Supernaturalistas em um episódio sem nada sobrenatural.

Eu adoro quando Supernatural traz de volta elementos, criaturas ou personagens das temporadas mais antigas. Na grande maioria das vezes rende algo nostálgico e divertido de se assistir. Mas não foi o que aconteceu dessa vez, ou pelo menos, não para mim. Eu, particularmente, nunca gostei dos Ghostfacers. O primeiro episódio que eles apareceram, “Hell House”, lá na primeira temporada, havia sim sido muito bom, mas logo quando eles voltaram, com mais destaque, em “Ghostfacers” na terceira temporada, o episódio foi uma grande chatice.

“Thinman” também acabou sendo outro extremamente fraco nessa sequência de episódios meia-boca que estamos vendo em SPN. Sei que tem gente que gosta dos Ghostfacers e talvez por isso devam ter conseguido se divertir pelo menos um pouco com o episódio, mas eu não consegui nem um pouquinho. O roteiro foi fraco, lerdo, sem graça. E eu simplesmente não consigo rir do estilo de humor proporcionado por Ed e Harry, acho idiota e bobo demais, então nem alívio cômico conseguiu salvar.

O plot do Thinman poderia até ter sido bacana, mas o desenvolvimento foi pífio e sonolento. E foi ainda mais decepcionante descobrir que o Thinman havia sido 100% inventado por Ed. Talvez, apenas talvez, se nós tivéssemos visto que os Ghostfacers evoluíram e quem sabe até fossem capazes de ajudar a resolver um caso de verdade, teria sido interessante.

Porém o caso dessa semana nem era caso direito, pois como o Thinman era falso, estivemos diante de apenas dois homens loucos e assassinos, que não conseguiram convencer ninguém de verdade. Essa ideia de no começo fingir que é algo sobrenatural, e depois descobrir que são humanos funcionaria sim, se tivesse sido bem desenvolvido, o que não foi. E também nós já tivemos isso em SPN, em “The Benders”, na primeira temporada. E eu ainda digo que os dois assassinos só morreram, por causa de um roteiro preguiçoso que achou mais fácil matá-los, porque seria muito mais sensato Dean e Sam os terem capturado e entregue à delegacia com as devidas provas.

No fim, a única coisa interessante mesmo fica por conta do paralelo que conseguiram fazer entre a briga de Ed e Harry com a situação atual entre Dean e Sam. Os diálogos foram bem inseridos e conseguiram causar o impacto que pretendiam. Tivemos direito até a ver Sam jogando indiretas com “segredos destroem relacionamentos”. Também achei muito bonitinho Dean se lembrando de quando eles eram crianças e tentavam voar como Superman e Batman, exceto que o Batman não voa. Acredito que Dean e Sam ainda vão demorar para se entender, e já começo a tentar adivinhar como. Até a Finale, ou provavelmente na Finale, Dean se encontrará em uma situação de vida ou morte devido à Marca de Cain e Sam irá salvá-lo. Duvido muito não ser isso.

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