Apesar da fórmula conhecida, premiere garante ótimo retorno para a série dos lobinhos adolescentes.

Apreciei bastante esse início de nova temporada de Teen Wolf! A estrutura narrativa cíclica da série permanece a mesma, o que, em nenhum momento, caracteriza um demérito para o programa, uma vez que tem funcionado e garantido um entretenimento de qualidade aos telespectadores.

The Dark Moon foi permeado por boas cenas de ação e lutas, aquela pitada de comédia em tom de alívio cômico (quase sempre protagonizadas pelo sempre excelente Stiles!), introdução de vários mistérios e novas criaturas sobrenaturais. Enfim, todo aquele bê-á-bá que todos nós, Teen Wolf Fans, estamos acostumados a acompanhar (felizes, diga-se por sinal) há três anos já.

Essa premiere de Teen Wolf me agradou tanto que só fez afirmar sua forte e estável posição em minha atribulada e lotada watchlist, uma vez que venho atravessando uma fase de baixíssima tolerância às séries sobrenaturais protagonizadas por vampiros, lobisomens, bruxas e outras criaturas afins.

Tudo isso graças às peripécias entediantes dos roteiros de The Vampire Diaries e The Originals, duas séries que resolvi sabiamente largar para ser mais feliz na vida. Nunca cheguei a cogitar limar Teen Wolf, que segue me agradando e mantive Supernatural, afinal nove anos não são nove meses e irei até o fim! E o que dizer de True Blood, que só continuo assistindo, pois vivia torcendo pelo cancelamento e final e felizmente fui atendido.

De certa maneira, a exploração da fórmula e o quesito “novidade” no universo dessas criaturas míticas, iniciados pela malfadada (e terrível) Saga Crepúsculo, já se esgotou faz um longo tempo. Mas desde que a MTV e seu criador, Jeff Davis, mantenham o frescor e inovação na trama de Teen Wolf, prevejo um bom futuro para a série nas telinhas e em minha watchlist.

De novidade tivemos a alteração na abertura, com a mudança de fotografia, tendendo para um tom mais terroso, quase alaranjado (mais quente, menos sombrio), além da troca da imagem de Stiles e a introdução de Kira e Malia ao elenco fixo. Como sempre, nos créditos iniciais constam já as respostas para os mistérios dessa temporada, as quais nunca consigo adivinhar de antemão.

Narrativamente, gostei bastante da cena inicial já jogar de cara o telespectador no México para se preocupar em explicar o porquê, brevemente, depois. Destaque também para a tonalidade magnífica da fotografia das cenas no México, lembrando bastante à da abertura.

Scott segue se mostrando, naturalmente, um líder eficiente e forte. Kira, deslumbrantemente linda, permanece uma exímia samurai com sua katana. Malia demonstrou uma impetuosidade e desprendimento em tela que, se foram novidade apenas pra mim, gostei bastante.

Já Lydia permanece perdida tanto quanto o telespectador e sinceramente espero que essa quarta temporada seja realmente focada nela e no que uma banshee pode fazer.

Stiles parece engatar um relacionamento com Malia e finalmente pode se colocar na posição de dizer para uma recalcada e enciumada Lydia: “agora que eu cresci, você quer me namorar, baba baby, baby baba, baba” (sorry guys, não resisti à piada). Enfim, o pack de Scott permanece awesome!

The Dark Moon se mostrou e provou um excelente início de temporada para Teen Wolf, uma das poucas boas séries atuais que explora bem o universo mítico e sobrenatural dos licantropos. Ainda que possua elementos e recursos narrativos formulaicos já há muito conhecidos do telespectador, em nenhum momento o decorrer do episódio chega a entediar e/ou aborrecer o mesmo.

Perdoem-me a breve prolixidade já característica de meus textos de abertura de temporada e o relativo atraso (estava viajando de férias parcialmente desconectado). E até a próxima semana, onde saberemos mais sobre o baby Derek, mais um cliffhanger sensacional de Teen Wolf! Esqueci-me de algo?! Deixe nos comentários.

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