MELHOR. EPISÓDIO. DE TODA A SÉRIE.

Spoilers Abaixo:

Sei que é arriscado fazer afirmações dessa maneira. Principalmente porque Chuck está conseguindo se superar a cada semana. Mas não achei outra forma de ser sucinto, objetivo e verdadeiro senão extravasando isso que está preso em minha garganta. Chuck conseguiu fazer o seu melhor episódio, num nível tão alto que, para mim, chegou à perfeição – como já havia dito algumas vezes por aqui.

Não sei se foi a resolução de alguns problemas, se foi a agilidade do roteiro ao trabalhar o que foi abordado no episódio, ou se foi o clima de Season Finale (lembrando que esse seria de fato o Season Finale, se a NBC não tivesse encomendado mais 6 episódios) que nos foi apresentado, o fato é que não consegui achar um único segundo do episódio que não tenha gostado. Tudo estava perfeitamente encaixado, harmônico, bem desenvolvido.

Primeiramente, devo elogiar o desenvolvimento da Temporada como um todo. Se pegarmos a 1ª Temporada que não tinha continuidade quase que nenhuma e compararmos a 3ª, podemos perceber o quão bem planejada esta foi. Desde a entrada de Daniel Shaw, a construção detalhada do personagem de Brandon Routh e a sua total desconstrução, nesse último episódio, passamos por momentos de descontração, leves, divertidos e até mesmo alguns momentos chatinhos, algumas vezes. Mas ali estava o grande segredo da grandiosidade dessa Temporada, seja no amadurecimento de Chuck como espião, seja na explanação de motivos que transformaram Shaw em herói e, posteriormente, vilão.

E é desse ponto que começamos o episódio. Traçando a linha que separaria de vez Chuck e Shaw em herói e vilão, respectivamente. Mesmo com o “sou bom”, “sou mal” de Shaw durante todo o episódio, era meio óbvio que no final ele estaria com a Aliança. Não porque ele é mal e pronto, mas sim porque de herói nós já estamos muito bem servidos com o Chuck. Não cabia mais a presença de Shaw naquela Equipe, nem na vida de Sarah, e muito menos na série. Mas mesmo sendo óbvio, eu não podia imaginar a genialidade que envolveria o plano de Daniel  para vingar a morte de sua mulher.

Shaw, inicialmente, faz Chuck, Sarah e a General confiarem nele. Confiarem entre aspas, já que Chuck, muito sensatamente, sempre ficou com um pé atrás com relação ao fato de Daniel não expressar sentimentos ao descobrir que Sarah matou Eve. Mas depois de fazer uma operação gigantesca para salvar Sarah, tendo até tanque, Chuck tinha que ficar caladinho. Obviamente que desestabilizar o nerd para a General fazia parte do plano de Shaw. E assim, o “herói americano”, Chuck e Sarah vão em uma operação para prender o Diretor da Aliança. Chegando lá, Shaw se descontrola e “mata” todo mundo, roubando antes o novo protótipo de Intersect da Aliança. Assim, buscando obter mais informações sobre esse novo Intersect, a General manda Daniel e Sarah para Paris, Chuck fica em Burbank, enquanto ela decide o que fazer com ele.

Mas a General e até mesmo a Sarah podem acreditar no heroísmo de Shaw o quanto quiserem, porque Chuck tem sua própria equipe de inteligência, capaz de captar a mentira do Agente com a maior facilidade… Tá bom que não é bem assim, mas que Morgan sabe identificar uma luta fake à distância, isso ele sabe, graças aos anos que passou vendo filmes de Kung-fu e coisas do gênero. Pena que a General é meio estressadinha quando é acordada de bobs na cabeça e nem quis ver os argumentos de Chuck e Morgan, e “demite” os dois, mesmo que Morgan nunca tenha sido um espião.

Chuck, entretanto, já passou da fase de abaixar a cabeça e ficar no carro quando lhe é mandado, e junto de Casey vai à Paris, para salvar Sarah. Mas o nerd ainda teria um problema maior com o qual lidar… Chuck não é um assassino, e a sua diplomacia com Daniel parecia não fazer efeito. Só restou então, para o nerd, puxar o gatilho. Shaw acaba morrendo (pelo menos eu acho que ele não volta) e Sarah é salva.

Quem se dá bem também é Casey… Dessa vez sem ser acordada do seu sono de beleza, a General parece mais disposta a escutar como Chuck salvou o dia com a ajuda de Casey e Morgan. O Coronel, sempre esperto, utiliza-se do fato de ter capturado o Diretor da Aliança para negociar seu retorno para o seu antigo cargo e, surpreendentemente, não só isso. Podemos esperar as coisas mais absurdas vindo da série agora, porque Morgan Grimes também é um espião, graças a Casey.

O episódio termina com cena romântica da “primeira vez” de Chuck e Sarah, com musiquinha fofa, hotel luxuoso, Torre Eiffel ao fundo e a presença estranha da General Beckman, numa assustadora espécie de 3some.

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