Sobre ditaduras e bundas chutadas.
Esta semana The Legend of Korra voltou à sua velha forma nos apresentando um ótimo episódio, certamente o melhor deste início de temporada. Apresentando temas relevantes, consegue desenvolver bem sua narrativa, dar andamento à trama, além de nos trazer deliciosos momentos protagonizados pela minha personagem favorita.
Desde que a promo da temporada tinha revelado que Toph apareceria neste livro eu tinha ficado com um misto de euforia e preocupação, pois ao mesmo tempo em que eu queria muito rever a personagem, eu não queria que ela só fizesse uma participação rala como foi a de Zuko até aqui. Felizmente isso não aconteceu, e o retorno da personagem foi marcado com muitas pérolas e momentos dignos de Toph Beifong.
Novamente o roteiro utiliza de duas narrativas em paralelo, porém dessa vez as duas acontecendo simultaneamente. De um lado do ringue temos a trama principal da temporada, o golpe militar realizado por Kuvira (o que não foi surpresa nenhuma) e do outro a tentativa desesperada de Korra em conseguir voltar à ação com a ajuda da Bandida Cega. Podemos considerar um empate técnico entre os dois arcos que envolvem o episódio. Da parte de Kuvira, nada de muito chocante foi feito, já que todos esperávamos por esse golpe na Coroação de Wu (que tem o mesmo nome do primeiro avatar, mas isso nada tem a ver com o caso). O que melhor deve render nesse caldo é o conflito gerado pelas tomadas de decisão que cada personagem está tomando, deixando, por exemplo, Mako e Bolin em lados opostos nessa briga. Lógico que isso não deve durar, e em algum momento Bolin se voltará contra Kuvira, mas até lá ver pela primeira vez o Time Avatar separado traz um frescor novo à história.
Outro ponto positivo neste terceiro capítulo foi toda a ação ocorrida no pântano. Toph reafirmou em poucos minutos como e porque é a personagem mais badass ever de todo o Universo Avatar. Sua forma de dobra continua tão inteligente quanto sempre foi, além de sua personalidade ter sido mantida extremamente fiel ao que a personagem tinha em ATLA. Incrível como todas as suas frases foram muito bem colocadas, tendo sido escritas com muito esmero. Se eu fosse pontuar todas as falas marcantes da Beifong original nesse episódio, me renderia ao menos uns dez “em tempos” ao final da review. Já deu para perceber que Lin é um açúcar com mel comparado à sua mãe. Outro ponto que o roteiro acerta é em nos trazer de forma ampliada a capacidade de Toph de enxergar através das plantas dos pés, e a forma como as raízes do pântano se conecta com todo o resto do mundo faz com ela tenha uma visão global das coisas. Os motivos de ela ter se tornado uma eremita ainda não estão muito claros, mas também não sei até que ponto isso será relevante para a história.
Essa trama no pântano também serve para nos revelar porque Korra está tendo tantas dificuldades em se recuperar, já que ainda há resquícios do veneno em seu organismo. Esse deverá ser o próximo passo de sua recuperação, para que a avatar volte mais forte e durona depois de enfrentar a Toph para botar a ordem na casa no Império da Terra e chutar muitas bundas por aí, inclusive da Kuvira.
Apresentando um bom episódio, The Legend of Korra começa a engrenar em sua trama principal, e agora não vejo a hora de ver o Time Avatar juntos novamente.
Em tempo 1: Que será que o Varrick vai aprontar com aquela mostra de Árvore Espiritual?
Em tempo 2: Milo, Ikki e Jinora procurando a Avatar. Agora os filhos de Tenzin terão uma utilidade prática na temporada.
Em tempo 3: Onde estava a Chefe Beifong no golpe militar de Kuvira? Eita autoridades mais frouxas, viu!
Em tempo 4: Se a única utilidade de Wu for ser o alívio cômico, podem dispensar o personagem. Bolin e Varrick já fazem essa função muito bem, mesmo os personagens tendo estado mais sérios ultimamente.














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