Quando eu soube que The Last Ship seria mais uma série com cenário pós-apocalíptico, lembrei-me de The Walking Dead e Falling Skies, seriados que desisti no decorrer da trama. Eu realmente não tenho sorte com esse tipo de gênero, apesar de ser fanático. Mas The Last Ship despertou meu interesse pelo simples fato de tudo se passar no USS Nathan James, um navio da marinha americana.
De todas as séries que comecei a ver neste ano, The Last Ship foi a que mais me empolgou. Cheguei a pensar que fosse um filme de guerra pela quantidade de cenas de ação que tiveram no episódio piloto. Apesar de não possuir um grande elenco (conheço apenas Rhona Mitra, como Rachel Scott e Adam Baldwin, como Mike Slattery), a série ofusca qualquer negatividade com seu suspense. Histórias do gênero, que mostram diversos lugares, são empolgantes. A cena no episódio piloto em que eles entram em outro navio me fez inclinar para frente, ansioso com o que aconteceria. Não foi diferente no segundo episódio.
Em Welcome to Gitmo, a ansiedade também tomou conta. Com a entrada do USS Nathan James na Baía de Guantánamo, a equipe esteve em terra firme pela primeira vez. Mais importante, porém, é atribuído um pouco mais de tempo para a tripulação respirar e obter os seus ‘rolamentos’ após os eventos devastadores que ocorreram no primeiro episódio. Como a maior parte do episódio piloto foi centrada em torno dos personagens e seus estados emocionais, o segundo episódio começou a ter mais liberdade para a ação e o suspense.
A cena em que uma das equipes entra num hospital mostrou que The Last Ship passa a mesma dor de ansiedade que The Walking Dead costumava passar. Isso é um ótimo fator para a trama. Outro ponto positivo também é que se tratando de centenas de tripulantes fardados com a mesma roupa, temos a certeza de que nem todos vão sobreviver até o final da temporada. Tenho certeza também que Tom Chandler, Rachel Scott e Mike Slattery são personagens intocáveis, até segunda ordem. A propósito, já estava com saudades do agente Casey (Chuck).
Apesar de não possuir personagens interessantes e nem um grande elenco, The Last Ship tem futuro. O patriotismo da tripulação do Nathan James, mesmo depois da notícia que os Estados Unidos já não possuíam mais um governo, mostrou que acima de tudo eles são uma família. Talvez cada episódio se aprofunde um pouco mais em cada personagem.
Tex Nolan, o soldado americano encontrado em Guantánamo, foi também um novo personagem divertido, especialmente porque ele já sabia sobre a situação da Al-Qaeda. Enquanto seu personagem foi um pouco, digamos, ‘cafona’ ele trouxe certo alívio cômico para o grupo – algo que a tripulação da USS Nathan James é notavelmente ausente. Mesmo que ele tenha sido super brega, eu tive uma boa risada quando Chandler disse que a vingança era um prato que se comia frio. “Então vamos comer”, disse Tex.
Finalmente, ao revelar desde a semana passada que o parceiro da Dra. Scott, o Dr. Quincy Tophet (Sam Pruell) é na verdade um tipo de informante dos russos, adicionando um pouco de mistério na trama, mesmo que nada realmente veio dele em Welcome to Gitmo, eu aposto que ele vai desempenhar um papel maior no episódio da próxima semana, já que o navio russo que foi acompanhar o USS Nathan James parece ter seus olhos postos na Dra. Scott e sua estirpe do vírus primordial.
















