Shakira, diga alguma coisa. Eu estou desistindo de você.

Durante boa parte das duas horas ininterruptas de The Voice desta semana, eu estava totalmente pronto para iniciar a review falando sobre o tamanho do erro que foi a substituição dos Knockouts por um Round 2 de batalhas. Marcada por episódios repetitivos, inconsistentes, sem apelo algum e que não nos dizem absolutamente nada sobre a identidade dos artistas que precisamos avaliar, a nova fase passou a sensação de absolutamente tudo (inclusive de cortes de orçamento na parte do cenário absolutamente idênticos ao anterior e da redução drástica do número e da variedade de músicas tipicamente existentes nos Knockouts). Menos de novidade. O problema é que, quando eu já tinha parágrafos e mais parágrafos da introdução completamente planejados, uma sequência de eventos chocantíssimos na última hora, quase no fim do episódio da última terça, me obrigou a mudar todos os planos e desviar foco para a nossa queridíssima coach latina, agora dona do título de RECORDISTA DE CAGADAS do nosso reality favorito!

Na quarta temporada, três coisas, e só essas três coisas, marcaram a performances de Shakira como coach: a fofura em nível alto suficiente para ganhar votos e carregar sua última cantora até mais longe do que ela iria com outro coach; o fato de ela ter dado Backstreet Boys para seu roqueiro e acabado com toda e qualquer chance de ele triunfar; e, claro, o desastre completo que foram seus pareamentos e escolhas de vencedores nas fases de batalhas e Knockouts.

Mas, como todo bom atleticano, eu acredito. E voltei disposto a confiar em Shakira na sexta temporada, o que vinha dando resultados realmente interessantes, levando em conta que Ddendyl, Clarissa Serna, Emily B. e Jeremy Briggs poderiam formar um time bastante consistente para os Playoffs. Mas, como de costume, dois dos destaques da cantora já foram pareados logo de cara, e Jeremy foi eliminado sem cerimônia. Mas tudo bem, porque restam a Shakira três destaques da temporada, certo? Bom… antes de responder a esta pergunta, é melhor ir passando por cada batalha. Longe de mim querer deixar a review em clima de suspense (mentira, adoro!), mas uma análise minuciosa dos eventos é necessária para que possamos falar sobre o assunto com mais propriedade (e, quem sabe, descobrir que foi tudo um pesadelo e que o Round 2 de batalhas não começou ainda). Preparados?

9º) Team Blake – Audra McLaughlin x Megan Rüger – The Climb (Miley Cyrus)

https://www.youtube.com/watch?v=Ju0APpyItrU

Audra McLaughlin mostrou que também sofre da síndrome de Bria Kelly, só que sem nem 5% da personalidade da cantora do Team Usher. Acertou boa parte das notas e mandou muito bem nas notas altas, mas simplesmente não foi capaz de estabelecer conexão com a canção, e todo o desempenho vocal se perdeu completamente por sua ausência de significado e de timing. O resultado foi uma performance repetitiva, fria e entediante, concluída com uma vitória que Audra só mereceu porque Megan cometeu exatamente o mesmo erro sem sequer mostrar o mesmo potencial vocal da rival. Mas, no fim das contas, essa foi uma séria candidata a pior performance de “The Climb” que já vi em um reality – e olha que essa música já foi escolhida umas duzentas vezes.

Vencedora: Audra McLaughlin.

8º) Team Usher – TJ Wilkins x Cierra Mickens – Get Here (Oleta Adams)

https://www.youtube.com/watch?v=eNiycxafrjA

O tipo da batalha entre Cierra e TJ pode ser considerado a performance média da sexta temporada do The Voice: nenhum momento realmente fundo do poço ou com erros consideráveis, mas absolutamente nada que possa nos convencer de que algum dos concorrentes merece ir longe na competição. TJ provavelmente é o cantor mais insosso entre todo o elenco do Round 2, enquanto Cierra, nervosa, abriu mal a apresentação e acabou errando no tempo e dando uma sensação de correria a uma música que tem muito mais a ver com intensidade. Ainda assim, a cantora teria sido a minha escolha em razão do histórico de suas apresentações, mas sabemos bem que, a não ser que haja uma performance estonteantemente surpreendente envolvida, os Steals têm menos a ver com justiça e mais a ver com manter os antigos queridinhos dos coaches no jogo. Assim, Cierra foi tragicamente sacrificada em nome de um cantor que não tem futuro nenhum na competição.

Vencedor: TJ Wilkins.

7º) Team Shakira – Josh Murley x Patrick Thomson – Run To You (Bryan Adams)

https://www.youtube.com/watch?v=EQygZ5MSMfE

Quando Shakira diz que esperava um “big rock star moment”, o que eu escuto é: “Eu quero passar o Patrick”. E me assusta ver o tamanho da cara de pau da coach ao dizer que “Run to You” era uma canção que favorecia Josh. Todo o arranjo da performance parece ter feito sob medida para Patrick Thomson vencer essa batalha. Mas adivinhem: Josh destruiu completamente o adversário com sua performance 100% conectada, envolvida e com um controle vocal de dar inveja a qualquer outro competidor da temporada. Eu gostaria muito de dizer que Tess Boyer foi a vencedora do prêmio “Melisma da semana” (patente requerida), mas a verdade é que nenhuma habilidade vocal chamou mais a minha atenção do que a de Josh, quase no final da música, talvez o mais belo melisma de toda a temporada. Ainda assim, Shakira estava loca loca loca para dar logo a vitória para Patrick, que realmente tem um timbre muito mais distinto e original do que Josh, mas, na batalha, só fez basicamente berrar como um urso faminto, e ainda assim garantiu uma vaga no Top 5 do Team Shakira. Fazer o quê?

Vencedor: Patrick Thomson.

6º) Team Adam – Christina Grimmie x Sam Behymer – Counting Stars (OneRepublic)

Dica para Adam Levine: por favor, mude o disco e pare de permitir que pessoas do seu time repitam canções de batalhas da temporada anterior. Principalmente quando temos uma recente batalha entre Matt Cermanski e James Irwin com a mesma música para pisar e humilhar a apresentação dessas duas, que fizeram uma batalha completamente comum e insossa e só conquistaram o sexto lugar desta lista devido a um resultado muito mais justo do que o das duas batalhas anteriores. Sam, a desafinada oficial desta edição (saudades, Melanie Martinez, que desafinava igual, mas ao menos tinha cabelo bicolor), consegue irritar no instante em que abre a boca com sua pronúncia afetada que ela jura que é um sucesso, como se ser original significasse apenas ser estranho e nada mais (seria essa uma espécie de “doutrina Lady Gaga”?). Christina, por outro lado, continua tendo como principal característica o timbre comum e sem diferencial, mas, em uma batalha contra Sam, o abismo fica tão grande que a cantora parece ser bem melhor do que é realmente, principalmente quando mostra bastante presença e notas altas que certamente não são atingidas por qualquer um. No fim das contas, só aquela saia breguíssima já era motivo suficiente para eliminar Sam, e Adam Levine fez a escolha certa.

Vencedora: Christina Grimmie.

5º) Team Usher – Morgan Wallen x Stevie Jo – Story of My Life (One Direction)

Em primeiro lugar, não levem a ferro e fogo minha análise da última batalha da semana, porque ela veio depois de Shakira e a edição se unirem para me dar uma voadora no peito e um gancho de direita no meio da fuça. Assim, eu estava em estado de choque completo ao assistir Morgan e Stevie se enfrentando, e não sei se estava em condições psicológicas para uma análise plausível nesse momento. Mas vale dizer que a trajetória de Morgan, Stevie e Jake dentro do Team Usher foi perfeitamente justa e previsível desde as blinds. Vale dizer também que já está passando da hora de os realities musicais aposentarem “Story of My Life”, não é verdade? Na apresentação em si, estava tudo indo bem, com um Morgan totalmente unidimensional levando um pau dos consistentes e dinâmicos vocais de Stevie Jo. De repente, do nada, surgiu um falsete que foi simplesmente o grande momento de toda a apresentação, e ele havia vindo da pessoa que eu jamais achei que o executaria: Morgan. Pra mim, tudo mudou completamente nesse momento, e passei a torcer por Morgan ao perceber o tamanho do potencial e da capacidade do cantor. Ainda assim, é difícil dizer que achei injusta a vitória de Stevie, que, pensando do início ao fim da apresentação, realmente foi superior. O Steal de Adam Levine foi muito merecido e teria sido muito legal se o programa não spoileasse todos os Steals antes dos intervalos, mas infelizmente a edição do The Voice é uma porcaria e precisamos lidar com isso. Apesar disso, acho muito difícil que Morgan consiga seguir em frente no fortíssimo Team Adam, mas espero estar errado, até porque o cantor subiu absurdamente no meu conceito depois da cara que fez por ter sido comparado por Shakira aos membros do One Direction.

Vencedor: Stevie Joe.

Steal: Morgan Wallen (Team Adam).

4º) Team Blake – Sisaundra Lewis x Biff Gore – It’s a Man’s Man’s Man’s World (James Brown)

https://www.youtube.com/watch?v=TDUj_xM3rb8

Sisaundra é realmente o verdadeiro monstro desta temporada. Todas as dificílimas notas que a cantora é capaz de atingir são feitas com intensidade, com paixão e com envolvimento gigantesco. Até demais, às vezes. Sério, logo no início, seu “MAAAAAAAN MADE ELECTRIC LIIIIIIIIIIIGHT” foi cantado como se o mundo estivesse acabando, e é aí que eu traço o limite entre envolvimento e exagero, porque os exageros de Sisaundra deixam qualquer apresentação extremamente artificial e sem humanidade. Para completar, em vários momentos da performance, Sisaundra não se contém e começa a berrar como uma louca antes mesmo de Biff terminar de cantar seus versos. E ela parece ir berrando e berrando, cada vez mais alto, para se certificar de que o que o rival canta ficou completamente inaudível até chegar o solo dela. Sim, eu sei que o melisma do último “Man’s” de Sisaundra provavelmente foi a coisa mais fenomenal de toda esta temporada. Mas a cantora parece se esquecer completamente de que está se apresentando em um dueto. E, por mais que Biff nem sequer mereça caracteres aqui, o que eu esperava de Sisaundra era um pouco de consciência do tipo de trabalho que ela estava executando, que exigia o mínimo de humildade e de generosidade, aspectos em que a cantora falhou miseravelmente e me decepcionou muito. Diante de uma batalha dessas, só tenho uma coisa para Sisaundra Lewis:

Vencedora: Sisaundra Lewis.

3º) Team Shakira – Ddendyl x Deja Hall – Say Something (A Great Big World & Christina Aguilera)

https://www.youtube.com/watch?v=OoGQn8a76IA

Assim como aconteceu com Patrick, os olhos de Shakira pareciam brilhar por Deja, e as entrelinhas dos comentários da cantora mostravam que ela só queria que aquela batalha acabasse logo para poder passar sua queridinha. Por isso, assistir aos ensaios e à performance da minha canção favorita de 2013 foi realmente torturante, porque já estava óbvio desde o início que, não importaria o que Ddendyl fizesse, não havia chance para ela. Pra ser justo com Shakira, Carson dizer, antes do intervalo, “Aguarde, uma cantora terá dificuldades para se conectar com a música…” claramente é um teaser de uma história de superação, que deixa nas entrelinhas “…mas vai vencer os obstáculos e sair vitoriosa da batalha”. Enfim, foi uma batalha assistida com muita dor no coração, e é claro que a dor da canção da dupla A Great Big World em parceria com Christina Aguilera não ajudou nem um pouco. Depressão define.

Na batalha, Ddendyl, toda linda, maravilhosa, única e elegante, captou perfeitamente o espírito e a dor de “Say Something”, sabia o que estava fazendo e conseguiu dar o tom perfeito de uma apresentação cuja mensagem exige que acreditemos que a dor do intérprete é muito mais intensa por dentro do que o que ele exterioriza. Deja, por sua vez, continua com sua bela voz, mas fez uma apresentação que, na melhor das hipóteses, a qualifica para cantar “Meu Cãozinho Xuxo”.

Apesar de já saber de tudo, minha queda foi feia. Ver Deja dizendo “Vou pensar no amor da minha família” ao cantar uma música que diz “Say something, I’m giving up on you”, comentário que merecia eliminação instantânea pelo tamanho da falta de noção, havia me dado esperança, assim como o feedback de Shakira ao dizer que Ddendyl era a dona da voz mais única da competição. Bem, adivinha, Shakira: você estragou o seu time de novo. Parabéns! P.S. – Pra quê mostrar Ddendyl dizendo que toca piano se vocês não deixaram a moça tocar? Só serviu pra eu passar o resto da minha vida sonhando com uma performance da moça ao piano! Babacas!

Vencedora: Deja Hall.

2º) Team Blake – Jake Worthington x Tess Boyer – Have a Little Faith in Me (John Hiatt)

https://www.youtube.com/watch?v=qZfReXafYNE

Em termos de surpresa e de curva ascendente de qualidade, Tess Boyer é o nome da sexta temporada do The Voice. Ou, sendo extremamente honesto: se esta apresentação ficou com a prata da semana aqui no SM, e não com o ouro, a culpa não é de Tess Boyer. Jake é de uma fofura inigualável. Sem dúvida, Blake tem razão em sua perspectiva para o cantor, e sua personalidade o levará muito longe na competição, com potencial até para uma final. Mas, vocalmente, Tess venceu essa batalha com todas as honras possíveis, enchendo uma canção melodicamente simples com belíssimos adornos vocais que enriqueceram demais a performance. Seus lindos melismas mostraram que a cantora não tem medo de correr riscos e de tentar acrescentar algo à canção que interpreta. A escolha de Blake foi compreensível. Jake é o tipo de candidato favorito do coach: um cantor que jamais sairá da casinha, ao mesmo tempo em que é um americano típico, simpático e capaz de gerar identificação no espectador. Mas, em termos de vocais completos, de originalidade, de ter as características típicas de reais artistas, Tess saiu muito vitoriosa, e é perfeitamente compreensível que ela tenha conseguido 3 Steals diante de tamanho trabalho. Além de tudo, a cantora ainda se mostrou capaz de uma escolha inteligente e estratégica, não só por ter optado pela coach que mais poderá ajudá-la e que tem menos concorrência como também por ter percebido o tamanho da sinceridade de Shakira em seus argumentos, o que obviamente não era o caso dos outros dois. Shaki lutou por Tess como nunca havia lutado na história do The Voice, e essa parceria teria me empolgado muito se não fosse o meu “alerta laranja para cagadas futuras” apitando loucamente ao ouvir Shakira falar sobre country. Tess é mulherão, tem personalidade e é ousada – pudemos notar isso quando ela soltou, sem medo de ser feliz, a piada de que “cuidaria bem de Jake à noite” – e, exatamente por isso, JAMAIS terá o apoio do conservador público country. O público pop, por sua vez, tem tudo para amá-la, e é bom que Shakira tenha essa visão e não desvie Tess do bom caminho.

Vencedor: Jake Worthington.

Steal: Tess Boyer (Team Shakira).

1º) Team Adam – Josh Kaufman x Delvin Choice – Signed, Sealed, Delivered (I’m Yours) [Stevie Wonder]

MEU DEUS MEU DEUS QUE COISA INCRÍVEL!!! Ok, talvez eu esteja apenas excessivamente feliz por ver uma batalha deste nível numa temporada que até então tem passado muito longe dele, mas o fato é que finalmente posso dizer que a sexta temporada tem uma batalha classe A para chamar de sua! Josh, definitivamente um cara que eu quero ver na final do programa, continua sendo a mesma fera que sempre foi e que jamais deixará de ser, mas havemos de reconhecer que Delvin, que, como bem apontou Shakira, entrou nessa batalha como o claríssimo underdog, trabalhou duro para elevar o próprio nível e foi muito bem sucedido, maneirando no vibrato, encontrando uma maneira de mostrar uma extensão maior do que eu imaginava que ele tinha e, no fim das contas, até se destacando mais do que o adversário em boa parte da apresentação. Não que eu tivesse alguma dúvida do resultado dessa batalha, mas torci muito para Delvin ser roubado por Usher, já que Adam, esperto e estrategista como é e interessado no tricampeonato como está, obviamente escolheria J… MAS O QUE QUE TÁ ACONTECENDO COM ESSES COACHES, COMERAM COCÔ???  Como que Adam me abre mão de um dos mais prováveis campeões da atual temporada, minha gente? Claro, Delvin foi ótimo, mas só havia uma possibilidade de Adam realmente abrir mão de um provável vencedor da sexta temporada na hora de escolher um dos dois, e foi exatamente o que ele fez. Única explicação plausível para o que aconteceu: um produtor gritando “Por*a, você já ganhou demais e sempre fica com o melhor time, abra mão de uns campeões aí pros outros roubarem, pra temporada não ficar tão previsível, mano!” no ponto eletrônico de Adam. Só pode ser isso.

Vencedor: Delvin Choice.

Steal: Josh Kaufman (Team Usher).

Menção Honrosa (Piscou, perdeu!): Team Shakira – Kristen Merlin x Emily B. – I Can Love You Better (Dixie Chicks)

https://www.youtube.com/watch?v=Ply6NwGF8w8

Simplesmente inacreditável. Eu ainda estava caído no chão em posição fetal, LONGE de me recuperar do choque e da tristeza da eliminação de Ddendyl, quando a edição simplesmente decidiu me chutar na boca do estômago com essa breve espiadinha na batalha em que Shakira ELIMINOU EMILY B.!!!!!! E nem uma explicação decente ganhamos – sim, porque Emily já destruiu Kristen no único verso que a vimos cantar durante a batalha. Não estou entendendo o motivo de tanta tortura, e não sei o que é pior: as burradas de Shakira ou o sadismo da edição, fazendo isso conosco. Pra completar, imagino a alegria de Kristen nos Playoffs, depois de ser a única competidora ainda no programa que teve não só uma, mas AS DUAS batalhas ocultadas pela edição. Parabéns aos competentes envolvidos, e parabéns à Shakira pelo combo de cagadas.

Vencedora: Kristen Merlin.

No fim, se eu não estivesse tão cansado de ver batalhas e querendo logo chegar aos Lives e acabar logo com esta temporada, essa teria sido uma semana razoável do atual ciclo do The Voice. Ao menos podemos dizer que todos os três Steals foram extremamente merecidos e usados nas melhores ocasiões possíveis. Só falta Blake completar esse ciclo para que possamos dizer que já houve alguma etapa de alguma temporada do The Voice que atingiu a marca de 100% de Steals bem utilizados. Dica: para isso acontecer, Blake precisará obrigatoriamente usar seu Steal em um aparentemente insano pareamento do Team Adam que envolve uma dupla e uma roqueira, mas há fortes chances de Blake usar seu Steal na pessoa que enfrentará Bria Kelly em um pareamento um pouco menos estúpido, mas ainda muito estúpido, de Usher. Fica a dica, e vamos àquela análise esperta dos times, ordenados de acordo com a superioridade de seus artistas, estes também listados em ordem de preferência:

1º) Team Adam: Morgan Wallen, Delvin Choice, Christina Grimmie.

Quando até a cantora menos interessante do seu time tem dois milhões de fãs no YouTube e meio milhão de seguidores no Twitter, você está fazendo algo muito certo. Até o momento, o Team Adam não tem absolutamente nenhum componente fraco ou sequer mediano, e duvido muito de que isso mude no futuro.

2º) Team Usher: Josh Kaufman, Stevie Jo, TJ Wilkins.

Se não fosse por TJ Wilkins arrastando para baixo a média do Team Usher, ele certamente estaria em primeiro, principalmente com a expectativa da inclusão de Bria Kelly, que sem dúvida estará listada aqui na próxima review.

3º) Team Blake: Sisaundra Lewis, Jake Worthington, Audra McLaughlin.

Sisaundra é um monstro, Jake está com toda a pinta de finalista e Audra ainda tem fãs mesmo depois de suas duas últimas batalhas. O Team Blake definitivamente não pode ser subestimado.

4º) Team Shakira: Tess Boyer, Kristen Merlin, Deja Hall, Patrick Thomson.

Christina Aguilera, Devyn Deloera e Sylvia Yacoub podem respirar aliviadas. Já é muito seguro dizer que Shakira quebrará todos os recordes do Team Xtina da terceira temporada e chegará aos Playoffs com a pior equipe da história do The Voice. Mais uma vez, parabéns a ela, e até a próxima semana, pessoal!

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.