
Diversão é a palavra de ordem no quinto episódio de Life Unexpected, que acerta em cheio ao conciliar o drama já característico da série com conceitos excêntricos como corridas de tartarugas e concursos de comilança de churros.
Spoilers Abaixo:
Cansada de ser vista como uma aberração na nova escola, Lux se oferece para ser a anfitriã de uma festa no lounge de Baze. Mente para seus velhos amigos, Bug e Tash, pega um barril de cerveja sem a autorização do pai e arrasa no jogo de “cerveja-pong” com Jones, o quarterback que namora sua ex-amiga Brynn, mas que já arrasta uma asa para o lado dela. Receita certa para o desastre?
Como se tudo isso não bastasse, temos a presença hilariante de Cate, certamente um dos pontos altos do episódio. Chateada por ser sempre a mãe superprotetora e com quem Lux não se diverte, ao contrário do que costuma acontecer com Baze, a radialista tira a noite parar mostrar o quanto é descolada. Com a desculpa de levar a amiga e produtora Alice para comemorar o aniversário, Cate se embebeda com os colegas da filha, dispara gírias ultrapassadas a torto e a direito e gera momentos absurdamente cômicos de se presenciar, menos para a envergonhada Lux.
Numa clara inversão de papéis, Baze deixa o posto de amigo divertido de lado ao descobrir a irresponsabilidade de Lux, gritando e chamando-a de estúpida, exatamente como seu pai costuma fazer. Assustado, o barman descobre que tem evitado a responsabilidade com Lux justamente porque tm medo de ser como seu pai, mas após uma bela conversa com Cate, garante que tentará equilibrar os deveres da paternidade com sua personalidade expansiva.
Confirmando que a festa só acaba quando termina, o episódio ainda nos coroa com as prisões de Bug, após roubar o carro de Jones por ciúmes, e até mesmo de Cate e Baze, que não aprenderam a lição número 1 de nunca tocar um policial. Graças ao pai de Baze, os dois saem da cadeia, para permitir o início de reconciliação familiar do dia.
Pode-se dizer que esse foi o primeiro episódio que realmente apostou alto na comédia para balancear a atmosfera da série, o que para mim foi um grande acerto. A vitória de Bolt, a tartaruga de três pernas, serve como metáfora não apenas da situação de Baze, mas da série como um todo, que ainda não levou o crédito que merece e espera por um pedido de renovação da CW, mas semana a semana mostra que tem muito a oferecer.











