anos incriveis

Uma história simples, um roteiro comum. Contar a vida de um garoto não seria algo que chamaria tanto a atenção. Mas quando um trabalho é bem feito nos deparamos com uma das séries mais bem feitas de todos os tempos. E uma das mais exibidas na televisão brasileira. São feitos de séries como Anos Incríveis.

Anos Incríveis (Série de comédia dramática exibida pela ABC entre 1988 a 1993) mostra a história do garoto Kevin Arnold, um rapaz que acabava de entrar para o ginásio na escola Robert F. Kennedy e começava ali a vivenciar suas experiências mais notórias cercado pelo turbulento momento pelo qual os Estados Unidos passavam com a guerra do Vietnã, evento que serviu como pano de fundo para preencher o dia a dia do rapaz que começava ali a ser contado. Todos os seus momentos giravam ao redor do seu melhor amigo Paul Pfeiffer (Que não é o Marlyn Mason), sua melhor amiga e eterna paixão Gwendolyn “Winnie” Cooper e sua família composta por sua mãe amável Norma, seu pai rabugento Jack, sua irmã mais velha hippie e liberal Karen e seu irmão pentelho Wayne que sempre arrumava uma maneira de chateá-lo.

O episódio piloto (Exibido no dia 31 de Janeiro de 1988 após o super bowl) já nos mostrava do que a série era capaz deixando todos os americanos estarrecidos com a beleza, a simplicidade e a comoção que a série conseguiu passar em apenas vinte e três minutos (O primeiro beijo de Kevin é inesquecível). Outro detalhe que foi um diferencial para a série e algo inovador foi à implantação de um narrador que nada mais era do que o próprio protagonista só que adulto. Tal medida funcionou extraordinariamente tornando o narrador, não só com a função de contar os fatos, mas também como um personagem com sentimentos e opiniões próprias. Foi assim que uma série aparentemente simples que contava as experiências de um garoto comum no ginásio ganhou o mundo. A primeira temporada teve curta duração, mas foi renovada e premiada com o Emmy como a melhor série de comédia do ano com índices altíssimos de audiência ganhando o espaço nobre da emissora. Da segunda até a quarta temporada a série manteve um índice alto de qualidade com episódios memoráveis que fizeram muitas pessoas rolarem de rir, contorcerem de chorar e refletirem em demasia. Todos aqui têm família e não há como não comparar as situações vividas por Kevin com as nossas quando éramos mais novos. Era praticamente um manual do garoto novo, inexperiente e, sobretudo, ansioso em ser o melhor em alguma coisa.

A partir da quinta temporada o charme da série foi perdendo a sua graça com o crescimento inesperado dos protagonistas e a inocência, traço que marcava a série, sendo deixada de lado com histórias mais complexas que os personagens passavam a vivenciar.

Na sexta temporada o público americano começou a perder o interesse pela série e a audiência caiu drasticamente. Não tendo outra solução a série sofreu seu encerramento com um último episódio inesquecível, onde acredito que ninguém tenha passado sem lágrimas no rosto. Ali se encerrava uma das maiores séries de todos os tempos, visto que só no Brasil a mesma já foi exibida por quatro canais (Bandeirantes, Cultura, Multishow e Canal 21) e tenho certeza que ainda deixa muita saudade para quem assistiu.

O mais legal da série é que a mesma não enjoa e pelo menos eu sempre que me deparo com algum episódio de anos incríveis eu paro para assistir e sempre me divirto com o que vejo (Parece com Chaves). Gostaria que fosse feito um remake da série só que ao invés de contar a vida de um garoto no final dos anos sessenta, poderia ser mostrado outro período como os anos 80 que foram um marco na humanidade ou algo do gênero. Para quem não assistiu o Youtube possui muito dos episódios exibidos (Não conferi todos) e é uma boa pedida para quem quer ter uma primeira experiência.

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