Nós não podemos viver melhor do que na tentativa de tornar-se melhor…
Antes de qualquer coisa, quero dizer que eu fui trollada por The Following. Se na review do episódio passado eu disse que fiquei sem reações concretas após assistir o episódio, nessa review eu posso dizer com certeza absoluta que achei o episódio bom e muito consistente.
Nos comentários da review passada alguém disse que quando o FBI não é burro, The Following apresenta um bom episódio, e eu não poderia concordar mais. Portanto não é surpresa que em outro episódio onde as ações da agência norte americana foram mínimas, as situações caminharam mais livremente e principalmente mais coerente.
Ryan continua sua jornada íntima e pessoal à procura de Joe Carroll e no meio do caminho coloca em risco a vida daqueles que estão ao seu redor. Desde a sobrinha Max até seu possível interesse romântico, Lily Gray. Sem contar que aos poucos ele começa a despertar a fúria do FBI, pelo menos Mike Weston já desistiu dele.
E gente, Mike está ainda mais homem nessa temporada, não acham? Vale notar que a sobrinha Max, aparentemente, já terminou seu relacionamento do episódio passado, abrindo assim espaço para Mike Weston entrar em seu coração (deixo bem claro que essa afirmação é meramente minha opinião, não sei se acontecerá, portanto não é spoilers, certo?).
Começo a achar que Lily Gray está envolvida com os gêmeos. Quem sabe até seja a real líder desse culto-franquia. Afinal como essa mulher conseguiu sobreviver duas vezes ao gêmeos, que cada vez se mostram mais sádicos? Me nego a acreditar que todo aquele primeiro encontro com Ryan não foi friamente e devidamente calculado! Me nego a acreditar que os gêmeos deram uma de FBI e foram totalmente atrapalhados! Sim, entendo que o intuito foi expor as peças do jogo, mas se o Ryan fosse um pouco mais eficiente teria pego, pelo menos, o Luke.
Mas fato é que alguém tem que ser a isca da história, portanto eu acredito que é aí que entra Lily. Porque em jogo para atrair Joe Carroll nada mais justo ter a parte que atraia também Ryan Hardy, já que os dois são duas faces distintas (nem tanto) da mesma moeda.
Por falar em Joe Carroll, que homem brilhante esse hein minha gente? O cara lá de boa tentando viver a vida aperfeiçoando seu sotaque do sul dos Estados Unidos e eis que se vê no meio de prostituição, pedofilia e até mesmo “abuso” da igreja. Todo mundo fala que você atraí o que solta no mundo e Joe Carroll está aqui para provar justamente isso.
Achei muito adequado quando o padre mencionou a frase de Socrátes (que aproveitei para usar como frase inicial desse texto), portanto tomei a liberdade para mencionar outra frase de Sócrates que também se encaixa perfeitamente no contexto Joe Carroll:
A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser
Vimos que Joe, mesmo que superficialmente, tentava ser o que não é. Durante um ano ele permaneceu ao lado da groupie que o ajudou. Ele estava lá semi quieto e semi relaxado, mas como tem que ser todas as situações “erradas” o seguiram. Portanto se torna quase óbvio, dada a natureza de Carroll, ele ficar intrigado e até mesmo confuso ao ver nos jornais e na televisão a continuidade de seu trabalho. Poxa ninguém é de ferro!
A versão Carroll para dilema moral foi muito interessante de se ver, pois ali tivemos outra prova de quão perturbada realmente é a mente de Joe Carroll. Mais ainda e de novo, vimos que o potencial do que pode ser alcançado pelo personagem é imenso e se trabalhado com atenção e carinho pode render os momentos mais sensacionais da série, afinal James Purefoy já provou ser ator suficiente para mostrar com eficiência todas as nuances de seu psciopata e sem dúvida durante suas cenas de “dilema moral” roubou todo o episódio para si.
Perturbador e muito promissor também é o relacionamento de Carroll e Mandy (filha da groupie Carrie Preston). A forma com a qual ela questiona as atitudes de Carrol e ao mesmo tempo mostra o potencial de ser uma de suas mais fortes seguidoras é muito interessante. Fiquei muito interessada em ver o desenrolar dessa história, e fiquei também ainda mais triste por Emma, que nos mostra estar se tornando cada vez mais insignificante na história dos Carrollers.
Logo Emma, que no passado mostrou tanto potencial e hoje, pobrezinha, continua largada ao vento, sem lenço e sem documento, atrás de migalhas de Joe Carrol ou de qualquer contato com seu legado. Mas como quem vive de passado é museu está na hora de Emma reagir, ainda mais agora que ela finalmente compreendeu que Joe está vivinho da silva. Portanto, basta compreender o que deve ser feito. Vamos Emma, volte ao normal e toque terror nesse povo!
Fato é que Joe Carroll acordou do coma induzido que esteve durante um ano. Agora sim precisamos segurar nosso cintos, afinal O GIGANTE ACORDOU!
E hoje eu me despeço pedindo a reflexão sobre a seguinte frase:
Mama’s gonna be home soon… She’s gonna be mad
















