The Vampire Diaries retornou com uma mensagem muito importante: CRIANÇAS, NÃO USEM DROGAS…
Porque drogas são ruins e poderão te deixar igual a Elena, uma pessoa completamente desequilibrada, sem rumo, que ameaça bruxos por aí pra conseguir ervinhas pra alucinar com seu namorado morto… E o pior, aproveita as alucinações com o namorado morto para ter DRs com esse namorado morto, o que deve fazer algum sentido pra uma pessoa louquíssima tomadora de chazinhos de ervas.
Falando em pessoas louquíssimas que certamente tomam chazinhos de ervas, podemos citar Julie Plec e Caroline Dries que depois de tomarem uns três litros de santo daime acharam que era uma boa ideia pra atrair o público que se afastou da série depois de duas temporadas duvidosas fazer uma première que, basicamente, se focou na incapacidade de Elena de sofrer seu próprio luto, com intermináveis quarenta minutos dos dramalhões dignos de nossa protagonista.
Isso porque só muita droga nessa sala de produção para acharem que começar uma temporada com tudo de pior que teve na anterior era uma boa ideia…
O engraçado é que, tirando a Elena, essa Season Premiere funcionou até que muito bem… Os personagens passaram por mudanças profundas e seguiram suas vidas depois da morte de Bonnie e Damon e o mais interessante foi exatamente ver as mudanças que essas pessoas sofreram nesse tempo… Matt, Tyler, Caroline, Stefan e Alaric tiveram seus bons momentos durante o episódio e a trama fluía bem quando os mostrava, pena que isso aconteceu tão pouco, comparando com o tempo que foi destinado aos passeios românticos de Elena e seu namorado morto…
E o problema maior de todo esse mimimi da Elena foi exatamente que, quando a série queria nos surpreender mostrando uma evolução e uma nova personalidade de seus principais personagens (e foi bem sucedida com a maioria deles), acabou errando e muito ao nos mostrar uma Elena como sempre foi, com suas piores características intensificadas, em uma martirização que faria protagonistas de novelas mexicanas se compadecerem dela, com Maria do Bairro chorando sangue de piedade.
Não estou dizendo que queria Elena festeira, paquerando todo mundo no Tinder e fazendo várias orgias por aí… Mas um pouco mais de bom senso cairia bem e, encontrinhos românticos com um namorado morto é demais até mesmo para TVD… É absolutamente doentio!
Se fosse um elemento utilizado num primeiro momento, para nos mostrar a transição dela, seria uma coisa, mas a partir do momento que se destina toda uma première para esse sofrimento todo, acaba estragando toda e qualquer boa intenção do roteiro de mostrar qualquer evolução da personagem, que ao contrário de seus amigos, parece não apenas se recusar a aceitar a morte do namorado, mas parece também se recusar a crescer, evoluir como personagem, o que é imperdoável para uma série há seis anos no ar.
Como eu falei, os outros personagens salvaram a première de ser um desastre total, mesmo com bem menos destaque do que a protagonista… Achei bem legal a postura de Caroline, a tentativa de se readaptar de Alaric, a forma como Tyler esconde a frustração por voltar a ser humano e, sobretudo, a tentativa de Stefan de deixar tudo pra trás.
Mas se The Vampire Diaries nos trouxe uma coisa interessante, foi a história do feitiço ao redor de Mystic Falls não ter acabado, o que deixou a cidade livre de vampiros e aberta a uma sociedade opressora aos sugadores – inclusive com Matt sendo um desses soldados – e que, se for bem trabalhado, pode render boas tramas com essa desconstrução do grupo que perdeu o principal elo deles: a cidade.
Achei interessante também como Liv e Luke foram encaixados organicamente ao roteiro, já que a série estava evidentemente cansada e precisava de rostos novos que continuassem um pouco mais que um único arco… Já fico na expectativa pela reaparição de Enzo, que agora é personagem fixo da série.
Talvez até por isso, achei o núcleo da Whitmore o melhor deste “Ill Remember”, primeiro porque a trama fluía com facilidade quando ia para a faculdade e segundo porque os personagens foram os que se mostraram melhor após o salto temporal da temporada anterior e todos eles, conjuntamente, renderam boas tramas quando suas storylines se cruzavam, como Tyler e Alaric (e seu romance com Liv), ou Luke e Elena, ou Elena e Alaric.
Por outro lado, ainda que Caroline e Matt estejam em bons momentos, o fato de estarem isolados (a vampira nos arredores de Mystic Falls e o rapaz dentro da cidade) pode fazer a trama deles ficar cansativa com o tempo… No lado oposto, Stefan mesmo separado aparece bem, continuando o bom caminho que o personagem trilhou desde a temporada passada, fazendo da sua atitude de querer superar o passado e seguir com sua vida algo compreensível e até esperado (o que decepciona também o fandom Steroline.
A questão é que evidentemente essa trama fragmentada não perdurará por muito tempo… Certamente o feitiço será desfeito e os vampiros irão novamente entrar em MF, e o ataque da garota, com a reação do líder da “milícia” local demonstra que o confronto de vampiros e humanos será forte… E trás também um lado social pra trama que TVD, ao contrário de True Blood, nunca quis explorar.
Mas a principal questão é que, enquanto os personagens nos surpreendiam na medida do possível com uma equipe de roteiristas que morre de medo de arrisca, e Elena nos irritava até não ser mais possível olhar pra cara dela sem querer quebrar a tela do computador, somos enviados, na cena final, para Bonnie e Damon na tentativa de cliffhanger desta première…
A surpresa pra mim não é que Bonnie e Damon ainda vivam (sabe-se lá de que forma), o que me surpreendeu mesmo foi ver que nem no céu, nem no inferno, os dois foram enviados diretamente para um comercial de margarina, onde tomam café, leem jornal e fazem piadas típicas de casais felizes e harmoniosos… Só faltou o cachorrinho e as crianças!
No mais, The Vampire Diaries conseguiu mostrar com essa première que pode continuar no ar por mais algum tempo em razão de ter um conjunto de personagens secundários muito bons, que rendem tramas paralelas bem interessantes… Mas, por outro lado, a série escancarou de uma vez por todas a fragilidade de seu casal protagonista (Damon e Elena) e como a imagem dos dois está desgastada e atraindo as piores fases da série, isso é tão evidente que só foi Stefan se afastar desse trio central que se tornou um personagem bem mais interessante, isso em meados da temporada anterior.
P.S.: Sim, estou aqui, não sei por quanto tempo. Quando me cansar abro mão em definitivo da cobertura das reviews, e olha, esperei uma Premiere que me desse um animo com TVD… Não foi o que aconteceu com “I’ll Remember”.
P.S. 2: E Jeremy mostrando que mesmo não sendo irmão de sangue de Elena, consegue ser tão chato quanto? Insuportável e absolutamente desnecessário nessa première.
P.S. 3: Pelo menos tiveram a dignidade de dar um fim à Meredith Fell, quando o Alaric disse que a ex dele se casou e mudou para o Alaska. Pensei que tinha esquecido que ela um dia existiu…
P.S. 4: A ideia de uma Mystic Falls protegida por uma redoma do sobrenatural é algo fantástico, mas estou tão calejado com TVD que já não tenho tanta expectativa de que trabalhem isso bem.
P.S. 5: Não me esforcei em nada para decorar os nomes, mas até gostei das novas adições ao elenco.
P.S. 6: Elena foi o grande destaque negativo desse episódio e, Alaric, o grande destaque positivo. Seu retorno foi algo acertado, pena que só o trouxeram de volta num dos piores momentos da série.
P.S. 7: Pelo menos Damon não morreu em vão, já que Liz acabou sobrevivendo aos acontecimentos do último Season Finale.
















