Zumbis e pesadelos na reta final de Psych.
É gente, não sei se já caiu a ficha de vocês, mas este foi o penúltimo episódio de Psych. Ao mesmo tempo em que bate aquela nostalgia, afinal eu acompanho a série desde o começo, eu me despeço dela com o coração aberto, pois sei que ela está se encerrando no tempo certo. Já há algum tempo a série vem apresentando um certo desgaste, e mesmo quando ela tenta alguma inovação, não sai com a mesma qualidade de outrora.
A prova disso é esta falta de norteamento no que tange esta última temporada. É bem verdade que o episódio inteiro passou um subtexto de encerramento para o Gus, e que sempre é divertido quando um episódio foca no personagem, entretanto, é fato que ele não nos dá uma grande contribuição para o encerramento da série como um todo, sendo mais um episódio filler. Agora vamos ver o que o episódio intitulado como The Breakup vai nos reservar dentro de seus quarenta minutos para nos trazer um final digno (por favor, que não seja todo mundo casando, grávida, com pares figurantes para ninguém terminar solteiro, como um final de novela).
Por um lado é interessante o episódio abordar o mundo dos sonhos, nos trazendo uma estética que por vezes nos lembra o surrealismo, visto principalmente que tal estética tem origem na investida de retratar o mundo onírico e quebrar com a realidade. Isso se confirma quando Gus está sonhando e do nada o sonho muda, e já vira outra coisa, e de repente tem zumbis, e de repente tem Curt Smith, e de repente ele está em casa, e de repente ele este no consultório do Dr. Smith (Bruce Campbell, bem no papel), e de repente… Enfim, esta piração toda do roteiro, que só poderia ter partido da cabecinha insana do senhor James Roday, foi interessante de se ver, porém veio na hora errada. Se este episódio tivesse sido concebido em alguma temporada anterior, ou mesmo no começo desta, ele poderia ter sido mais bem apreciado, entretanto, a esta altura do campeonato, a série deveria estar investindo mais fortemente em algum arco de encerramento.
Um dos maiores problemas do episódio foi o melodrama utilizado por Gus por Emmanuelle não retornar suas ligações. A personagem apareceu em apenas um episódio, não conseguiu gerar empatia com o público, e de repente Gus fica todo neurótico pela moça? Não me convenceu. Ok que o real motivo para seus pesadelos é o medo de ficar sozinho, sem o Shawn (own), mas o fato de ele ainda estar solteiro este tempo todo também o preocupa profundamente.
O título do episódio faz referência ao clássico Nightmare on Elm Street (A Hora do Pesadelo), e traz mais referências que apenas o título. Pela terceira vez na série, Curt Smith aparece como ele mesmo. Referências à cultura pop também estão presentes, como o décimo álbum do R.E.M. e Sanjaya Malakar, um participante de Amercian Idol. Alguém reparou na referência à Thriller na cena final? Além, claro, dos zumbis! Quem nunca sonhou que estava sendo perseguido por zumbis?! Apesar de ser transmitido como penúltimo episódio, ele foi, na verdade, o último a ser gravado, até mesmo depois que todo o elenco já havia se despedido. Lembrando que apesar de o roteiro e da direção ter ficado a cargo de James, este episódio foi o vencedor de um concurso antes do início da temporada, em que os fãs poderiam escolher entre três para serem rodados. E aquela teia em que o Gus fica preso (que achei mais tosco do que qualquer filme B ousaria fazer), foi gravada em uma tela verde, e esta foi a última cena a ser gravada da série. Ao final dela, foi pronunciado o último “corta”. Ou seja, a série terminou mesmo foi com Gus gritando, como ele passou boa parte do tempo da série fazendo.
Agora nos resta aguardar semana que vem, para o último episódio da série, sempre torcendo pelo encerramento ser digno, já que a temporada num todo deixou um pouco a desejar.
Em tempo 1: James Roday afirma que dirigiu esse episódio de madrugada, totalmente bêbado. Será?
Em tempo 2: Sentirei falta de Kurt Fuller. Apesar de pequena sua participação, o cara arrasou no episódio (principalmente a piada com o esqueleto).
Em tempo 3: “Tá vendo? É por isso que não devemos legalizar a maconha”. Lassie em uma das melhores frases do seriado.














