Uma temporada impecável.
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas por essa review dupla – o que já observei algumas vezes, não é muito produtivo. E em segundo lugar gostaria de ressaltar a qualidade desta temporada de Saving Hope. Foram 12 episódios de um roteiro limpo, bem escrito e emocionante. Não existe nada mais interessante que o amadurecimento de uma série e tudo que nasce desse fato – pois Saving Hope se tornou uma série repleta de possibilidades e o roteiro deita e rola no bom sentido.
Falando inicialmente de “En Bloc”, Alex segue o luto por seu irmãozinho Luke – prolongando sua dor muito mais tempo que deveria. É neste contexto que surge Lou – um dos personagens de apoio mais fofos de todos os tempos em Saving Hope. O exemplo de amor à vida que este menininho nos deu é impressionante. E mais uma vez, a série mostra porque Alex é uma médica com “M” maiúsculo e como ela honra o seu juramento de salvar o próximo. Dra. Reid não mede esforços para lutar por uma vida e sempre tem esperança de conseguir vencer qualquer percalço – por mais complicado que ele seja. Esta forma de abordar o personagem nos mostra a medicina por outro ângulo – nos faz enxergar que é possível fazer diferente.
A cirurgia de Lou foi complicadíssima e apreensiva também – me mantive completamente grudada na cadeira, pois não sabia se realmente daria certo – e possivelmente não daria certo mesmo se Alex não encontrasse Charlie para ajudar. A forma como ele lida com seu dom continuava confuso e prejudicando sua vida – mas a reação de Alex ao vê-lo falando sozinho foi bastante surpreendente. E a ruptura da medula óssea? Tensão ao extremo. Mas no final deu tudo certo e ainda descobrimos que Lou estava lutando pela vida por um motivo ainda mais especial – o amor por seu pai e o desejo de compartilhar de sua companhia. Fofo demais! Um merecido final feliz!
E Charlie? Sabemos que ele segue tendo dúvidas como deve agir em relação ao seu dom, mas daí a seguir os conselhos de Luke? Sinceramente, achei um pouco radical terminar o relacionamento com Alex – mas não deixa de ser uma boa alternativa para o roteiro causar uma bagunça e tanto na história. Como afirmei, temos uma série repleta de possibilidades.
Ainda neste episódio tivemos Joel e suas nuances como chefe da cirurgia. Todos os fãs que gostam de séries médicas, já sabem que ser chefe da cirurgia é sempre um grande dilema. Como agir para não parecer um carrasco sem coração? Pois parece que Joel conseguiu encontrar o equilíbrio ao lembrar que acima de tudo ele é médico e um bom médico – daqueles que lutam pelo bem estar de seus pacientes. Manter as bicicletas foi uma atitude louvável e seu conceito cresceu absurdamente neste momento. Aproveitando, morri de rir quando Maggie contou que estava grávida. A cara dela! A queda de Gavin – tadinho – foi hilária!
E falando em Gavin, adorei a história de Walter e sua foférrima Vallenwe’en – não são bonitinhos os porquinhos da índia? O envolvimento de Dawn foi muito revelador, pois descobrimos um lado diferente desta mulher que parece estar sempre na defensiva e nunca demonstrar grandes sentimentos – sua atitude foi muito legal, mostrando que também se importa com seus pacientes. E Gavin? Se todos os psiquiatras fossem como ele, o mundo estaria bem melhor…
Bem, e agora falando sobre “Nottingham” tivemos um episódio surpreendentemente bem humorado, apesar de todo o pano de fundo dramático com Dana e Alex. Mais uma vez temos o câncer de mama abordado na TV e foi uma ótima abordagem – afinal qualquer um pode ter a doença. Todas as atitudes de Dana são absolutamente plausíveis – ainda mais com sua personalidade forte. A súbita amizade com Alex foi ao mesmo tempo estranha e adorável. As peripécias das duas foram hilárias – desde a aquisição da maconha até o banho de piscina como vieram ao mundo! E Alex também estava precisando sair daquele mundinho absorto “ex-Charlie”. Com a situação também conseguimos entender a importância de Dana para o hospital e seus colegas – foi inspirador. E a cirurgia foi um sucesso! Dra. Reid demonstra ser uma médica cada vez mais completa e eficiente.
E também tivemos Joel demonstrando o quanto é bom para seus pacientes, o quanto honra sua profissão, ao ponto de abdicar de um cargo como o de chefe da cirurgia – foi bonito, altruísta e digno de um grande ser humano. É claro que não podemos esperar uma batalha fácil contra uma mega empresa, mas nunca é errado lutar pela justiça. Nunca!
E por fim, tivemos Charlie começando a entender um pouco mais o quanto o seu dom pode ser incrível e quanto pode fazer o bem através dele. Levar o pó mágico para as meninas bailarinas foi magia pura mesmo – emocionante. Espero que o roteiro siga por este caminho.
Bem, Saving Hope se encaminha para o final de temporada e continua nos oferecendo grandes momentos e ótimas reflexões. Uma série em total crescimento, lotada de bons momentos, repletos de emoções e sorrisos. Nenhuma imagem reflete melhor o momento da série como a escolhida para abrir esta review. Saving Hope, além de falar de fantasmas e doenças, fala principalmente de amizade! E viva a amizade!
PS. Senti falta de uma abordagem para a gravidez de Maggie. Espero que falem sobre isto no próximo episódio.
PS. Foi tocante aquela cena com o policial que perdeu a mulher. Por favor, meninas, façam o auto exame sempre!
PS. Dawn será a Chefe? Isto pode render ótimos momentos…
PS. Segue a trilha sonora – mais uma vez excelente:
“The Wilhelm Scream” James Blake
“Shoulderblade” Reuben and the Dark















