – desta vez literalmente – para nossa heroína escapar.

Por fim, precisamos falar sobre o cliffhanger. Chegaram a mim muitos comentários dizendo que o choque em Victoria foi coisa do universo, do destino, do acaso, de Deus, de Buda ou de qualquer entidade suprema em que vocês possam acreditar. A minha resposta para isso é: depende. Se a sua definição de “entidade suprema” é um ser onisciente, onipresente e onipotente, parabéns, você acertou! Porque o roteiro de Revenge já deixou bem claro que essa entidade existe e atua constantemente no universo da série. E ela atende pelo nome de Emily Thorne.

Até faria sentido tudo ser coincidência se o desejo do roteiro é enfatizar a infantilidade de Ems e o sentimento de “até quando eu saio do armário o papai dá mais atenção para a madrasta do que pra mim, buá!”. Só que Revenge nunca permitiu que seu universo fosse guiado pelo acaso. Tudo, absolutamente tudo o que acontece na série é e sempre foi controlado por Emily Thorne, e eu não tenho motivos para acreditar que, diante de tamanho ódio e disputa com Vicky pela atenção de David, o fim deste episódio se mostre exceção à regra.

Mas não estou preocupado com os desdobramentos desse deliciosíssimo episódio, que segue consagrando a excelente fase da série e mostrando que Revenge ainda tem, sim, muita lenha pra queimar. Afinal, é ingenuidade acreditar que uma armadilha mequetrefe dessas seria capaz de parar alguém que sobrevive a uma explosão de avião, não é verdade?

Update Esqueci de comentar algo importantíssimo: passei boa parte do episódio esperando Fran Drescher surgir do nada no clube dizendo escandalosamente “HELLO MR. SHEFFIELD!” Saudades!

E vocês, o que acharam do episódio? Comentem à vontade e tuítem-me para falarmos sobre Revenge, sobre a vida, sobre os seus segredos… afinal, eu sou a pessoa mais discreta que conheço! 😉

 

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.