It all started with a kiss.

Em apenas quarto episódios Law and Order SVU conseguiu nos mostrar uma série de importantes mudanças que estão acontecendo no esquadrão. A principal mudança introduzida neste episódio foi a o novo chefe de Olivia, Dodds. E, já posso dizer que ele foi colocado na trama com o objetivo de criar conflitos, o que pode ser muito inteligente ou um desastre, tudo depende de como a sua presença será trabalhada daqui pra frente.

A principal função de Dodds neste primeiro episódio em que apareceu foi ser o antagonista de Olivia, no sentido de ser a pessoa que podia repreender e controlar as ações da personagem que obviamente estava distraída já que seu filho estava no hospital. A bomba que nos foi jogada nos últimos segundos do episódio passado deveria ser o principal foco de Holden’s Manifesto e fico muito satisfeita em poder dizer que o roteiro trabalhou essa questão muito bem, justamente pelo fato de ter conseguido integrá-la ao caso da semana e às mudanças na SVU.

Este episódio veio justamente para quebrar a rotina de Olivia, para tentar impedi-la de compartimentalizar as diferentes partes de sua vida. Como uma pessoa que sempre deu tudo de si para o trabalho, já sabíamos que a ideia de a personagem ter um filho traria uma série de questões para a série trabalhar. Porém, mesmo com Noah no hospital e no centro da trama, Benson continuou a tentar separar as duas partes da sua vida, tentou estar totalmente focada no trabalho quando claramente queria estar junto ao filho no hospital.

O único ponto de interseção entre essas duas partes de sua vida foram as ligações da médica e o pedido fez à Amaro, para que sua mãe fosse cuidar de Noah e dar uma folga para a babá. Ainda não sei como o roteiro vai continuar a trabalhar essa relação de Olivia com um filho, mas posso dizer que até o momento acredito que estejam acertando bem em suas decisões, apesar de acreditar que em algum momento esses dois universos da vida da personagem vão acabar entrando em colapso.

Disse anteriormente que a função de Dodds era criar conflitos e jogá-lo para confrontar Olivia em uma situação em que ela estava com os nervos à flor da pele poderia ter sido muito ruim, mas funcionou. Achei o personagem odiável pela maneira como tratou Benson e também em como lidou com todas as etapas do caso da semana, e exatamente por isso acho que sua adição foi interessante.

Enfim, vamos falar agora de Holden March. Logo nos primeiros segundos do episódio entramos em contato com o personagem através de um vídeo gravado por ele mesmo e posso dizer que minha primeira impressão sobre ele foi a pior possível. Não sei se foi apenas a má atuação ou a maneira como o personagem foi construído, mas, apesar de ter gostado do desenvolvimento de sua história, Holden, como personagem, não me convenceu.

No entanto, os outros elementos de sua história funcionaram bem. O início, com o depoimento das meninas atacadas, o desenvolvimento, quando os detetives descobrem o porquê ele estava atacando as meninas, até o final em que Rollins consegue ganhar sua confiança e salvar os reféns que ele havia feito após seu último assassinato. A história do personagem é consistente, desde o início podemos ver que o seu maior problema é o fato de não ser notado pelos outros, principalmente por meninas que ele considerava bonitas. Ao longo do episódio podemos perceber que realmente ninguém lembra dele, sua presença não era notada, e quando finalmente se lembravam de quem era, era com ar de incredulidade, como se não entendessem os motivos de tanto ódio. A única inconsistência em tudo isso foi o fato das duas meninas lembrarem dele tão rapidamente com fotos de sua infância, e não apenas isso, mas lembrarem de seu nome completo.

Outro elemento importante é a mãe de Holden, que traz um clichê ao dizer que as circunstâncias e o bullying que transformaram seu filho tão inteligente e incrível em uma pessoa problemática. Mas, a partir das reações de seu marido ficava claro que apenas ela via as coisas dessa forma, o que é compreensível, já que Holden era seu filho. Porém, a principal função da mãe do personagem foi sua fala para Benson, quando ela pede para a detetive prometer que nenhum mal aconteceria à seu filho. Nesse segundo ficou muito claro que Holden acabaria morrendo, porque esta seria a forma do roteiro de unir a trama de Holden ao fato de Noah estar no hospital, foi a maneira de ligar Olivia à mãe do personagem nesse momento em que via seu próprio filho no hospital.

Apesar de ter gostado da história de Holden e da maneira como a investigação foi feita, como os detetives conseguiram descobrir rapidamente que ele era o culpado achei que este episódio iria nos levar de volta ao tempo em que Law and Order exibia episódios divididos entre a parte policial e a parte da corte de justiça. Porém, não foi isso que aconteceu, nem sequer vimos Barba em momento nenhum e espero que possamos assistir episódios nesse formato antigo ao longo da temporada já que atualmente temos o foco ou na parte policial ou na parte judicial, mas não as duas unidas.

Porém, não acho que foi um erro, já que desta forma pudemos ver mais de Rollins e, infelizmente, mais de Nick. Quando os dois ficam presos com Holden dentro da sala de aula já imaginei o desastre que seria, porém, funcionou muito melhor do que eu esperava. A parte de Rollins foi interessante e vê-la conseguindo manipular Holden foi ótimo, porém, achei que a cena demorou demais, não precisava ter sido tão longa. Apesar da boa atuação, depois de um tempo já estava de saco cheio do que estava acontecendo. Enquanto isso, Nick estava fazendo o que sempre faz, sendo completamente inútil ou atrapalhando o trabalho de seus companheiros. O personagem só abriu a boca para falar besteira e achei que o que ele estava falando estava mais incitando Holden a matar os reféns do que a se entregar.

A finalização do caso, mesmo previsível, foi ótima. Quando Amanda finalmente consegue que ele libere os reféns e fica sozinha com o personagem, a atmosfera da sala fica ainda mais escura o sombria do que estava antes. Todos os elementos do episódio apontavam para que Holden fosse assassinado naquele momento e foi exatamente isso que aconteceu, e a cara de Rollins foi perfeita, gostei bastante dessa sequência de cenas, desde o momento em que Amanda diz que tudo começou com um beijo até o momento em que o atirador de elite acerta Holden e Rollins fica coberta de sangue.

P.S: Não entendi a ausência de Carisi e espero que tenha sido apenas nesse episódio.

P.S 2: Apesar de ter sido muito pouco, gostei de ver Finn aparecendo mais. Não consigo entender porque ele é tão mal utilizado.

P.S 3: Com a menção de fraturas nas costelas de Noah e a conversa de Olivia com a assistente social ao telefone fica claro que alguma barreira ainda será feita ao fato de Benson estar com a custódia do bebê. Vemos o tempo todo o roteiro se permitindo brechas para que a personagem acabe por ficar sem o filho. Só nos resta esperar para saber o que vai acontecer, mas com certeza ainda veremos mais sobre essa relação ao longo da temporada. Mas, vê-la com seu filho no colo e bem de saúde no final do episódio foi ótimo. Torço para que ele continue na vida da personagem.

P.S 4: Pela primeira vez tivemos alguma menção ao relacionamento de Nick e Amanda, mas levando em conta o empurrão que ela deu nele ao final do episódio, me parece que as coisas não estão indo muito bem.

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