The Tomorrow People ganha novo dia de exibição com um episódio não tão empolgante assim. 

Russel e seus flashbacks protagonizaram a maior parte de Superhero, o episódio mais mediano de The Tomorrow People, em minha sincera e humilde opinião. Russel teve seus bons momentos, com suas sempre bem situadas tiradas cômicas. Mas esse, sem dúvida nenhuma, foi o background mais desinteressante já apresentado na série, bem aleatório, que não contribuiu em nada para o desenvolvimento e aprofundamento significativo do personagem. 

Além do mais, o plot de Superhero não difere muito do que já é apresentado semanalmente em Arrow e em tantas outras séries em relação ao vigilantismo. A única contribuição positiva dessa história foi provocar a discussão (deveras rasa e superficial) entre o modo passivo/reativo e excessivamente cauteloso da administração dos Seres do Amanhã por John e (agora) Cara e um modo mais ativo e contributivo com a utilização dos dons/poderes que receberam. Foi um viés interessante, mas muito mal explorado no episódio. 

A cena de soft sex entre John e Cara também teve seus méritos, dentre eles ser bastante ousada para os padrões teen da CWTV e nos proporcionar um entre os dois shirtless gratuitos de John no episódio. Thanks CW! 

E o que foi a tal super heroína do capítulo?! Mais uma péssima atriz evadida e reciclada do cast da finada (e terrível!) 90210. CW, você está fazendo isso errado! 

Stephen, com muita cara de choro e coitado, conseguiu reativar na trama o plot de encontrar seu pai perdido, apesar de poucos se importarem com isso. Até aí tudo corria bem, sempre mais do mesmo, até a súbita e absurda cena de beijo entre ele e a companheira de ULTRA Hillary Cole. WTF ?! A crítica aqui é que a virada da personagem não teve base, fundamento anterior nenhum, já que o roteiro nem se preocupou em criar uma prévia (ainda que forçada) tensão sexual entre os dois personagens. 

Posso estar sendo purista aqui, tradicional, conservador demais e/ou até mesmo hipócrita, mas os roteiristas e todas as mulheres (adultas!) da vida do jovem Jameson parecem esquecer que ele tem apenas 17 anos! 

Na mais pura das inocências, John e Morgan armaram um plano maquiavélico (Oi?) de tentar extrair informações do cérebro do sempre safo Tio Jed. Hello ?!?!? Claro que ele iria perceber a tentativa, isso era mais do que óbvio! Mas confesso que a introdução da gravidez na trama é interessante e pode trazer um outro lado do personagem à tona. 

Com um cliffhanger razoável, a série conseguiu manter meu interesse em assistir ao próximo capítulo. Resta saber se realmente Stephen sofrerá as consequências da “descoberta” de sua vida de agente duplo pelo tio (que, no fundo, sempre soube disso) e o que ele tem a dizer ao irmão do seu pai sobre a descoberta do corpo do mesmo. Não ficaria surpreso se Jed apenas colocasse o sobrinho em uma sala da ULTRA de castigo por apenas algumas horas e que abafasse o caso. 

Vários fatores podem ter influenciado essa review, como um pouco de cansaço, sono, mal humor, algumas pescadas ou até mesmo assistir ao episódio após mais uma obra prima semanal entregue por The Good Wife. Ou pode ser que eu apenas tenha ficado mais atento a algumas sérias falhas de roteiro que dessa vez não puderam (e nem quiseram!) passar despercebidas. 

Superhero foi o episódio mais mediano, fraco e menos surpreendente de The Tomorrow People até o momento. A estrutura narrativa permanece a mesma, baseada em flashbacks de background + caso da semana, que vinha dando certo e agradando até agora. O problema aqui foi que os personagens apresentados do passado em nada acrescentaram aos personagens fixos, além da trama ter sido totalmente aleatória. 

Mas depois de tanto morder é chegado o momento de assoprar, com uma máxima do célebre Lulu Santos: “não vou dizer que foi ruim, mas também não foi tão bom assim”.

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