Chegou a vez de Erin Lindsay ser o destaque da semana…

Após um piloto que foi repartido entre quase todos do elenco, dando destaque para cada um, e um segundo episódio totalmente destinado a Antonio Dawson e o seu trama familiar, Chicago PD não perdeu tempo e já deixou Sophia Bush, a pessoa de mais nome no seu elenco, ter o seu holofote na interpretação de Erin Lindsay. A personagem esteve no centro em grande parte das ações do episódio, se mostrando ser uma peça mais do que fundamental para a equipe de CPD, mas também na parte mais emotiva e pessoal de Chin Chek.

A detetive foi a única que trabalhou peça fundamental para a resolução do caso de tráfico de armas e balas e mostrou o seu poderio de fogo (piada boba, desconsidere) ao atirar em qualquer ser vivo que estivesse presente no galpão, mesmo com aquela arma maior que a própria Bush. Mas mais que isso, fiquei com a impressão de que apenas ela e o Saul (não aprendo nunca o nome do cidadão) assumiram a responsabilidade de resolver a investigação, enquanto os outros personagens estavam alheios em seus próprios dramas pessoais.

Lindsay também teve tempo de se desdobrar em duas e ter grande foco na sua vida pessoal, envolvendo o Voight e seu filho Justin. Para os que não acompanham Chicago Fire, a prisão de Justin foi feita já no começo da série e foi o motivo do desentendimento entre o sargento e o tenente Casey da série dos bombeiros. O rapaz causou um grave acidente por estar dirigindo alcoolizado e ao perceber isso, Matt Casey, íntegro até não poder mais, resolveu denunciá-lo, como seria normalmente. O grande problema é que Voight era o pai do infrator e resolveu encobrir a história, tirando a responsabilidade de Justin. Casey não deixou barato, conseguiu justiça nesse caso, mas depois teve que penar nas mãos do sargento, que usou e abusou do seu poder e seus contatos questionáveis para fazer a vida do bombeiro um inferno.

Aliás, toda essa confusão para limpar a barra do filho me fez estranhar e muito a indiferença com que o Voight lidou com o término da pena do rapaz, jogando a tarefa de recebê-lo para cima da Lindsay – que de quebra ganhou mais um interesse amoroso. O sargento teve mais uma das suas conversas misteriosas com a mulher que o cobra para que ele cumpra o seu trato de entregar os corruptos e os traficantes (o que ele não faz, que fique bem claro) no exato momento da liberação do Justin. Foi bom ver que essa mulher (se alguém souber o nome, please help!) não está caindo na conversa do Voight e ainda desconfia que ele continue recebendo propina de traficante, o que de fato aconteceu. Tudo bem que ele não pegou o dinheiro para benefício próprio, mas fiquei enojada com ele dando cinco mil reais SUJOS, vindo do tráfico, para a tia de D’Antonhy, o garoto do episódio piloto que o Voight acolheu. O quão irônico é você tirar o menino desse mundo das drogas, mas financiar a nova vida com o dinheiro vindo desse mesmo lugar?

Ruzek também teve o seu lado pessoal mais explorado, com sua noiva sabendo do novo cargo do namorado, sessões de terapia e o já batido dilema “eu matei uma pessoa, mas estou maravilhosamente bem, me deixem em paz”. É tão, mas tão comum esse tipo de plot que já me cansou e me fez ficar revirando os olhos em toda vez que o novato voltava a dizer isso. Pelo menos o Jay colocou o Adam no seu lugar, alguém para salvar a pátria! Halstead, aliás, o personagem principal menos desenvolvido até agora (sim, eu desconsidero o Saul), conseguiu me deixar empolgadíssima com seus cinco minutos solitários em que ele confronta pai e filho enquanto come um pedaço de bolo. A história parece ser bem interessante por si só – repararam na cara de maníaco do filho né? –, mas vai ser ainda mais legal de acompanhar uma história pessoal do personagem do ator que, para mim, mais entrou no seu papel.

Apesar de ter gostado das pequenas participações do elenco de Chicago Fire nos dois primeiros episódios, já achei bastante deslocada a cena em que o Severide (um dos bombeiros principais da série-mãe, para quem não sabe) aparece apenas para chorar no ombro da Lindsay. A detetive já esteve no centro do episódio todo, então pareceu apenas mais uma história para reforçar o seu papel de “auxiliadora”. Gosto do Kelly em CF e gostaria que ele voltasse, até pela relação a mais que ele mostrou ter com a Lindsay*, mas que surjam com uma ideia mais interessante de participação, por favor.

Chicago PD já demonstra como será essa sua temporada de estreia: seguindo a linha básica de procedural, o famoso caso da semana; com cenas de ações eletrizantes e poderosas; e MUITO destaque nos seus personagens principais, assim como em Chicago Fire e até mesmo em Law & Order: SVU, deixando muitas vezes as investigações de lado em favor aos assuntos pessoais de seus detetives. É uma fórmula simples, sim, mas muito mais do que apenas eficiente.

p.s.1: *confesso que fiquei pensando em como tratar os assuntos que aparecem em Chicago PD que tenham a ver com Chicago Fire. Cheguei a conclusão que acho que o melhor seria eu trata-las separadamente, sem trazer nada da série dos bombeiros para CPD, esquecer o que eu sei de lá e especular apenas com o que o spin-off apresenta… Considerei o caso do filho do Voight como exceção apenas para poder falar mais do caráter do sargento. Mas caso vocês se interessem e vejam como um algo a mais, ficarei feliz de compartilhar o que acontece lá, que envolva os detetives, nas reviews!

p.s.2: patrocínio do episódio: Nextel!

p.s.3: achei de uma grosseria o modo que o Antonio não deixou o Ruzek usar a mesa da Julie

p.s.4: estava achando um saco a crise de ciúmes da esposa do Dawson por causa da Jasmine e no fim acabei tendo que engolir veneno. Gostei da conclusão (assim eu espero) dessa história.

p.s.5: as histórias envolvendo os oficiais Burgess e Atwater acabam não acrescentando muito para o núcleo principal da série, porém adoro todas as cenas que envolvem os dois, sempre muito cheias de humor.

p.s.6: não vou ficar batendo nessa tecla porque sei que vai ficar cansativo, mas acredito que todos tenham visto o modus operandi que o Voight utiliza para conseguir o que quer quando “interrogou” o traficante “dono” do D’Anthony. O interessante foi ver a participação do Saul nessa história, que não só aceita o modo de agir do detetive como o ajuda quando necessário.

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