Archer promove um verdadeiro tsunami de escrotice, cretinice e histeria nas terras de Shakira.
Diante de uma temporada com um nível tão alto, poderia se pensar que seria difícil perceber quando um episódio vai além das expectativas (já altas, vale ressaltar). E eu trago isso para afirmar que The Rules of Extraction conseguiu a façanha de se igualar aos fenomenais White Elephant e House Call desse quinto ano de Archer. Depois de seis episódios que investiram (com louvor, honra, dignidade e sucesso) em Pam e Cherlene, essa segunda metade de Archer Vice chutou o balde de cocaína e de masoquismo e abraçou o bro power de seu universo, com a dinâmica riquíssima e hilária de Sterling, Cyril e Gillette. Se até agora tínhamos acompanhado um oceano de cretinice e porralouquice, foi com um prazer imenso que presenciei a evolução do oceano para um verdadeiro tsunami nesse 5×08 que gerou humor a partir de racismo, homossexualismo, fetiches, esquartejamento e traficantes.
Mas não teve somente o trio ternura lá na Colômbia, primeiramente, nós acompanhamos as desventuras de vício e amores desvirtuados na casa de Cherlene, na qual a cantora country, Malory e Lana começaram discutindo a possibilidade de resgate de Sterling (sim, a preocupação de Mama Archer era seu filho e que se danasse o resto <3 ) e depois desbravaram terrenos de seu passado seu passado sexual. MELDELS, como eu ri nos curtos momentos em que Cherlene sente prazer depois de um soco de Lana (que, talvez, seja mais forte que todos os homens da série juntos), Pam fazendo cosplay de criança enquanto se empolgava ao ouvir a palavra cocaína e a própria massagem de Malory que desenterrou as aventuras sexuais que elas tiveram com os mesmos homens da série ou entre elas mesmas (particularmente, amei/fui/respirei a reação de Lana ao lembrar que já transou com nossa viciada mais amada). Mas nada superou a imaginação de Pam que transformou em realidade uma fantasia sexual incestuosa entre Malory e o filho.
Lá nas terras de Shakira, vimos a continuação das peripécias de Sterling, Cyril e Gillette em direção à possível morte. Antes de qualquer outra coisa, tenho que destacar aquela cold open histérica com a piada interminável sobre a queda infindável do carro na floresta, que teve como trilha sonora os xingamentos parcelados do protagonista. Mas não paramos aí, acompanhamos as tentativas frustradas de Cyril de ser um franco atirador e, mesmo quando conseguiu dar alguns disparos, acertou a lataria do avião, a perna de Sterling, mas praticamente nada do alvo: os traficantes colombianos; Gillette esteve lá enganando o universo inteiro, fingindo que suas pernas não estavam funcionando de novo para obter uma confissão de Sterling: a de que ele tinha total desprezo pela própria mortalidade. E, no maior estilo “Bitch, I’m fabulous”, depois disso, Ray se levanta e desfila até o avião para pilotá-lo. Por último, Sterling estava lá sendo ele mesmo o tempo todo, mas, pelo segundo episódio seguido, ele teve um lampejo de racionalidade e desconstruiu um momento racista em relativismo cultural.
E agora fico na expectativa de saber como será finalizada essa trama da Colômbia, afinal o trio ternura está voltando para casa em um avião com um grande carregamento de cocaína. Então, será dessa vez que, pelo menos, a quantidade cocaína deixará de cair e terá um incremento, permitindo a possibilidade de maior ganho de dinheiro? Além disso, quem vocês acham que comprou toda a cocaína estocada na casa de Cherlene? Sterling acusa Malory, que acusa o filho. Eu, particularmente, acredito que tenha sido obra de Mama Archer.
P.S.: VELHO, E AQUELA CAIXA POSTAL CHEIA FEAT RAVE DE STERLING NA MANSÃO DE CHERLENE, HEIN?! Sério, o cara só se supera.














