Dexter 4x10

Faltando apenas dois episódios para o fim da temporada, Dexter mais uma vez, conseguiu criar uma tensão imensa para os momentos finais da temporada.

Spoilers Abaixo:

Muitos de vocês já tinham certeza que Christine era a assassina de Lundy antes mesmo de vermos o “Hid Dad” no final do episódio passado. O que não me agradava com essa possibilidade era o motivo sugerido por alguns: matar Lundy e ferir Deb apenas para criar uma manchete de jornal. Isso seria um motivo muito aleatório. Proteger o papai fez muito mais sentido. Outra coisa importante foi a descoberta de que nem Arthur sabia que a sua filha bastarda sabia sobre seu passa tempo. Christine descobriu sozinha que seu pai era o maior serial killer de todos os tempos, e não apenas aceitou o fato, como quis defende-lo. Continuo batendo na tecla de que eu ainda acho que essa temporada, Dexter vai ter um cúmplice. Estou esperando que Deb ou Rita descubra sobre o passa tempo de Dex e não apenas mantenha o segredo, mas aceite.

Na review do episódio “4×07: Slack Tide” eu até cheguei a mencionar a possibilidade de Arthur não possuir um ciclo de três mortes e sim de quatro. Na época meu motivo para essa teoria se provou errôneo, mas é legal acertar alguma coisa entre as teorias furadas. Trinity no more. Arthur começa seu ciclo com ele mesmo, um garotinho de 10 anos e só depois parte para a irmã na banheira, a mãe “suicida” e o pai martelado. É assustador pensar que a família de Dexter é compatível com o ciclo de Arthur: Cody, Deb, Rita e o próprio Dexter.

Vamos dedicar esse parágrafo para elogiar John Lithgow e seu Arthur Mitchell. Como ele é fantástico. Simplesmente não consigo imaginar a ausência de uma indicação ao Emmy 2010. As sequências do abrigo antibomba entre ele e o garotinho foram ótimas. O contraste entre a inocência de uma criança, que consegue sentir pena do seu algoz, contra a frieza do assassino, que depois de ser consolado por sua presa seria capaz de enterre-lo vivo sob o concreto sem pensar duas vezes, foi algo único. É televisão no seu mais alto nível de qualidade.

Outra coisa boa de acompanhar em Dexter é a constante evolução do nosso protagonista. O Dexter da primeira temporada e o Dexter atual são pessoas completamente diferentes. Três anos atrás era impossível imaginar Dexter fazendo o malabarismo entre família e o Dark Passenger. No começo, assim como Arthur, ele também enxergava seus laços com outros humanos apenas como forma de camuflagem ou como uma máscara. Hoje presenciamos Dexter com pequeno Harrison nos braços, cogitando aposentar seu passa tempo.

E agora que a polícia tem em suas mãos a filha do famigerado Trinity Killer? Será que ela vai abrir o bico ou será leal ao papai? E Masuka? Vai conseguir contar para Dexter que viu Rita beijando o vizinho? E Arthur? Como ele vai fazer agora que tentou começar seu ciclo e falhou? Essas respostas e mais aquela reviravolta de sempre, só nos dois próximos episódios.

PS – Muito legal e coerente o novo cantinho de Dexter ser no contêiner (ou em um contêiner) onde o Dark Passenger nasceu.

PS2 – A polícia de Miami precisa fazer uma analise psiquiatra mais apurada nos seus funcionários. Primeiro foi Deb se apaixonando pelo Ice Truck Killer e agora foi Quinn se apaixonando pela assassina de Lundy. Na próxima temporada só falta o Masuka namorar a irmã da Lila.

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