
No seu último episódio de 2009, Heroes fez o que sabe fazer melhor: criar expectativa. O problema da série sempre foi cumprir essas expectativas, mas não posso negar que no dia 4 de Janeiro de 2010 (veja aqui as datas de retorno da séries) eu vou estar lá para acompanhar o desfecho da temporada (ou da série).
Spoilers Abaixo:
Não foi apenas de Heroes que nos despedimos esse ano, Nathan Petrelli, um dos personagens principais que esteve na série desde o começo, teve sua última cena nesse episódio. Acredito que poucos ainda não sabiam que ele ia morrer, pois a NBC não fez questão nenhuma de esconder esse fato e até tentou usar a morte de Nathan para atrair mais audiência. Nunca fui um grande fã de Nathan, mas ele jamais foi aquele personagem insuportável que a gente fica desejando a morte (cof, cof Mohinder) e eu até queria ter gostado dos momentos finais dele no telhando com Peter, mas algumas incoerências me incomodaram muito.
Enquanto Nathan e Sylar lutavam pelo mesmo corpo, Claire e Gretchen chegam ao parque de diversões de Samuel, e logo foram recebidas de braços abertos pelo mesmo que não perdeu tempo em usar de todos os artifícios possíveis para recrutar Claire a família de parque. Gostei de ver (mesmo que rapidamente) que o ventríloquo também está no parque de diversões. Ele foi um dos meus personagens favoritos do terceiro volume e espero que ele apareça mais. No final das contas não precisou de muita coisa para Samuel convencer Claire a ficar no parque e a coitada da Gretchen teve que voltar dirigindo sozinha as 21h de estrada. O interessante dessa storyline nós só ficamos sabendo no final quando Samuel diz que seu objetivo não é Claire. Será que Gretchen tem algum poder desconhecido? Será que Samuel estava falando de Noah? Essa segunda agenda de Samuel ligada a Claire me deixou bem curioso, e só achei um desperdício eles não terem trazido Becky de volta, mesmo que só pra dar um sustinho em Gretchen.
Também ficamos conhecendo um novo personagem muito promissor, mas que por enquanto, ficou só na promessa mesmo. O homem multiplicador que foi roubar os arquivos de Noah me interessou não por causa do seu poder, mas sim por causa da sua personalidade. Ele tem um jeitão de psicopata reprimido que só estava esperando um momento de carta branca para liberar sua maldade, mas não foi dessa vez que presenciamos todo o potencial do multiplicador.
Antes da despedida de Nathan tive aquele mano a mano entre Sylar e Peter. Sem poderes, apenas no soco e com armas de pregos, os dois tiveram uma bela mini-batalha. O plano de Peter de usar os poderes do haitiano para apagar as memórias de Sylar deixando apenas as de Nathan no corpo era teoricamente um bom plano, mas por mais que Peter lutasse para salvar seu irmão, Nathan já tinha mais forças para segurar Sylar. O fato de ele ter se jogado do prédio fez apenas a morte dele ser em vão. Se ele queria morrer com algum significado, o mínimo que ele tinha que fazer era ter certeza de que Sylar morreria com ele. Obviamente que ele não conseguiria matar Sylar, mas essa seria a intenção mais coerente. Depois ele teve o momento de despedida enquanto segurava na mão de Peter e nem na beira da morte ele se lembrou de “mandar um salve” para sua esposa de filhos. Sim roteiristas, nós lembramos que eles existem.
Tirando essas leves derrapadas de sempre, (que talvez nem tenham incomodado a maioria) o episódio final de 2009 foi um bom episódio. Nos últimos dias muito se falou nos bastidores da série que a NBC pretender fazer dessa temporada a última mesmo, e não tem como discordar dessa decisão caso ela seja oficial. Heroes teve seus melhores momentos no passado e os esforços da produção para reconquistar sua antiga audiência são tardios. A temporada continua dia 4 de Janeiro e ao que parece Samuel tem grandes planos para construir uma “comunidade mutante” sobre o túmulo de Joseph.
Até lá
PS – Fazia tempo que o símbolo “godend” não aparecia na série. Quem perdeu é só voltar na cena em que Nathan está limpando o sangue da mão depois que Peter e Sylar terminam de brigar.














